quinta-feira, 11 de junho de 2026

ACADEMIA BRASILEIRA DE CULTURA LEONÍSTICA

 

 ACADEMIA BRASILEIRA

DE CULTURA LEONÍSTICA

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

           

            Embora não pertença aos quadros da entidade, sempre tive e tenho um respeito carinhoso pela Academia Brasileira de Cultura Leonistica (ABCL).

 

            A ABCL é um órgão oficial de preservação, estudo e difusão cultural vinculado à Associação dos Ex-Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil (AGDL).   Ela funciona como uma instituição voltada para a produção intelectual e histórica dos Lions Clubes no país.

 

            A principal finalidade da ABCL é preservar e disseminar a história, os valores e os princípios do leonismo.

 

            Suas atribuições diretas incluem:

 

·        Estimular a produção literária:  Incentivar a publicação de livros, ensaios e artigos focados em temas de relevância leonística.

 

·        Perpetuar a memória:  Funcionar como guardiã das tradições, costumes e realizações históricas do movimento dos Lions Clubes no Brasil.

 

·        Promover debates:  Fomentar discussões qualificadas, palestras e trocas de opiniões que ajudem a fortalecer a cultura da nossa organização.

 

                A abrangência da ABCL é nacional e estruturalmente limitada aos membros de alto escalão do Lions no Brasil.

 

            Ela atua em todo território brasileiro, representando a liderança cultural dos nossos Distritos Múltiplos LA, LB, LC e LD.

 

            A instituição é composta por um quadro restrito de 100 cadeiras e acadêmicos efetivos.

 

            O ingresso na academia é voltado exclusivamente a associados da AGDL (geralmente Ex-Governadores de Distrito do Lions) que tenham publicado obras de mérito e relevância para o movimento, dependendo de edital e indicação de outros acadêmicos.

 

            O quadro da ABCL é estruturado de forma semelhante a outras academias de letras, contendo cadeiras com patronos históricos.  Os membros ingressam após seleção rigorosa, exigindo a autoria de obras ou artigos de relevância humanitária e leonistica.

 

            Historicamente, a instituição foi idealizada e criada sob o nome de Academia Brasileira de Leonismo, por meio da Resolução n.º 629-1985/1986, do então Conselho Nacional de Governadores (CNG).

 

            Como propósito inicial, nasceu como uma instituição sem fins lucrativos, com o objetivo de centralizar a produção intelectual e resguardar a memória das lideranças dos Lions no território nacional.

 

            Em 26 de fevereiro de 2009, a academia passou por uma profunda reforma institucional.  Adotou formalmente a denominação de Academia Brasileira de Cultura Leonística (ABCL), substituindo a nomenclatura anterior e absorvendo de forma combinada todo o seu acervo histórico e acadêmico.

 

            A partir dessa reformulação, consolidou-se um regulamento próprio a submissão e a aprovação de suas diretrizes junto à diretoria da AGDL.

 

            Hoje, sob a liderança de notáveis dirigentes atuantes e dedicados, a ABCL funciona ativamente como polo intelectual do Lions no Brasil.

 

            Diante disso, Leões, Domadoras e Leos tem o dever de referenciar a presença e atuação da Academia Brasileira de Cultura Leonística entre nós.

 

            Um fraterno abraço a todas e a todos.


 

(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com

 





segunda-feira, 8 de junho de 2026

O Lions e a Violência

 



O Lions e a Violência

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

 

            Nunca a violência atingiu índices tão alarmantes como nos dias de hoje. Nos momentos perturbadores e difíceis como esses que vivenciamos atualmente, onde a violência caminha solta e atos bestiais e aviltantes são registrados diariamente, não posso deixar de firmar posição como participante de uma organização que tem por objetivo interessar-se ativamente pelo bem-estar cívico, social e moral da comunidade.

 E não é uma posição apenas atual, pois venho emoldurando-a já há muito tempo.

 

         Como o Lions deve ter um permanente posicionamento na vanguarda, defesa e prestação de serviço desinteressado à comunidade, acredito que, pessoalmente, como Leão, nessa hora aflitiva e preocupante, devo também me colocar na vigília dos acontecimentos que a criminalidade vem impondo à sociedade brasileira.

 

         Acredito ser meu dever – e de toda família leonística – alertar todas as pessoas de bem e dignidade para prestação do maior serviço que a atualidade está a exigir, que é de se colocar literalmente contrária a essa verdadeira guerra civil que está assolando o território pátrio, onde insanidades são perpetradas dias após dias.

