sexta-feira, 17 de abril de 2026

OS VALORES DO LEONISMO

 

 OS VALORES DO LEONISMO

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 



 

            Os valores do leonismo fundamentam-se no compromisso ético e no serviço voluntário, sintetizados em nosso lema “Nós Servimos”.  O significado desses valores vai muito além da caridade, focando, principalmente, na transformação social e no desenvolvimento humano.

 

            As principais pilastras dos valores do leonismo são:

 

            1.  Serviço desinteressado.

            2.  Companheirismo e amizade.

            3.  Ética elevada.

            4 . Bem-estar cívico e comunitário.

            5.  Tolerância e compreensão mútua.

            6.  Livre discussão (apartidária).

 

            Vou procurar, modestamente, dentro do campo de pesquisa que realizei, comentar individualmente a razão de ser desses valores:

 

1.     SERVIÇO DESINTERESSADO:

 

            O serviço desinteressado do leonismo está intrinsicamente relacionado com seu lema, ou seja, significa atuar em benefício do próximo sem buscas recompensas financeiras, “status” social ou vantagens pessoais.

 

            Esse valor do serviço desinteressado se manifesta através de altruísmo puro, ética, integridade e solidariedade ativa.

 

            No leonismo, o altruísmo puro é entendido como a prática do serviço desinteressado, onde a motivação principal é o bem-estar do próximo sem a expectativa de qualquer recompensa financeira ou benefício pessoal.  Os principais pilares do altruísmo puro incluem:  a) Desprendimento financeiro:  Um dos objetivos fundamentais é incentivar pessoas a servirem suas comunidades sem visar qualquer tipo de lucro ou vantagem material direta;  b) Ética e sinceridade:  O altruísmo no Lions exige que o Leão seja leal e sincero, priorizando o direito alheio e a ética, mesmo quando isso possa ir contra seus próprios interesses em caso de dúvida;  c) Ação prática (bondade):  Entre nós, o altruísmo não é apenas um sentimento, mas uma ação benevolente e concreta voltada para aliviar o sofrimento de indivíduos menos afortunados e melhorar a comunidade local e global;  d) Solidariedade coletiva:  É a união de voluntários para realizar feitos humanitários que seriam inalcançáveis individualmente, focando na responsabilidade social compartilhada.  O altruísmo puro é, portanto, a base moral que sustenta a missão do Lions: dar esperança e impactar vidas por meio de serviços humanitários executados com desinteresse pessoal.

 

            Ética e integridade são os pilares que norteiam a conduta pessoal, profissional e social dos associados do Lions.  Estes conceitos se traduzem em algumas práticas fundamentais:  a) Dignidade no trabalho: Buscar o sucesso e a remuneração sem comprometer a autoestima ou recorrer a atos questionáveis para obter vantagens indevidas;  b) Concorrência leal: Reconhecer que para ter êxito nos negócios não é necessário destruir os empreendimentos de terceiros;  c) Sinceridade: Manter a lealdade com clientes e ser coerente consigo mesmo;  d) Coerência de ações: Integridade é definida como a harmonia entre o que se pensa, o que se diz e o que se faz.  No leonismo, continua sendo o valor central que fortalece o compromisso de servir;  e) Prioridade ao outro: Sempre que houver dúvida sobre a retidão de uma posição, o Leão deve resolvê-la em benefício do próximo, e não do interesse próprio;  f) Amizade desinteressada: Praticar a amizade como um fim em si mesma, sem buscar favores ou retribuições;  g) Lealdade à Pátria:  Manter-se fiel aos deveres de cidadão em pensamentos, palavras e atos;  h) Espírito construtivo: Ser comedido na crítica e generoso no elogio, agindo sempre para construir e não destruir.  Esses princípios visam elevar os padrões éticos na comunidade e fomentar a paz e compreensão mundial, transformando o “eu” individual no “nós” coletivo do serviço humanitário.

 

            A solidariedade ativa é o princípio de que o serviço comunitário não deve ser apenas um sentimento de empatia, mas sim traduzido em “ações concretas e planejadas” para resolver problemas sociais.  As principais práticas desse conceito são:  a) Iniciativa própria: O Leão não espera ser solicitado.  Ele identifica as necessidades da comunidade e organiza a ajuda;  b) Comprometimento físico e financeiro: Diferente da caridade passiva (apenas doar dinheiro), a solidariedade ativa envolve o trabalho voluntário direto, onde os associados do Lions dedicam seu tempo e habilidades nas frentes d trabalho;  c) Resultados mensuráveis: O foco está na eficácia da ação, buscando transformar a realidade local de forma sustentável e organizada.

 

            Para os associados do Lions, o serviço desinteressado é um exercício de cidadania que busca transformar a sociedade através da empatia e da ação coletiva.

 

2.     COMPANHEIRISMO E AMIZADE:

 

            Companheirismo e amizade são laços de fraternidade que envolvem a família leonística.  Um vínculo que nos motiva e dá segurança para desenvolvimento da nossa missão na caminhada humanitária.

