quinta-feira, 6 de agosto de 2026

OS ASSOCIADOS DE UM LIONS CLUBE QUE SÃO FALTOSOS




OS ASSOCIADOS DE UM

LIONS CLUBE QUE SÃO FALTOSOS

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI

 

 

É difícil encontrarmos um Lions Clube onde não se diz que, ali, é sempre aquela “meia dúzia que segura as pontas e não deixa a peteca cair”.

 

            É comum, também, entre o grupo dos mais abnegados, vez ou outra ouvirmos um deles dizer que “vai acabar largando tudo e ir embora para casa”.

 

            São situações comuns, corriqueiras, que atualmente vemos no dia-a-dia de um Lions Clube.

 

            E o que falar daqueles associados que, atualmente, têm faltado e se ausentado constantemente das nossas atividades?

 

            Mesmo sendo um tanto quanto difícil trazermos os acomodados para uma participação mais direta em nossas atividades, devemos sempre avaliar e compreender o posicionamento de cada um, nunca deixando de dar a atenção que todos merecem.

 

            Por que os associados de um Lions Clube são faltosos?

 

            O absenteísmo ou a falta de participação dos associados em reuniões, assembleias ou atividades do clube refletem, geralmente, uma desconexão entre a gestão da entidade e os interesses ou necessidades dos seus membros.

 

            Alguns fatores acentuam as causas desse fenômeno:

 

1.      Ausência de sentimento e pertencimento.  Para que haja engajamento, o associado precisa sentir que faz parte de uma entidade real e que sua voz tem peso nas decisões.  Quando a comunicação é unidirecional (apenas a liderança fala), o vínculo enfraquece e a motivação para comparecer a eventos diminui.

 

2.     Descredito nos benefícios e resultados.  A participação em nossa associação requer o entendimento do que se espera alcançar individual e coletivamente.  Se o associado não percebe benefícios tangíveis, como networking, capacitação ou representatividade eficaz, ele tende a se afastar, priorizando outras atividades do seu cotidiano.  (Observação do articulista: “networting” refere-se à prática de estabelecer e cultivar uma rede de contatos pessoais para troca de informações, conhecimentos e oportunidades.  Baseia-se na reciprocidade e na construção de relacionamentos genuínos a longo prazo, e não apenas em pedir favores em momentos de necessidade.)

 

3.     Falhas na comunicação e segmentação.  Muitas entidades falham ao não segmentar seu público por faixa etária ou localização, enviando mensagens genéticas que não despertam interesse.  A comunicação ineficaz ou complexa impede que o associado compreenda a importância da sua presença.

 

4.     Sobrecarga de fatores externos.  O absenteísmo também pode ser causado por fatores práticos e organizacionais:  a) Problemas de logística: horários inadequados ou locais de difícil acesso;  b) Sobrecarga de trabalho: O excesso de compromissos do associado impede sua dedicação a atividades associativas;  c) Falta de inovação: reuniões excessivamente burocráticas ou desatualizadas em relação às novas tecnologias de participação remota.

 

5.     Gestão centralizadora ou intransparente.  A transparência é a base de confiança em uma entidade.  Se o associado percebe que as decisões já foram tomadas “nos bastidores” ou que não há clareza no uso dos recursos, ele se torna faltoso por considerar sua participação irrelevante.

 

            Quando se diz que os associados são faltosos, o texto aponta para uma crise de engajamentos.  Isso sinaliza que o Clube precisa rever sua estratégia de valor, melhorar sua comunicação, e humanizar a relação com os seus associados para que eles voltem a enxergar propósito na participação ativa.

 

            Além disso, existe melhor coisa a fazer do que seguir o exemplo de Cristo?

 

            No Evangelho de João, capítulo 2, versículo 25, o apóstolo explica porque Jesus não se confiava a todas as pessoas que diziam crer Nele.  Ele afirma que Jesus não precisava do testemunho de ninguém sobre o ser humano, justamente “porque ELE sabia o que havia no homem”.  O apóstolo utilizou essa frase para destacar a onisciência de Jesus.  O texto mostra que o Cristo não se impressionava apenas com demonstrações exteriores de fé ou empolgação superficial de multidões.  ELE possuía a capacidade divina de sondar diretamente as reais intenções, pensamentos e o coração da natureza humana.

 

            É uma verdade divina.  Jesus não ignorava o que existia no homem, mas nunca se deixou impressionar negativamente.

 

            Sabia que a usura morava com Zaqueu, contudo, trouxe-o da sovinice para a benemerência.

 

            Não desconhecia que Madalena era possuía pelos gênios do mal, entretanto, renovou-a para o amor puro.

 

            Reconheceu a vaidade intelectual de Nicodemos, mas deu-lhe novas concepções da grandeza e da excelsitude da vida.

 

            Identificou a fraqueza de Simão Pedro, todavia, pouco a pouco, instala no coração do discípulo a fortaleza espiritual que faria dele o sustentáculo do Cristianismo nascente.

           

Vê as dúvidas de Tomé, sem desampara-lo.

 

            Conhece a sombra que habita em Judas, sem negar-lhe o culto da afeição.

 

            Jesus preocupou-se, acima de tudo, em proporcionar a cada alma uma visão da vida e em aquinhoar cada espírito com eficientes recursos de renovação para o bem.

 

            Não devemos, por isso, condenar o próximo porque nele observamos a inferioridade e a imperfeição.

 

            A exemplo de Cristo, devemos ajudar em tudo o que podemos!

 

            O Amigo Divino sabe o que existe em nós.  ELE não desconhece a nossa pesada e escura bagagem do pretérito, nas dificuldades do nosso presente, recheado de hesitações e de erros, mas nem por isso deixa de estender-nos amorosamente Suas mãos.

 

            Nossos Lions Clubes contam com associados faltosos?  Será que não está há hora de lhes estendermos as mãos e a eles dedicarmos um pouco da nossa melhor atenção?  Vamos pensar nisso?

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.

 


Nenhum comentário:

Postar um comentário