sexta-feira, 15 de maio de 2026

COMO FORTALECER O SENSO DE PERTENCIMENTO DE UM ASSOCIADO AO SEU LIONS CLUBE


COMO FORTALECER O SENSO DE PERTENCIMENTO DE UM

ASSOCIADO AO SEU LIONS CLUBE

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

 

            Para fortalecer o senso se pertencimento em um Lions Clube, é essencial transformar o associado de “um mero espectador de reuniões” em “um protagonista da nossa causa”.  O pertencimento nasce quando o associado sente que sua presença faz diferença e que ele é parte fundamental de uma rede de apoio mútua.

 

            O senso de pertencimento é o que transforma um grupo de voluntários em uma unidade coesa e resiliente.  Quando os Leões se sentem acolhidos, eles se tornam mais motivados, colaborativos e dispostos a desafiar o “status quo” pelo bem da comunidade.

 

            Para que esse vínculo seja fortalecido em um Lions Clube, há necessidade de os dirigentes considerarem algumas estratégicas básicas:

 

1.     Integração e acolhimento personalizado

2.     Protagonismo e participação ativa

3.     Cultura de reconhecimento e valorização.

4.     Desenvolvimento de liderança

5.     Melhoria do ambiente e convivência

 

            O acolhimento inicial define a trajetória do novo associado no clube.  O vínculo começa no primeiro contato.  Um processo de integração falho é uma das maiores causas de desânimo.  Por isso, devem os dirigentes:

 

·        Promover um rito de posse significativo.  Realizar uma cerimônia que ressalte a importância do novo associado, fazendo-o sentir que sua etrada é um evento relevante para toda a comunidade.

 

·        Utilizar o “Programa de Leão Orientador”, para que veteranos guiem novos membros nos primeiros passos, garantindo que eles compreendam a cultura e as tradições do clube.

 

·        Realizar sessões de orientação claras, apresentando a estrutura do distrito e as oportunidades de serviço, para que o associado veja onde ele se encaixa no panorama global.      

 

·        Entregar ao novo associado materiais que gerem orgulho, como o “pin”, o certificado de afiliação atualizado, a pasta de iniciação e um manual prático sobre as atividades do clube.

 

            Ninguém se sente parte de algo onde não tem utilidade.  O associado precisa, logo de cara, ser instado a colocar a “mão na massa”.  Os dirigentes precisam:

 

·        Logo na entrada, descobrir quais são as habilidades profissionais ou “hobbies” do novo associado (exemplos: marketing, contabilidade, culinária) dando a ele uma tarefa específica onde esse seu talento possa brilhar.

 

·        Em vez de esperar meses, convidar o novo associado a participar de uma ação social logo na primeira semana.  O impacto do serviço humanitário é o maior combustível para o pertencimento.

 

·        Evitar que os mesmos cargos sejam ocupados pelas mesmas pessoas por anos seguidos.  O rodizio em comitês permite que novos associados desenvolvam liderança e sintam-se como se donos dos projetos.

 

            O ser humano busca validação.  No Lions, o reconhecimento público fortalece os laços emocionais.  Por isso:

 

·        Reserve cinco minutos de cada assembleia para agradecer publicamente o esforço de algum associado em um projeto específico.

 

·        Não esqueça aniversários e conquistas profissionais.  Mostrar que o clube se importa com o individuo além do associado cria conexões profundas.

 

·        Utilize o “Guia de Satisfação do Associado do Lions” para ouvir as opiniões e ajustar o que não está funcionando.

 

            Oferecer caminhos para o crescimento pessoal mantém os associados engajados.  Nesse sentido, devem os dirigentes dos clubes:

 

·        Incentivar a participação em “Institutos de Desenvolvimento de Liderança”.  Ao investir no desenvolvimento do associado, o clube demonstra que se interessa com o futuro do mesmo.

 

·        Delegar funções específicas ou coordenação de comitês para que cada associado sinta que sua contribuição é vital para o sucesso coletivo.

 

            Reuniões cansativas e burocráticas geralmente afastam as pessoas.  E o Lions Clube deve ser um lugar de prazer.

 

·        Promova jantares ou passeios onde o objetivo seja apenas a amizade, sem qualquer pauta de trabalho.

 

·        No início das reuniões, utilize perguntas simples para que os membros conheçam curiosidades uns dos outros, combatendo a formação de “panelinhas”.

 

·        Produza reuniões dinâmicas.  Traga palestrantes externos ou faça “dropes” de conhecimento leonístico para manter o interesse intelectual dos associados.