 

            Apesar da familiaridade e sintonia existente, existe uma leve diferença entre os dois conceitos.  Companheirismo refere-se primariamente a compartilhar a companhia e estar presente, enquanto a amizade implica uma vinculação afetiva mais profunda, genuína e duradoura que vai além da simples convivência.  A amizade geralmente agasalha o companheirismo, mas nem todo o companheirismo atinge o nível da amizade verdadeira.

 

            A palavra “companheiro” vem do latim “cum panis”, que significa “dividir o pão”.  Define-se como a relação existente entre pessoas que partilham do mesmo interesse, objetivo ou jornada (como ocorre entre nós Leões, Domadoras e Leos), ou simplesmente fazem companhia uma a outra.

 

            A característica do companheirismo envolve lealdade, apoio mútuo em situações específicas, respeito e empatia no convívio diário.  Ela é fundamental em diversos tipos de relacionamento, como no trabalho (representada pelo coleguismo), ou no próprio casamento, onde o casal caminha junto em busca de um mesmo propósito.

 

            A palavra “amigo” vem do latim “amicus”. Que se relaciona com “amare” (amar), indicando um vínculo baseado no amor e no afeto genuíno.  A amizade é um laço que se forma naturalmente, sem a necessidade de interesses ou benefícios mútuos.

 

            A amizade é um elo que permanece com ou sem benefícios, baseada em honestidade, cumplicidade (tanto no prazer quanto na dor), confiança, respeito e carinho.

 

            O foco da amizade é um sentimento mais profundo e incondicional.  Um amigo é um “irmão que a vida nos oferta”, que se envolve com os problemas, alegrias e amarguras do outro, oferecendo um senso de pertencimento e suporte emocional duradouro.

 

            Em resumo, o companheirismo é a base da convivência e do apoio prático, enquanto a amizade é um nível mais elevado de conexão, um vínculo afetivo profundo e incondicional que permeia todos os aspectos da vida, independentemente das circunstâncias.

 

            No leonismo nós precisamos de um companheirismo fraterno e duradouro, se possível emoldurado por uma amizade que traga alegria para nossa missão do serviço desinteressado.

 

3.     ÉTICA ELEVADA:

 

            Com relação ao valor “ética elevada”, tive oportunidade de enviar aos estimados destinatários e dulcíssimas destinatárias, dias atrás, um artigo que editei intitulado “Desvendando o Código de Ética do Leão”.  Nele, tive oportunidade de destacar que em praticamente todos os tópicos do código se fala em ética, e que esta, por esse motivo, pode ser considerada elevada.  E procurei, naquele espaço, definir a que se refere a “ética elevada”.

 

            Refere-se a um nível superior de conduta moral e integridade que vai além do simples cumprimento de regras básicas ou da lei.  Envolve a adesão proativa a um conjunto robusto de valores e princípios que orientam o comportamento humano na busca pelo bem-estar individual e coletivo de forma justa e equilibrada. 

 

Os indivíduos com “ética elevada” baseiam suas ações em princípios palpáveis, como:  1) Integridade e honestidade.  Agir com transparência e veracidade, mantendo a palavra dada e sendo confiável em todas as situações;   2) Respeito e dignidade.  Tratar os outros com consideração, reconhecendo seu valor, independentemente de diferenças;   3) Responsabilidade e autodeterminação.  Assumir as responsabilidades pelas próprias ações e decisões, agindo com autocontrole e de forma ordenada;   4) Justiça e equidade.  Buscar decisões imparciais e justas, que considerem o bem-estar de todos os envolvidos;   5) Solidariedade.  Demonstrar empatia e preocupação com o próximo e com a sociedade em geral.  

 

No ambiente de trabalho, a “ética elevada” é crucial para construir um clima organizacional saudável e produtivo.  Exemplos de sua aplicação incluem:   a) Cumprimento de compromisso.  Entregar as tarefas no prazo e cumprir horários, demonstrando confiabilidade;   b) Renúncia a benefícios questionáveis.  Abrir mão de oportunidades ou vantagens pessoais se isso implicar em prejuízo aos valores éticos;   c) Transparência nas relações.  Comunicar-se de forma clara e aberta, evitando omissões que possam induzir a erro;    d) Liderança pelo exemplo.  Líderes com “ética elevada” inspiram e motivam suas equipes a adotarem padrões de comportamento semelhantes. 

 

Em resumo, a “ética elevada” é uma postura consciente e ativa de buscar o “certo” e o “bom” com base em convicção e inteligência, e não apenas por obrigação, resultando em uma conduta que beneficia a si mesmo e à comunidade.

 

4.     BEM-ESTAR CÍVICO E COMUNITÁRIO:

 

            O valor do “bem-estar cívico e comunitário” no leonismo reflete o compromisso do Lions com o progresso das sociedades onde atua.  E esses princípios baseiam-se em três pilares fundamentais:

 

a)     Participação ativa.

b)    Harmonia social.

c)     Desenvolvimento coletivo.