 

         Entendo, como membro da família leonística, que a era da “barbárie” desde há muito está afastada do mundo contemporâneo, mas que aqueles que são uma minoria insignificante e verdadeiros párias da sociedade insistem em perpetra-las através de atos desumanos e inconcebíveis, não apenas infelicitando famílias, mas fazendo o possível para registrar sua página cruel na história do nosso país.

 

         E existe uma verdadeira cretinice exercida por uma parcela ponderável da nossa sociedade, igualmente discriminatória, de se atribuir a marginalidade à camada mais pobre da população brasileira.  E os nossos irmãos fluminenses e as favelas cariocas, principalmente pela imprensa sensacionalista, são exemplos e os alvos mais constantes dessa insinuação.  A violência é geral e não tem classe social.  Hoje, tanto pobres como indivíduos das classes médias e alta frequentam o noticiário policial.  São crimes hediondos, vandalismo, espancamento de prostitutas e travestís, roubos e assaltos seguidos de morte, incineração de mendigos, tráfico e venda de drogas, violência contra as mulheres, feminicídio, assassinatos encomendados, marginais ditando ordem de dentro dos presídios e tudo o mais que despertam indignação e perplexidade.  E isso não ocorre apenas em locais ou Estados específicos.  Acontece aqui em Ribeirão Preto, nas cidades do estado de São Paulo e em todos os municípios do Brasil.  Ninguém é dono ou tem o privilégio da criminalidade!

 

         Sou contra tudo isso que está sendo lamentavelmente registrado, pois o leonismo defende a vida, a paz, o diálogo, o entendimento e todos os recursos da fraternidade, sempre contra atos que nunca se justificam.

 

Não posso concordar com as autoridades que alegam ser impossível discutir melhoria da segurança sob o impacto de alguma tragédia mais comovente, quando sei que, no Brasil, as tragédias estão sendo quase que diárias e cada vez mais bestiais.  Creio, portanto, que, se depender do ponto de vista de algumas autoridades, essa discussão dificilmente será efetivada, pelo menos até hoje.  Quem sabe que, com as ideias de novos governantes, a situação ganhe um alento positivo.

 

Penso que mulheres e homens públicos deste nosso País são, sim, responsáveis diretos por esse estado de coisas que está infelicitando e enlameando a nação brasileira, pois, omissos, deixam de tomar medidas que poderiam pelo menos minimizar os graves efeitos causados pela criminalidade.

 

Mas, e os dirigentes leonisticos?  Confesso que estou cada vez mais cético com relação ao envolvimento do Lions nessa questão!  E tenho motivos e um exemplo prático a respeito dessa minha descrença.  No início do ano de 2007  (vejam desde quando vêm essa minha preocupação com relação a essa importante agenda), e com base na argumentação acima, apresentei para apreciação do meu Clube, o Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista, um projeto de recomendação (moção) protestando contra a onda de violência que estava tomando conta do País e, também, contra as autoridades constituídas que estavam retardando uma tomada de posição firme e adequada para minimizar a grave situação que estávamos vivenciando já naquela época. E sugeri, na mesma proposta, que uma campanha fosse liderada pelo Conselho de Governadores do Distrito Múltiplo LC, para ser divulgada em todo território nacional, protestando contra a onda de violência que estava tomando conta da nação brasileira.  A proposta foi aprovada pela assembleia geral do meu Clube, realizada em 26 de fevereiro de 2007.  Depois, encaminhada apreciação da VIII Convenção Distrital do LC-6, com requerimento para que, se aprovada, fosse reportada à apreciação e aprovação da VIII Convenção do Distrito Múltiplo LC, para providências cabíveis.  A moção foi aprovada no LC-6 e encaminhada ao DMLC.  Na VIII Convenção do Múltiplo, realizada em maio de 2007, a maioria dos Governadores que compunham o Colegiado de 2006-2007, não aprovaram a proposta, com alegação de tratar-se de questão política e que o assunto não era problema do Lions.  Na minha modestíssima opinião, uma decisão lamentável daqueles notáveis Governadores do referido ano leonístico.  A questão é problema do Lions sim senhor!  Ou se esqueceram os doutos Governadores contrários à proposta que um dos objetivos do Lions é interessar-se ativamente pelo bem-estar social da comunidade!  A violência não é uma questão social?   É, SIM!  E, portanto, um problema intrinsecamente ligado ao Lions.