 

            Para aprofundar o tema, os dirigentes podem consultar recursos oficiais de Lions Internacional como a “Abordagem Global do Quadro Associativo” ou o “Kit de Ferramentas da Equipe Global de Liderança.

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.

 


(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com


 

quarta-feira, 22 de abril de 2026

SERVIR É O PROPÓSITO BÁSICO DO LEONISMO!

SERVIR É O PROPÓSITO

BÁSICO DO LEONISMO!

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

 


            Nosso lema mundial “NÓS SERVIMOS” vai muito além de uma simples frase.  Ele é a engrenagem que move Lions Internacional dentro do seu propósito básico de SERVIR!

 

            Existem alguns pilares que sustentam esse propósito básico:

 

1.     Desprendimento e ação comunitária.

2.     Formação de lideranças éticas.

3.     Cidadania e paz mundial.

4.     Companheirismo como meio.

 

            A literatura leonistica esclarece os conceitos que estabelecem os pilares acima.  Procurei compila-los e incluí-los nesta mensagem, que ofereço aos eventuais interessados.

 

 

            DESPRENDIMENTO E AÇÃO COMUNITÁRIA.

 

            O leonismo acredita que o verdadeiro serviço não é apenas financeiro, mas sim a doação de tempo, talento e esforço.  É fato que os Lions Clubes identificam as necessidades locais – desde a fome até o apoio a jovens e ao meio ambiente – e agem diretamente para resolver esses problemas, sem fins lucrativos ou memo interesses políticos e religiosos.

 

            No leonismo, desprendimento e ação comunitária são pilares fundamentais do voluntariado, baseados em nosso lema.  Eles representam a dedicação do tempo, e recursos pessoais em prol do bem-estar coletivo, sem busca de recompensas financeiras ou reconhecimento pessoal.

 

            O desprendimento em nosso movimento representa o serviço desinteressado, o voluntariado ativo e a abertura de espirito.

 

            O serviço desinteressado é demonstrado pela capacidade de colocar as necessidades dos outros acima das suas próprias, agindo com amor e dedicação.

 

            O voluntariado ativo envolve a doação de tempo e de talentos, compartilhando a responsabilidade de ajudar os menos afortunados.

 

            Já a abertura de espírito significa a doação total para melhorar a comunidade, vivenciando o leonismo dia-a-dia.

 

            A ação comunitária envolve a atuação local e global, a responsabilidade social, o trabalho em equipe e o foco no “fazer o bem”.

 

            Na atuação local e global as ações práticas buscam atender necessidades específicas da comunidade, como campanhas de saúde (diabetes, visão), combate à fome, apoio a jovens e preservação ambiental.

 

            A responsabilidade social envolve diretamente os Leões, que se dedicam ativamente ao bem estar cívico, cultural, social e moral da comunidade.

 

            O trabalho em equipe representa o esforço colaborativo, onde os associados de boa vontade se unem para realizar projetos que seriam inatingíveis individualmente.

 

            Já o foco no “fazer o bem” representa a prática constante, focada em solucionar problemas comunitários, superando a mera filantropia para alcançar uma mudança real.

 

 

            FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS ÉTICAS.

 

            É compreendida como o processo de captar indivíduos para guiar comunidades e clubes baseando-se no serviço desinteressado e na integridade pessoal.  Diferente de uma liderança voltada para o poder ou auto engrandecimento, o modelo leonístico foca em influenciar positivamente através do exemplo e do cumprimento rigoroso do Código de Ética do Leão.

 

            Os pilares dessa formação incluem:  liderança como serviço, integridade e responsabilidade, respeito e civilidade, justiça no sucesso e desenvolvimento contínuo.

 

            Na liderança como serviço o desejo de liderar deve ser fundamentado na vontade de servir.  Quando o motivo é o serviço, a liderança adquire dignidade e o poder surge naturalmente como consequência da confiança depositada pelo grupo.

 

            Naquilo que se refere a integridade e responsabilidade, espera-se que o líder mantenha os mais elevados padrões de conduta pessoal e profissional, sendo leal aos seus deveres e sincero consigo mesmo e com os outros.

 

            Na justiça no sucesso o líder ético busca o sucesso em seus empreendimentos sem destruir os dos outros e decide contra si mesmo em casos de dúvida sobre a ética dos seus atos

 

            Para o desenvolvimento contínuo, através de instâncias como Equipe Global de Liderança e institutos como o ELLI-Instituto de Liderança para Leões Emergentes, nossa Associação oferece ferramentas para que o associado aprimore suas competências de gestão e comunicação, sempre sob o prisma dos objetivos e ética.