 

            A “participação ativa” incentiva os associados a serem cidadãos presentes, identificando carências locais e agindo diretamente para solucioná-las.

 

            “Harmonia social” promove o civismo ao estimular o respeito às leis, à ética e ao serviço desinteressado, fortalecendo os laços de solidariedade entre os membros da comunidade.

 

            Já no “desenvolvimento coletivo” o foco não é apenas o auxílio imediato, mas a criação de condições que melhorem a qualidade de vida a longo prazo, transformando a realidade local por meio de projetos sustentáveis e parcerias com entidades públicas e privadas.

 

            Em suma, para um Leão servir a comunidade é uma forma de exercer a cidadania em sua plenitude, garantindo que o progresso social acompanhe o crescimento humano.

 

 

5.     TOLERÂNCIA E COMPREENSÃO MÚTUA:

 

            No leonismo, a “tolerância” e a “compreensão mútua” não são apenas conceitos abstratos, mas sim ferramentas práticas para promover a paz e o serviço humanitário.

 

            No conceito leonístico, a tolerância é o reconhecimento de que a pluralidade de ideias, culturas e crenças enriquece a comunidade.  Isso implica em:  a) Aceitação sem julgamento: Trabalhar lado a lado de pessoas de diferentes origens em prol de um objetivo comum;  2) Neutralidade:  Manter o clube como um espaço livre de debates político-partidários ou sectários religiosos, focando exclusivamente no bem-estar humano.

 

            Enquanto a tolerância aceita a existência do outro, a compreensão mútua busca o entendimento profundo.  Isso significa:  a) Empatia ativa: Colocar-se no lugar do outro para entender suas necessidades e perspectivas;  b) Comunicação construtiva: Resolver conflitos internos e externos através de diálogo, visando sempre a harmonia do grupo;  c) Visão global: Entender que os problemas locais muitas vezes têm raízes globais, exigindo uma mente aberta para soluções diversificadas.

 

            Referidos valores são fundamentais para que o Lions atinja seu objetivo de “Criar e fomentar um espírito de compreensão entre os povos do mundo”.  Sem “tolerância”, a compreensão internacional seria impossível; sem “compreensão mútua”, o serviço não seria eficaz nem respeitoso com a dignidade das comunidades atendidas.  Esses pilares sustentam a frase que resume o espírito da nossa organização: “Nós Servimos”.

 

6.     LIVRE DISCUSSÃO (APARTIDÁRIA):

 

            O valor da “livre discussão apartidária” no leonismo fundamenta-se na criação de um espaço de diálogo democrático focado exclusivamente no bem-estar comum, sem as divisões causadas por ideologias políticas ou interesses de partidos políticos.  Podemos desenvolver o significado desse conceito:

 

a)     Neutralidade como elo de união.

b)    Liberdade de expressão com respeito.

c)     Foco na cidadania, não na política partidária.

d)    Blindagem institucional.

e)     Universalidade e diversidade.

            Neutralidade como elo de união.  O leonismo pressupõe que a causa humanitária é universal.  Ao adotar uma postura apartidária, nossa organização garante que pessoas de diferentes convicções políticas possam trabalhar juntas sob o mesmo propósito: servir.  A política partidária é vista como um fator de fragmentação, enquanto o serviço social é o fator de coesão.

 

            Liberdade de expressão e respeito.  A “livre discussão” significa que os ambientes dos Lions Clubes encorajam o debate de ideias e soluções para problemas comunitários.  No entanto, essa liberdade é balizada pelo respeito mútuo.  O objetivo não é convencer o outro sobre uma visão de governo, mas sim encontrar o melhor caminho para executar projetos sociais, como o combate à fome ou preservação do meio ambiente.

 

            Foco na cidadania, não na política partidária.  O Código de Ética do Leão incentiva o civismo e a participação no bem-estar da comunidade.  Isso significa que o Leão deve ser um cidadão consciente e politizado, mas deve deixar suas preferências eleitorais e siglas partidárias fora das atividades do clube.  O Lions atua com entidades governamentais (em parcerias), mas não se subordina a grupos de poder específicos.

 

            Blindagem institucional.  Essa norma protege nossa instituição de ser usada como plataforma para candidaturas ou promoção de interesses governamentais.  Isso preserva a credibilidade da marca Lions perante a sociedade, assegurando que os recursos e esforços da nossa organização sejam destinados puramente a fins humanitários, independentemente de quem esteja no poder.

 

            Universalidade e diversidade.  A livre discussão permite que a diversidade enriqueça o clube.  Ao remover a barreira do partidarismo, o leonismo se torna um fórum onde a única ideologia permitida é o humanismo.

 

            Resumindo, a livre discussão apartidária garante que o “Nós Servimos” nunca será substituído por “Nós Militamos”.  É a prática da política em seu sentido mais nobre: a busca pela melhoria da vida na “pólis” (cidade), sem as amarras das disputas pelo poder partidário.