 

Aqueles poucos que realmente me conhecem sabem como defendo uma idéia, e que dificilmente desisto de alguma coisa que julgo ser favorável ao movimento leonístico, e prossigo, sempre, mesmo que isoladamente.  Foi o que fiz naquela ocasião.  Mandei correspondência pessoal sobre a abordagem desse meu modesto ponto de vista, naquele mesmo ano de 2007, ao Presidente da República, aos Ministros de Estado do Governo Federal, aos Presidentes do Senado e da Câmara Federal, ao Governador do meu Estado e aos líderes das bancadas partidárias do Congresso Nacional, sugerindo que referidas autoridades, dentro das prerrogativas dos seus cargos, determinassem ou encaminhassem providências para uma mudança radical na legislação penal existente em nosso País, como, por exemplo:  reforma do Judiciário, estudos sérios sobre a redução da idade para responsabilidade penal, adoção de prisão perpétua (no mínimo) para condenações por crimes hediondos, aprimoramento dos benefícios da prescrição das penas, coibição do abuso policial e revisão completa do nosso decadente Código Penal.   Vocês, estimados Leões e dulcíssimas Domadoras, tomaram alguma providência...

 

Sei que essa minha modesta participação no relevante tema é e continuará sendo apenas uma gota no oceano.  Mas, como já disse a inolvidável Madre Teresa de Calcutá, “sem essa gota o oceano seria menor”.  Além disso, estou com a consciência tranquila de ter feito a minha parte.  Solicito escusas pela tomada de tempo com essas minhas lamúrias.  Encaminho este modesto ponto de vista para alguns ilustres Leões e notáveis Domadoras que merecem minha consideração.  Se outras gotas surgirem no oceano será um bom sinal e estarei plenamente recompensado.

 

 

 

(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista (LC-6)

                Ex-Governador 1997-1998 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com


sexta-feira, 5 de junho de 2026

“SE ALGUÉM ESTÁ SENTADO À SOMBRA HOJE, É PORQUE ALGUÉM PLANTOU ÁRVORES ALGUM DIA”

 





“SE ALGUÉM ESTÁ SENTADO À SOMBRA HOJE, É PORQUE ALGUÉM PLANTOU ÁRVORES ALGUM DIA”

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

 

            O título que encima esta matéria é uma frase atribuída a Warren Buffett, grande investidor norte-americano, e que reflete perfeitamente a essência de Lions Internacional, onde o trabalho voluntário de hoje planta as sementes para o bem-estar das futuras gerações.

 

            Desde sua fundação, nossa Associação foca em ações sustentáveis a longo prazo!

 

            A frase sintetiza o impacto intergeracional dos associados do Lions!

 

            Ela tem um significado prático no leonismo:

 

·        Visão de longo prazo:  os projetos humanitários de hoje criam soluções permanentes para as próximas gerações.

 

·        Altruísmo puro:  O voluntário trabalha por melhorias que ele próprio talvez nunca venha a desfrutar diretamente.

 

·        Sustentabilidade do serviço:  Escolas, creches e hospitais construídos pelos Lions continuam servindo a sociedade por décadas.

 

·        Gratidão aos pioneiros:  Reconhece o esforço dos fundadores e antigos associados que estruturaram os clubes no passado.

 

            Tomo a liberdade de listar, a seguir, para apreciação dos eventuais interessados alguns dos maiores projetos históricos do Lions que exemplificam esse impacto duradouro em todo mundo:

 

 

           

 

A CRUZADA MUNDIAL CONTRA A CEGUEIRA (SighFirst)

 

            Teve início em 1925, quando a ativista Helen Keller desafiou os Leões a se tornarem os “paladinos dos cegos na cruzada contra a escuridão”.  O impacto foi que esse desafio gerou o programa SighFirst em 1990, que já arrecadou centenas de milhares de dólares.  O projeto financiou mais de 300.000 cirurgias de catarata apenas na Índia, construiu hospitais oftalmológicos ao redor do mundo e erradicou a cegueira (oncocercose) em vários países da América Latina e África.