 

            Formar um líder ético no Lions significa preparar alguém que usa sua influência para reunir pessoas em prol do bem comum, agindo sempre com transparência, humildade e compromisso cívico.

 

 

            CIDADANIA E PAZ MUNDIAL.

 

            A cidadania e a paz mundial, no leonismo, são pilares fundamentais da filosofia de serviço da nossa organização, expressos em seus Propósitos e Código de Ética.

 

            Para os Leões, exercer a cidadania vai além de cumprir obrigações legais.  É um compromisso ativo com o bem-estar coletivo.

 

            Fazem parte da cidadania: bom governo e civismo, dever ético e participação ativa.

 

            Um dos objetivos centrais é incentivar os princípios de bom governo e da boa cidadania, interessando-se pelo bem-estar cívico, cultural e moral da comunidade.

 

            Quanto ao dever ético, nosso Código estabelece que o associado deve ser constantemente leal à sua localidade, estado e país em pensamento, palavras e obras, dedicando-lhes desinteressadamente seu tempo e recursos.

 

            Com relação à participação ativa, ser cidadão no contexto leonístico significa assumir o papel de líder na resolução dos problemas locais, unindo esforços para concretizar feitos inalcançáveis individualmente.

 

            A paz no leonismo não é vista apenas como ausência de conflitos, mas como o resultado direto da compreensão e do serviço humanitário.

 

            O Lions busca “criar e fomentar um espírito de compreensão entre os povos da Terra”.  Esta compreensão mútua é considerada o alicerce para uma paz duradoura.

 

 

            COMPANHEIRISMO COMO UM MEIO.

 

            Em nosso meio, companheirismo não é vista como um objetivo final da associação, mas sim como um meio fundamental para que o serviço humanitário aconteça de forma eficiente.

 

            A ideia central é que, ao criar laços de amizade e compreensão mútua entre os associados, cria-se um ambiente de harmonia que facilita o trabalho em equipe.  Isso configura união de forças, ambiente de trabalho e base do serviço.

 

            O convívio social fortalece a coesão do grupo, permitindo que desafios complexos sejam enfrentados com maior entusiasmo.  Isso é a união de forças.

 

            Com relação ao ambiente de trabalho, um clube onde existe companheirismo retém melhor seus voluntários e torna as reuniões mais produtivas.

 

            A base do serviço é a “ferramenta” que lubrifica as engrenagens da nossa organização.  Sem a boa vontade entre os associados, o serviço à comunidade se torna pesado ou burocrático.

 

            O companheirismo é o combustível que impulsiona o motor do serviço.

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.

 

 

 

 

 

 

           

 

 

 


 

 

 Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com

 

 


sexta-feira, 17 de abril de 2026

OS VALORES DO LEONISMO

 

 OS VALORES DO LEONISMO

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 



 

            Os valores do leonismo fundamentam-se no compromisso ético e no serviço voluntário, sintetizados em nosso lema “Nós Servimos”.  O significado desses valores vai muito além da caridade, focando, principalmente, na transformação social e no desenvolvimento humano.

 

            As principais pilastras dos valores do leonismo são:

 

            1.  Serviço desinteressado.

            2.  Companheirismo e amizade.

            3.  Ética elevada.

            4 . Bem-estar cívico e comunitário.

            5.  Tolerância e compreensão mútua.

            6.  Livre discussão (apartidária).

 

            Vou procurar, modestamente, dentro do campo de pesquisa que realizei, comentar individualmente a razão de ser desses valores:

 

1.     SERVIÇO DESINTERESSADO:

 

            O serviço desinteressado do leonismo está intrinsicamente relacionado com seu lema, ou seja, significa atuar em benefício do próximo sem buscas recompensas financeiras, “status” social ou vantagens pessoais.

 

            Esse valor do serviço desinteressado se manifesta através de altruísmo puro, ética, integridade e solidariedade ativa.