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

O significado da liderança no leonísmo

 

O significado da

 liderança no leonísmo

 



 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI (*)

 

 

Melvin Jones, que foi a força motriz que impulsionou o movimento leonístico depois da real fundação da Associação Internacional de Lions Clubes, nos deixou a seguinte frase objetiva:  “Poucas vezes, no decorrer da vida rotineira, surgem oportunidades para exercer liderança dentro do grupo.  Tal ensejo, porém, é oferecido aos associados dos Lions Clubes.”

 

Uma frase que, atualmente, continua mais verdadeira do que nunca!

 

Quem ingressa nas fileiras do leonismo deixa de ser um mero observador e torna-se parte integrante de uma equipe de líderes que está presente em praticamente todas as partes do mundo.

 

Quando uma pessoa de boa reputação e idoneidade é convidada para ingressar em nosso movimento, com certeza seu padrinho identificou na mesma uma liderança no seu círculo social e de amizades.

 

Por isso, devemos exercer a liderança em toda sua plenitude, quer estejamos ocupando cargo na diretoria do Clube, no Distrito ou até mesmo em uma das comissões do nosso Clube.

 

Exercer a liderança em sua plenitude exige um equilíbrio entre competência estratégica, inteligência emocional e responsabilidade ética.  De conformidade com tendências de gestão atuais, que pesquisei atentamente, liderar plenamente envolve:  a) Liderança consciente e petica: Ir além do lucro, focando no impacto social e ambiental da organização.  Isso inclui promover a diversidade e garantir que as decisões da entidade estejam alinhadas com valores humanos fundamentais;  b) Inteligência emocional e empatia: Ser capaz de gerir as próprias emoções e compreender as necessidades da equipe, criando um ambiente de segurança psicológica onde a inovação pode florescer;  c) Adaptabilidade e visão de futuro: Em um cenário de mudanças tecnológicas rápidas, o líder pleno antecipa tendências e guia sua equipe através de transições complexas com resiliência;  d) Desenvolvimento de pessoas: O foco deixa de ser o controle e passa a ser o “empoderamento”, atuando como um mentor que identifica talentos e potencializa as habilidades individuais dos liderados;  e) Autenticidade e exemplos: Liderar pelo exemplo, mantendo a coerência entre o que se diz e o que se faz, o que gera confiança e engajamento genuíno da equipe.

 

E no leonismo, o que é exercer a liderança?  Existem alguns conceitos que podem ser considerados, o que também foi objeto da pesquisa que realizei:  1)  É ser criativo e audacioso nas ideias;  2) É aceitar e cumprir as tarefas que lhe são confiadas;  3) É descobrir e dar vazão às lideranças emergentes;  4) É ter interesse pela causa leonística;  5) É aceitar a decisão da maioria;  6) É colaborar com TODOS os Leões e Domadoras;  7) É integrar o time dos otimistas;  8)  É cultivar a lealdade e a amizade;  9)  É adotar o leonismo como uma filosofia de vida. 

 

Vou tentar, modestamente, definir cada um  desses conceitos!

 

 

SER CRIATIVO E AUDACIOSO NAS IDEIAS

 

Envolve a combinação de originalidade com a coragem de romper padrões estabelecidos.  CRIATIVIDADE é a capacidade de conectar informações aparentemente desconexas para gerar novas soluções ou forma de expressão; não se trata apenas de “inventar algo do zero”, mas de aplicar um olhar diferenciado sobre problemas comuns.  AUDÁCIA é o componente da ação.  Ser audacioso significa ser a prontidão para propor ideias que podem ser inicialmente incompreendidas, criticadas ou consideradas arriscadas, mantendo a convicção no potencial disruptivo da proposta.  No conjunto, essas qualidades permitem que o indivíduo não apenas imagine o futuro, mas desafie o “status quo” para torná-lo realidade.

 

 

ACEITAR E CUMPRIR AS TAREFAS QUE LHE SÃO CONFIADAS

 

Assumir um compromisso com a responsabilidade e a integridade na realização de uma função.  É um conceito que tem algumas colunas mestras:  a) Comprometimento: Ao aceitar uma tarefa você valida a confiança depositada em seu trabalho e se dispõe a dedicar o esforço necessário para realiza-la;  b) Diligência: Cumprir a tarefa não é apenas finalizá-la, mas faze-lo com atenção nos detalhes, qualidade e dentro dos prazos estabelecidos;  c) Proatividade: Significa buscar os meios necessários para superar obstáculos sem desistir diante das primeiras dificuldades;  d) Ética profissional: Honrar a palavra dada e agir com transparência sobre o progresso da atividade.  Em termos práticos, essa atitude demonstra maturidade e é essencial para o desenvolvimento de uma carreira sólida para o fortalecimento da confiança em qualquer relação interpessoal.

