NA AÇÃO HUMANITÁRIA, OS VERBOS “SERVIR”
E “QUERER” SÃO OS EIXOS COORDENADOS QUE DEFINEM O SUCESSO DO LEONISMO
PDG MJF ANTONIO DOMINGOS
ANDRIANI
Existem,
no movimento leonístico, dois verbos que fazem parte da dinâmica humanitária da
nossa Associação: “servir” e “querer”.
Eles, porém, têm uma conotação diferenciada em sua aplicabilidade nas
nossas ações.
A
diferenciação entre os verbos “servir” e “querer” reside essencialmente em seus
significados (semântica) e nas suas estruturas gramaticais (regência e
conjugação). Enquanto “servir” foca em
uma utilidade, assistência ou desempenho de uma função, “querer” expressa
desejo, intenção ou afeto.
Portanto,
“servir” e “querer” são os pilares que representam AÇÃO e VONTADE dentro do
nosso movimento.
A
trajetória do Lions Internacional é sustentada por uma dinâmica filosófica e
prática que une a intenção à ação. No
cerne de todas as atividades desenvolvidas pelos Lions Clubes, destacam-se
esses dois verbos fundamentais que operam de forma sinérgica: “querer” e
“servir”. Enquanto “querer” representa a
força motriz voluntária, a determinação e a escolha consciente de transformar a
realidade, o “servir” é a materialização concreta dessa vontade em benefício
das comunidades locais e globais.
Juntos, esses verbos traduzem o lema oficial da nossa Associação, “Nós
Servimos”, ilustrando como o desejo individual se converte em impacto
coletivo organizado.
No
contexto leonístico, o verbo “querer” transcende o desejo superficial e assume
o papel de compromisso ético e voluntariado puro. Ninguém é obrigado a se tornar um Leão; a
filiação a um Lions Clube nasce de um ato de livre vontade. Esse “querer” se manifesta em três níveis
essenciais:
1.
Vontade de transformação: O
inconformismo diante das mazelas sociais (como a fome, a cegueira evitável e a
degradação ambiental) impulsiona os associados a desejarem a mudança;
2. Disponibilidade de recursos: O voluntário escolhe conscientemente doar o
seu tempo, talento e recursos financeiros próprios para a nossa causa, sem
expectativa de recompensas materiais.
3. Alinhamento global: O “querer” individual conecta-se a uma
vontade coletiva global, onde mais de 1,4 milhões de associados compartilham
dos mesmos ideais de paz e entendimento mundial.
Portanto, o “querer” é a
energia potencial do leonismo; sem ele, nossa estrutura organizacional seria
inanimada.
Se
o “querer” é a intenção, o “servir” é a ação.
Nosso lema não é uma mera frase de efeito, mas o norte operacional de
Lions Internacional. O verbo “servir”
ganha vida nas chamadas Causas Globais da nossa instituição, que organizam a
atuação dos clubes em frentes críticas.
Servir,
para os Lions Clubes, significa aplicar o trabalho humanitário diretamente onde
a necessidade é mais urgente, seja por meio de pequenas ações comunitárias ou
de grandes projetos financiados pela Fundação de Lions Clubs International
(LCIF) em casos de catástrofes naturais.
A
eficácia do Lions Internacional reside no equilíbrio perfeito entre o desejar
(querer) e o executar (servir). O
“servir” sem o “querer” resultaria em uma atividade mecânica, desprovida de
empatia, liderança genuína e sustentabilidade a longo prazo. Por outro lado, o “querer” sem o “servir” não
passaria de utopia ou retórica vazia.
Nos
Lions Clubes, essa fusão cria o conceito de “liderança servidora”. Nossos dirigentes (desde o Presidente de um
clube local até o Presidente Internacional) querem assumir responsabilidades
administrativas para que a engrenagem do servir continue operando com
transparência e eficiência. A motivação
interna (querer) qualifica e humaniza a entrega externa (servir).
Em
suma, “servir” e “querer” são os eixos coordenados que definem a identidade e o
sucesso histórico do Lions Internacional.
O “querer” mobiliza o coração e a mente do associado, enquanto o
“servir” estende as mãos para aliviar o sofrimento humano e desenvolver as
comunidades. Ao longo de mais de um
século de história, nossa Associação provou que quando os indivíduos
legitimamente QUEREM fazer a diferença, o ato de servir torna-se uma força
imparável capaz de transformar o mundo.

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