 

            No leonismo, o altruísmo puro é entendido como a prática do serviço desinteressado, onde a motivação principal é o bem-estar do próximo sem a expectativa de qualquer recompensa financeira ou benefício pessoal.  Os principais pilares do altruísmo puro incluem:  a) Desprendimento financeiro:  Um dos objetivos fundamentais é incentivar pessoas a servirem suas comunidades sem visar qualquer tipo de lucro ou vantagem material direta;  b) Ética e sinceridade:  O altruísmo no Lions exige que o Leão seja leal e sincero, priorizando o direito alheio e a ética, mesmo quando isso possa ir contra seus próprios interesses em caso de dúvida;  c) Ação prática (bondade):  Entre nós, o altruísmo não é apenas um sentimento, mas uma ação benevolente e concreta voltada para aliviar o sofrimento de indivíduos menos afortunados e melhorar a comunidade local e global;  d) Solidariedade coletiva:  É a união de voluntários para realizar feitos humanitários que seriam inalcançáveis individualmente, focando na responsabilidade social compartilhada.  O altruísmo puro é, portanto, a base moral que sustenta a missão do Lions: dar esperança e impactar vidas por meio de serviços humanitários executados com desinteresse pessoal.

 

            Ética e integridade são os pilares que norteiam a conduta pessoal, profissional e social dos associados do Lions.  Estes conceitos se traduzem em algumas práticas fundamentais:  a) Dignidade no trabalho: Buscar o sucesso e a remuneração sem comprometer a autoestima ou recorrer a atos questionáveis para obter vantagens indevidas;  b) Concorrência leal: Reconhecer que para ter êxito nos negócios não é necessário destruir os empreendimentos de terceiros;  c) Sinceridade: Manter a lealdade com clientes e ser coerente consigo mesmo;  d) Coerência de ações: Integridade é definida como a harmonia entre o que se pensa, o que se diz e o que se faz.  No leonismo, continua sendo o valor central que fortalece o compromisso de servir;  e) Prioridade ao outro: Sempre que houver dúvida sobre a retidão de uma posição, o Leão deve resolvê-la em benefício do próximo, e não do interesse próprio;  f) Amizade desinteressada: Praticar a amizade como um fim em si mesma, sem buscar favores ou retribuições;  g) Lealdade à Pátria:  Manter-se fiel aos deveres de cidadão em pensamentos, palavras e atos;  h) Espírito construtivo: Ser comedido na crítica e generoso no elogio, agindo sempre para construir e não destruir.  Esses princípios visam elevar os padrões éticos na comunidade e fomentar a paz e compreensão mundial, transformando o “eu” individual no “nós” coletivo do serviço humanitário.

 

            A solidariedade ativa é o princípio de que o serviço comunitário não deve ser apenas um sentimento de empatia, mas sim traduzido em “ações concretas e planejadas” para resolver problemas sociais.  As principais práticas desse conceito são:  a) Iniciativa própria: O Leão não espera ser solicitado.  Ele identifica as necessidades da comunidade e organiza a ajuda;  b) Comprometimento físico e financeiro: Diferente da caridade passiva (apenas doar dinheiro), a solidariedade ativa envolve o trabalho voluntário direto, onde os associados do Lions dedicam seu tempo e habilidades nas frentes d trabalho;  c) Resultados mensuráveis: O foco está na eficácia da ação, buscando transformar a realidade local de forma sustentável e organizada.

 

            Para os associados do Lions, o serviço desinteressado é um exercício de cidadania que busca transformar a sociedade através da empatia e da ação coletiva.

 

2.     COMPANHEIRISMO E AMIZADE:

 

            Companheirismo e amizade são laços de fraternidade que envolvem a família leonística.  Um vínculo que nos motiva e dá segurança para desenvolvimento da nossa missão na caminhada humanitária.

 

            Apesar da familiaridade e sintonia existente, existe uma leve diferença entre os dois conceitos.  Companheirismo refere-se primariamente a compartilhar a companhia e estar presente, enquanto a amizade implica uma vinculação afetiva mais profunda, genuína e duradoura que vai além da simples convivência.  A amizade geralmente agasalha o companheirismo, mas nem todo o companheirismo atinge o nível da amizade verdadeira.

 

            A palavra “companheiro” vem do latim “cum panis”, que significa “dividir o pão”.  Define-se como a relação existente entre pessoas que partilham do mesmo interesse, objetivo ou jornada (como ocorre entre nós Leões, Domadoras e Leos), ou simplesmente fazem companhia uma a outra.

 

            A característica do companheirismo envolve lealdade, apoio mútuo em situações específicas, respeito e empatia no convívio diário.  Ela é fundamental em diversos tipos de relacionamento, como no trabalho (representada pelo coleguismo), ou no próprio casamento, onde o casal caminha junto em busca de um mesmo propósito.