 

 

 

DESCOBRIR E DAR VASÃO ÀS LIDERANÇAS EMERGENTES

 

Este conceito refere-se ao processo estratégico de identificar talentos com potencial de influência e fornecer os meios necessários para que eles exerçam esse papel na prática.  Podem ser divididos em duas frentes:  a) Descobrir.  Consiste em olhar além das hierarquias formais para identificar indivíduos que já exercem liderança informal, demonstram iniciativa, inteligência emocional e capacidade de resolução de problemas, mas que ainda não possuem um cargo de gestão;  b) Dar vazão:  Significa criar canais, delegar responsabilidades reais e remover barreiras burocráticas para que esses talentos possam aplicar suas ideias.  Isso envolve oferecer autonomia, mentorias e projetos onde eles tenham poder de decisão.  Em suma, é transitar de um modelo de comando e controle para um ambiente que cultiva novos líderes organicamente, garantindo a renovação e a qualidade da organização.

 

 

 

TER INTERESSE PELA CAUSA LEONÍSTICA

 

Significa comprometer-se com os princípios do serviço voluntário e ajuda humanitária promovidos por Lions Internacional.  Ter esse interesse implica em dedicar tempo e esforço para melhorar o bem-estar da comunidade local e global, seguindo nosso lema “Nós Servimos”.  Na prática, ter interesse por essa causa envolve apoiar ou atuar nas oito causas globais prioritárias do movimento leonístico: Visão (Combate à cegueira evitável); Fome (arrecadação e distribuição de alimentos para populações vulneráveis); Diabetes (Promoção de conscientização, prevenção e apoio ao tratamento); Câncer Infantil (Suporte a crianças diagnosticadas e suas famílias); Meio Ambiente (Ações de preservação, como plantio de árvores e limpeza de áreas públicas); Juventude (Incentivo ao desenvolvimento de jovens líderes, como através do LEO Clube); Ajuda Humanitária (Socorro imediato em situações de desastres naturais ou crises sociais).  Além do serviço direto, esse interesse manifesta-se através do bom companheirismo entre Leões e Domadoras e da observância de um Código de Ética voltado para a cidadania e a compreensão entre os povos.  O Lions não é uma organização religiosa ou política, mas uma rede global focada em impacto social positivo

 

 

ACEITAR A DECISÃO DA MAIORIA

 

Aceitar a decisão da maioria é um princípio fundado da democracia que estabelece que, em uma escolha coletiva entre duas ou mais opções, aquela que recebe o apoio de mais da metade dos participantes deve prevalecer.  No entanto, o entendimento democrático consolidado reforça que essa aceitação não é absoluta e possui contornos específicos:  a) Respeito às regras do jogo.  Participar de uma votação baseada na regra da maioria implica, implicitamente, o compromisso de aceitar o resultado final, independentemente da preferência individual.  É uma postura de maturidade que prioriza a estabilidade das instituições em detrimento da vontade pessoal;  b) Proteção das minorias: Embora a maioria decida, ela não pode oprimir as minorias.  A aceitação democrática pressupõe que os direitos fundamentais e a dignidade de quem perdeu a votação sejam preservados, evitando o que se chama de tirania da maioria;  c) Limites jurídicos e direitos fundamentais:  A decisão da maioria só é considerada válida e deve ser aceita se não violar a lei ou os direitos constitucionais.  Em regimes democráticos o princípio da igualdade jurídica limita a soberania da maioria (se uma decisão majoritária infringe direitos básicos de um cidadão, ela deixa de ser democrática e torna-se autoritária);  d) Processo de diálogo e mudança: Aceitar não significa necessariamente concordar ou desistir de suas ideias.  Em uma democracia, quem está na minoria hoje aceita a decisão atual, mas mantém o direito de continuar debatendo e tentando convencer a maioria para mudar a decisão no futuro por meio de novos processos eleitorais ou legislativos.  Em resumo, aceitar a decisão da maioria é o comportamento de seguir o caminho escolhido pelo maior grupo de cidadãos, desde que esse caminho respeite as leis e os direitos humanos fundamentais de todos.

 

 

 

 

COLABORAR COM TODOS OS LEÕES E DOMADORAS

 

Colaborar com todos significa atuar de forma coletiva e inclusiva para atingir um objetivo comum, independentemente de hierarquias ou diferenças individuais.  No contexto atual, esse conceito está baseado em quatro pilares:  a) Inclusão e diversidade: Valorizar as perspectivas de todas as pessoas, garantindo que membros de diferentes origens e habilidades tenham voz ativa nos processos de decisão;  b) Comunicação transparente: Compartilhar informações de forma aberta, eliminando “silos” de conhecimento para que todos trabalhem com a mesma base de dados objetivos;  c) Responsabilidade compartilhada: Entender que o fracasso ou o sucesso de um projeto pertence ao grupo, promovendo o apoio mútuo em vez de busca por culpados;  d) Interoperabilidade tecnológica: Utilizar ferramentas digitais que permitam a colaboração fluída entre as pessoas e, cada vez mais, assistentes de inteligência artificial de forma ética e integrada.

 

 

INTEGRAR O TIME DOS OTIMISTAS

 

Significa adotar uma postura mental focada no pensamento positivo, na esperança na busca de soluções, em vez de focar apenas nos problemas ou obstáculos.  No contexto comportamental, esse conceito envolve:  a) Resiliência: A capacidade de encarar fracassos como aprendizados temporários, mantendo a motivação para continuar tentando;  b) Foco na solução: Em vez de reclamar das circunstâncias, o otimista busca formas de contornar a situação e alcançar resultados;  c) Expectativa positiva: Acreditar que o futuro reserva boas oportunidades e que o esforço individual pode influenciar positivamente os acontecimentos;  d) Ambiente colaborativo: Em equipe, ser do time dos otimistas significa ser aquele que incentiva os colegas e mantém o moral elevado, mesmo em tempos de crise.  Ser otimista não significa ignorar a realidade ou os riscos – o que seria um otimismo ingênuo – nas sim escolher uma perspectiva que favoreça a ação e o bem-estar mental.

 

 

CULTIVAR LEALDADE E AMIZADE

 

O que esse conceito apregoa é ser preciso investir continuamente em ações que fortaleçam os vínculos de confiança, respeito e apoio mútuo entre as pessoas.  É focado em dois pontos:  a) Lealdade: Envolve ser fiel aos compromissos assumidos e agir com integridade, especialmente em momentos de dificuldades.  É manter o suporte e a confiabilidade mesmo quando não é conveniente;  b) Amizade: Requer a prática da empatia, da escuta ativa e da presença.  Cultivá-la significa dedicar tempo para compartilhar experiências, celebrar conquistas e oferecer auxílio sem esperar nada em troca.  Em resumo, é um processo de cuidado e consistência que transforma conhecidos em aliados e conexões superficiais em relacionamentos duradouros.

 

 

ADOTAR O LEONISMO COMO UMA FILOSOFIA DE VIDA

 

Aceitar o leonismo como filosofia de vida significa integrar os valores de serviço desinteressado, ética e cidadania ativa no cotidiano, indo além da participação ativa em um Lions Clube. Os pilares que definem essa filosofia incluem:  1) Compromisso com o serviço (“Nós Servimos”).  A essência do leonismo é o nosso lema.  Como filosofia de vida, isso significa colocar as necessidades da comunidade e do próximo acima dos interesses pessoais, buscando constantemente oportunidades para causar um impacto positivo;  2) Conduta ética e integridade:  O leonismo é regido por um Código de Ética rigoroso que orienta o comportamento do Leão em todas as esferas.  Adotá-lo significa: praticar a amizade como um fim, e não como um meio de obter favores; manter padrões elevados de ética em sua profissão e empreendimentos; ser comedido na crítica e generoso no elogio, visando construir e não destruir;  3) Cidadania ativa e compreensão mundial: A filosofia leonística incentiva o interesse pelo bem-estar cívico, social e moral da comunidade.  Propõe o espírito de compreensão mútua entre os povos e o apoio aos princípios de bom governo e da boa cidadania;  4) Liderança e autoaperfeiçoamento: Ser um Leão envolve desenvolver qualidades de liderança para inspirar outros para o serviço.  É vista como uma oportunidade de crescimento pessoal e amadurecimento do caráter;  5) Um estado de espírito 24 horas: Diferente de um simples associado, quem adota o leonismo como filosofia vive sua doutrina continuamente.  É descrito como um estado de espírito que se sente e se transmite, mantendo a natureza de servir mesmo em tempos de crise pessoal ou adversidade.

 

O Lions Clube nos oferece grandes oportunidades para desenvolvermos nosso potencial e nossas qualidades de profissionais e de dirigentes.

 

Para podermos desenvolver ao máximo o potencial de liderança existem as seguintes sugestões:  a)  Familiarizar-se com o leonismo através de leitura e participação em reuniões, seminários e palestras;  2) Aceitar as missões e os cargos que lhe forem confiados;  3) Participar ativamente dos programas e atividades do Clube;  4) Desempenhar sua missão da melhor forma possível;  5) Apresentar-se voluntariamente para assumir outras funções no Clube, com vistas a colaborar com o seu Presidente;   6) Assistir todas as reuniões do Clube;  7) Absorver a experiência transmitida por outros líderes;  8) Jamais ser omisso no exercício da liderança.

 

A liderança leonística deve ser iniciada no Clube, passando pelo Distrito e depois pelo Distrito Múltiplo.  Em cada uma dessas etapas abrem-se novos horizontes, cultivam-se novas amizades e conquistam-se novos conhecimentos.

 

Esta mensagem é tão somente um resumo que faço para se afirmar que Lions pode e deve ser um time de líderes.

 

Estou, por isso, colocando esse texto para apreciação e análise dos ilustres destinatários e das notáveis destinatárias.

 

Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(*)       Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista (LC-6)

                Ex-Governador 1997-1998 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com

 

QUANTOS SIMBOLISMOS PODERÍAMOS EXPRESSAR DIANTE DA LETRA “L” DO EMBLEMA DO LIONS ?