 

            A palavra “amigo” vem do latim “amicus”. Que se relaciona com “amare” (amar), indicando um vínculo baseado no amor e no afeto genuíno.  A amizade é um laço que se forma naturalmente, sem a necessidade de interesses ou benefícios mútuos.

 

            A amizade é um elo que permanece com ou sem benefícios, baseada em honestidade, cumplicidade (tanto no prazer quanto na dor), confiança, respeito e carinho.

 

            O foco da amizade é um sentimento mais profundo e incondicional.  Um amigo é um “irmão que a vida nos oferta”, que se envolve com os problemas, alegrias e amarguras do outro, oferecendo um senso de pertencimento e suporte emocional duradouro.

 

            Em resumo, o companheirismo é a base da convivência e do apoio prático, enquanto a amizade é um nível mais elevado de conexão, um vínculo afetivo profundo e incondicional que permeia todos os aspectos da vida, independentemente das circunstâncias.

 

            No leonismo nós precisamos de um companheirismo fraterno e duradouro, se possível emoldurado por uma amizade que traga alegria para nossa missão do serviço desinteressado.

 

3.     ÉTICA ELEVADA:

 

            Com relação ao valor “ética elevada”, tive oportunidade de enviar aos estimados destinatários e dulcíssimas destinatárias, dias atrás, um artigo que editei intitulado “Desvendando o Código de Ética do Leão”.  Nele, tive oportunidade de destacar que em praticamente todos os tópicos do código se fala em ética, e que esta, por esse motivo, pode ser considerada elevada.  E procurei, naquele espaço, definir a que se refere a “ética elevada”.

 

            Refere-se a um nível superior de conduta moral e integridade que vai além do simples cumprimento de regras básicas ou da lei.  Envolve a adesão proativa a um conjunto robusto de valores e princípios que orientam o comportamento humano na busca pelo bem-estar individual e coletivo de forma justa e equilibrada. 

 

Os indivíduos com “ética elevada” baseiam suas ações em princípios palpáveis, como:  1) Integridade e honestidade.  Agir com transparência e veracidade, mantendo a palavra dada e sendo confiável em todas as situações;   2) Respeito e dignidade.  Tratar os outros com consideração, reconhecendo seu valor, independentemente de diferenças;   3) Responsabilidade e autodeterminação.  Assumir as responsabilidades pelas próprias ações e decisões, agindo com autocontrole e de forma ordenada;   4) Justiça e equidade.  Buscar decisões imparciais e justas, que considerem o bem-estar de todos os envolvidos;   5) Solidariedade.  Demonstrar empatia e preocupação com o próximo e com a sociedade em geral.  

 

No ambiente de trabalho, a “ética elevada” é crucial para construir um clima organizacional saudável e produtivo.  Exemplos de sua aplicação incluem:   a) Cumprimento de compromisso.  Entregar as tarefas no prazo e cumprir horários, demonstrando confiabilidade;   b) Renúncia a benefícios questionáveis.  Abrir mão de oportunidades ou vantagens pessoais se isso implicar em prejuízo aos valores éticos;   c) Transparência nas relações.  Comunicar-se de forma clara e aberta, evitando omissões que possam induzir a erro;    d) Liderança pelo exemplo.  Líderes com “ética elevada” inspiram e motivam suas equipes a adotarem padrões de comportamento semelhantes. 

 

Em resumo, a “ética elevada” é uma postura consciente e ativa de buscar o “certo” e o “bom” com base em convicção e inteligência, e não apenas por obrigação, resultando em uma conduta que beneficia a si mesmo e à comunidade.

 

4.     BEM-ESTAR CÍVICO E COMUNITÁRIO:

 

            O valor do “bem-estar cívico e comunitário” no leonismo reflete o compromisso do Lions com o progresso das sociedades onde atua.  E esses princípios baseiam-se em três pilares fundamentais:

 

a)     Participação ativa.

b)    Harmonia social.

c)     Desenvolvimento coletivo.

 

            A “participação ativa” incentiva os associados a serem cidadãos presentes, identificando carências locais e agindo diretamente para solucioná-las.

 

            “Harmonia social” promove o civismo ao estimular o respeito às leis, à ética e ao serviço desinteressado, fortalecendo os laços de solidariedade entre os membros da comunidade.

 

            Já no “desenvolvimento coletivo” o foco não é apenas o auxílio imediato, mas a criação de condições que melhorem a qualidade de vida a longo prazo, transformando a realidade local por meio de projetos sustentáveis e parcerias com entidades públicas e privadas.