 

Ilusões e devaneios de outono...

QUANTOS SIMBOLISMOS PODERÍAMOS EXPRESSAR DIANTE DA LETRA “L”

DO EMBLEMA DO LIONS ?

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 


 

            Todos sabem que a letra “L” existente no emblema da nossa Associação representa o nome da sua estrutura jurídica oficial: “LIONS”.

 

            ISSO É UM FATO REAL!

 

Apesar disso, sempre tive curiosidade de tentar imaginar, simbolizar ou até mesmo me envolver em devaneios tentando desvendar que outras expressões seriam possíveis de advir daquela letra “L” tão vigorosa e significativa em nosso movimento.  Poderia ser “Liberdade”?    Ou “Lealdade”?     Talvez a “Liderança” tão utilizada em nosso movimento?   Ou mesmo a “Lei” que deve estar sempre acima de tudo?

 

            Após pesquisa elaborada, vou procurar divagar ou mesmo refletir sobre a realidade desses quatro inimagináveis e ilusórios simbolismos que poderiam representar aquela letra “L”, que reconheço ser tão somente abstratos:

 

 

            LIBERDADE:

 

            Dentro da filosofia de Lions Internacional a palavra liberdade não é apenas um conceito abstrato, mas um dos pilares fundamentais que sustentam a própria identidade da nossa organização.

 

            Para entender a liberdade sob a ótica leonística, é preciso analisa-la através de três dimensões;

 

1.     Liberdade como autodeterminação e democracia.

2.     Liberdade em relação às pessoas (liberdade para servir).

3.     Liberdade através da promoção da autonomia.

 

            No contexto de Lions a liberdade está intrinsicamente ligada ao respeito pelas instituições democráticas e pela soberania.  A filosofia leonística entende que o serviço humanitário floresce melhor em ambientes onde há:  a) Liberdade de pensamento: O incentivo ao debate ético e a troca de ideias entre os associados;  b) Cidadania ativa: A crença de que um individuo livre tem o dever moral de contribuir para o bem estar da sua comunidade, sem ser coagido por qualquer órgão público, mas por iniciativa própria.

 

            Provavelmente o aspecto mais profundo da filosofia leonística seja a distinção entre “liberdade de” para “liberdade para”.  Não é o egoísmo (A liberdade do Lions não é o direito de ignorar o próximo).  É o compromisso voluntário (é a escolha consciente de abdicar de parte do seu tempo e recursos em favor dos desvalidos.  Como diz o Código de Ética do Leão: “Duvidar da retidão de qualquer amizade que, por uma vantagem pessoal, possa ser sacrificada”.  Aqui, a liberdade é exercida através do desprendimento.

 

            Nosso movimento não vê a liberdade apenas como um conceito político, mas como uma condição prática para que o serviço social procura restaurar.  Quando o Lions trabalha em causas como visão ou combate à fome, ele está procurando libertar o desvalido de suas limitações:  a) Libertar da cegueira: Proporcionar visão é dar autonomia de movimento e escolha:  b) Libertar da necessidade: O alívio da fome permite que uma pessoa recupere sua dignidade e capacidade de decidi seu próprio futuro.

 

            No leonismo, a liberdade é o solo onde a inteligência (conhecimento) e a segurança (estabilidade social) são plantadas para gerar o fruto do serviço.  É uma liberdade com responsabilidade, sintetizada no lema “Nós Servimos”.

 

            A liberdade leonística é, em resumo, a convicção de que somos livres para construir um mundo onde ninguém seja escravo da pobreza, da doença ou da falta de oportunidades.

 

 

            LEALDADE:

 

            No movimento leonístico a lealdade não é vista apenas como um sentimento de fidelidade cega, mas como um pilar ético fundamental que sustenta o serviço comunitário e a coesão do grupo.  Ela está intrinsecamente ligada ao Código de Ética do Leão e aos Propósitos de Lions Internacional.

 

            A lealdade pode ser entendida sob três perspectivas principais:

 

1.     Lealdade dos princípios e objetivos.

2.     Lealdade interpessoal (companheirismo).

3.     Lealdade à comunidade e à Pátria.

 

            Em nosso movimento, a lealdade começa com a missão de servir, ou seja:  a) Integridade no serviço: Agir de forma altruísta, garantindo que o bem comum esteja sempre acima de interesses pessoais ou políticos;  b) Solidariedade com companheirismo: Apoiar os outros associados do clube, cultivando um ambiente de confiança mútua; c) Crítica construtiva versus lealdade: Ser leal não significa concordar com tudo, mas sim expressar a discordância de forma ética e interna, defendendo a unidade do clube perante comunidade externa.

 

            O Código de Ética do Leão menciona explicitamente a lealdade para com o país, o estado e a comunidade, detalhando:  a) Cidadania ativa: O Leão é incentivado a ser um cidadão exemplar, sendo leal às instituições democráticas e trabalhando para o progresso da sua localidade;  b) Responsabilidade social: É a fidelidade à promessa de não ignorar a necessidade dos desamparados.

 

            A síntese do Código de Ética, que traz um dos pontos mais emblemáticos sobre a lealdade na filosofia leonística diz: “Ser leal com meus semelhantes e sincero comigo mesmo”.  Esta frase resume que a lealdade externa (com os outros) é impossível sem a integridade interna.  Se um Leão não é fiel aos seus próprios valores morais, ele não poderá ser verdadeiramente leal ao seu clube ou à causa humanitária.

 

            Por que a lealdade é vital para o leonismo?  Porque clubes leais retém associados por mais tempo e evitam divisões internas!  Por que a comunidade confia no Lions porque vê uma organização unida e fiel aos seus propósitos!  Porque os projetos humanitários complexos exigem que todos os envolvidos sejam leais ao cronograma e aos objetivos traçados!

 

 

            LIDERANÇA:

 

            Dentro da filosofia de Lions Internacional, a liderança não é vista como um cargo de prestígio ou uma posição de poder hierárquico, mas sim como uma ferramenta de serviço.  Nosso lema mundial é a base sobre a qual todo o conceito de liderança leonística é construído.

 

            Pode-se entender a liderança no movimento leonístico através de três pilares fundamentais:

 

1.     Liderança servidora (O líder que serve).

2.     Desenvolvimento do potencial humano.

3.     Ética e Integridade.

 

            No Lions, o líder não é quem manda, mas quem viabiliza.  A filosofia baseia-se no conceito de que a maior honra de um líder é a capacidade de remover obstáculos para que seus companheiros possam servir a comunidade de forma mais eficiente.  Ele precisa:  a) Ter empatia:  Entender as necessidades da comunidade antes de propor soluções;  b) Ter humildade: Reconhecer que o sucesso de um projeto é do clube, enquanto a responsabilidade pelos desafios é dividida.

 

            Uma das marcas registradas do movimento leonístico é a crença de que liderança se aprende.  O Lions funciona como uma escola de líderes através de:  a) Capacitação: O Instituto de Liderança de Lions (como o ELLI e o ALLI) oferece treinamentos estruturados de oratória, gestão de tempo, resolução de conflitos e planejamento estratégico; b) Rotatividade: O sistema de mandatos anuais garante que diferentes associados assumam responsabilidades, impedindo a estagnação e promovendo a renovação constante de ideias;  c) Mentoria: Os Leões mais experientes tem o dever filosófico de preparar os novos associados para o comando, garantindo a sustentabilidade do nosso movimento.

 

            A liderança leonística é indissociável da conduta moral.  Um líder dentro do Lions deve seguir os Propósitos e o Código de Ética, que pregam:  a) Lealdade: Ser fiel aos princípios do nosso movimento e à Pátria;  b) Amizade: Promover o companheirismo como um fim em si mesmo, entendendo que laços fortes entre os associados geram melhores serviços;  c) Incorruptibilidade: Praticar a liderança com transparência absoluta, especialmente na gestão de fundos públicos e doações.

 

            Em resumo, a liderança no Lions é a ponte entre a boa vontade e o resultado prático.  Sem liderança, o desejo de ajudar permanece apenas como um sentimento;  com liderança, esse sentimento se transforma em projetos estruturados, parcerias sólida e transformação social.

 

            “A maior recompensa de um líder leonístico não é o título que carrega, mas a satisfação de ver uma necessidade atendida graças à união de esforços que ele ajudou a coordenar.”

 

            LEI:

 

            O conceito de lei, dentro da filosofia do leonismo, transcende a ideia de um código jurídico punitivo ou de um conjunto de regras burocráticas.  A lei, no movimento leonístico, é entendida como um compromisso ético, uma bússola moral e um pacto de convivência.

 

            Para compreender essa visão, é preciso analisar três pilares fundamentais que já estão arraigados no leonismo: o Código de Ética do Leão, os Propósitos de Lions Internacional e o espírito do “Nós Servimos”.

 

            No leonismo, a lei maior é o seu Código de Ética.  Ele não dita o que é proibido, mas sim o que é esperado das pessoas em sua vida pública e privada, estabelecendo:  a) Integridade profissional (A lei leonística exige que o sucesso não seja procurado a qualquer preço.  O lucro ou a ascensão social somente são legítimos se forem obtidos de forma digna);  b) A regra de ouro (“Não se pode ir muito longe se não se começar a fazer algo por outrem”.  Esta é a lei fundamental da reciprocidade humana que norteia nosso movimento).

 

            Diferente de correntes filosóficas anarquistas ou puramente individualistas, o leonismo prega o respeito incondicional às leis do país e às normas da comunidade.

 

            “O SERVIÇO É O ALUGUEL QUE PAGAMOS PELO ESPAÇO QUE OCUPAMOS NA TERRA”.  Esta máxima resume como a lei leonística transforma o dever em prazer através da coletividade.

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.

 

 


 

(*)          Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com