 

            Em suma, para um Leão servir a comunidade é uma forma de exercer a cidadania em sua plenitude, garantindo que o progresso social acompanhe o crescimento humano.

 

 

5.     TOLERÂNCIA E COMPREENSÃO MÚTUA:

 

            No leonismo, a “tolerância” e a “compreensão mútua” não são apenas conceitos abstratos, mas sim ferramentas práticas para promover a paz e o serviço humanitário.

 

            No conceito leonístico, a tolerância é o reconhecimento de que a pluralidade de ideias, culturas e crenças enriquece a comunidade.  Isso implica em:  a) Aceitação sem julgamento: Trabalhar lado a lado de pessoas de diferentes origens em prol de um objetivo comum;  2) Neutralidade:  Manter o clube como um espaço livre de debates político-partidários ou sectários religiosos, focando exclusivamente no bem-estar humano.

 

            Enquanto a tolerância aceita a existência do outro, a compreensão mútua busca o entendimento profundo.  Isso significa:  a) Empatia ativa: Colocar-se no lugar do outro para entender suas necessidades e perspectivas;  b) Comunicação construtiva: Resolver conflitos internos e externos através de diálogo, visando sempre a harmonia do grupo;  c) Visão global: Entender que os problemas locais muitas vezes têm raízes globais, exigindo uma mente aberta para soluções diversificadas.

 

            Referidos valores são fundamentais para que o Lions atinja seu objetivo de “Criar e fomentar um espírito de compreensão entre os povos do mundo”.  Sem “tolerância”, a compreensão internacional seria impossível; sem “compreensão mútua”, o serviço não seria eficaz nem respeitoso com a dignidade das comunidades atendidas.  Esses pilares sustentam a frase que resume o espírito da nossa organização: “Nós Servimos”.

 

6.     LIVRE DISCUSSÃO (APARTIDÁRIA):

 

            O valor da “livre discussão apartidária” no leonismo fundamenta-se na criação de um espaço de diálogo democrático focado exclusivamente no bem-estar comum, sem as divisões causadas por ideologias políticas ou interesses de partidos políticos.  Podemos desenvolver o significado desse conceito:

 

a)     Neutralidade como elo de união.

b)    Liberdade de expressão com respeito.

c)     Foco na cidadania, não na política partidária.

d)    Blindagem institucional.

e)     Universalidade e diversidade.

            Neutralidade como elo de união.  O leonismo pressupõe que a causa humanitária é universal.  Ao adotar uma postura apartidária, nossa organização garante que pessoas de diferentes convicções políticas possam trabalhar juntas sob o mesmo propósito: servir.  A política partidária é vista como um fator de fragmentação, enquanto o serviço social é o fator de coesão.

 

            Liberdade de expressão e respeito.  A “livre discussão” significa que os ambientes dos Lions Clubes encorajam o debate de ideias e soluções para problemas comunitários.  No entanto, essa liberdade é balizada pelo respeito mútuo.  O objetivo não é convencer o outro sobre uma visão de governo, mas sim encontrar o melhor caminho para executar projetos sociais, como o combate à fome ou preservação do meio ambiente.

 

            Foco na cidadania, não na política partidária.  O Código de Ética do Leão incentiva o civismo e a participação no bem-estar da comunidade.  Isso significa que o Leão deve ser um cidadão consciente e politizado, mas deve deixar suas preferências eleitorais e siglas partidárias fora das atividades do clube.  O Lions atua com entidades governamentais (em parcerias), mas não se subordina a grupos de poder específicos.

 

            Blindagem institucional.  Essa norma protege nossa instituição de ser usada como plataforma para candidaturas ou promoção de interesses governamentais.  Isso preserva a credibilidade da marca Lions perante a sociedade, assegurando que os recursos e esforços da nossa organização sejam destinados puramente a fins humanitários, independentemente de quem esteja no poder.

 

            Universalidade e diversidade.  A livre discussão permite que a diversidade enriqueça o clube.  Ao remover a barreira do partidarismo, o leonismo se torna um fórum onde a única ideologia permitida é o humanismo.

 

            Resumindo, a livre discussão apartidária garante que o “Nós Servimos” nunca será substituído por “Nós Militamos”.  É a prática da política em seu sentido mais nobre: a busca pela melhoria da vida na “pólis” (cidade), sem as amarras das disputas pelo poder partidário.

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.