 

            PARCERIA NA CRIAÇÃO DA ONU:

 

            O início foi em 1945.  O Lions foi uma das primeiras organizações não governamentais convidadas para ajudar a redigir a Carta das Nações Unidas.  O impacto foi que os Leões ajudaram a construir as bases da Seção de ONGs da ONU, focando em missões humanitárias globais e na paz mundial.  Essa cooperação histórica continua ativa até hoje por meio do evento anual “Lions Day” com as Nações Unidas.

 

            FUNDAÇÃO DE BANCOS DE OLHOS E A BENGALA BRANCA:

 

            Seu início foi na década de 1930, quando o Leão George Bonham pintou uma bengala de branco com uma cruz vermelha para ajudar pessoas com deficiência visual à atravessarem ruas com segurança.  O impacto foi que Lions internacionalizou o uso da bengala branca. Além disso, em 1944, os Leões ajudaram a criar o primeiro banco de olhos do mundo em Nova York.  Hoje, grande parte dos bancos de órgãos oculares do mundo é apoiada e patrocinada pelo Lions.

 

            CAMPANHAS GLOBAIS DE VACINAÇÃO (Lions Quest e Parcerias):

 

            O início foi diante das crises globais de saúde, quando a Fundação de Lions Clubs International Foundation (LCIF) uniu forças com a Fundação Bill e Melinda Gates e a GAVI Alliance.  Como impacto temos que o Lions investiu dezenas de milhões de dólares para proteger crianças contra o sarampo e a rubéola, viabilizando a aplicação de centenas de milhões de vacinas em comunidades carentes.

 

           

 

 

RESUMO DAS CAUSAS GLOBAIS ATUAIS:

 

            Hoje, a árvore plantada no passado transformou-se em oito causas globais que recebem suporto contínuo da LCIF:  Visão (rastreamento, tratamento e prevenção da cegueira); Câncer Infantil (Apoio clínico e psicossocial para famílias);  Diabetes (Campanhas de conscientização e diagnóstico precoce);  Fome (Programas de segurança alimentar e distribuição de refeições):  Meio Ambiente ((Projetos de reflorestamento e limpeza comunitária);  Alívio em Desastres (Envio imediato de verbas após terremotos e furacões);  Juventude (Desenvolvimento através do programa de liderança juvenil Leos Clubes); e Esforços Humanitários (Projetos locais de infraestrutura e saúde).

 

            OUTROS EXEMPLOS DE “ÁRVORES” PLANTADAS PELO LIONS:

 

·        Fundação Lions (LCIF):  Fornece subsídios que financiam infraestruturas de saúde pelo mundo todo.

 

·        Campanhas de visão:  Criação e construção de clínicas oftalmológicas fundadas há anos e que ainda evitam a cegueira de crianças até hoje.

 

·        Preservação ambiental:  Plantio real de mudas que garantirão sombra e ar limpo para o futuro das comunidades.

 

            Realmente, se alguém está sentado à sombra hoje, é porque alguém plantou árvores um dia.  Essa é a essência do leonismo!

 

            Um fraterno abraço a todas e a todos.

 

 


 

(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com


OS LIONS CLUBES PRECISAM SE RESGUARDAR PARA DESENVOLVER ALGUM DOS PROJETOS PREVISTO PELAS NOSSAS CAUSAS GLOBAIS



OS LIONS CLUBES PRECISAM SE RESGUARDAR PARA DESENVOLVER ALGUM DOS PROJETOS PREVISTO PELAS NOSSAS CAUSAS GLOBAIS

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

            É extraordinário, além de útil e necessário, quando um Lions Clube anuncia que vai desenvolver algum dos projetos previstos pelas Causas Globais de Lions Internacional.

            Só que, para esse mister, os Lions Clubes precisam adotar cautelas jurídicas, administrativas e financeiras para executar algum projeto das Causas Globais.

            Tomo a liberdade de listar abaixo, para apreciação dos eventuais interessados, um bloco com as principais diretrizes desse resguardo institucional:

  1. Regularidade jurídica e fiscal.
  2. Gestão de risco e compliance.
  3. Transparência financeira.
  4. Parcerias estratégicas.
  5. Monitoramento de impacto.

            Vou, modestamente, procurar apresentar a situação dessas diretrizes.

            REGULARIDADE JURÍDICA E FISCAL:

  • Estatuto atualizado:  Adequar o estatuto social do clube às leis nacionais e às diretrizes de Lions Internacional.
  • CNPJ ativo:  Manter a inscrição do CNPJ regularizado para poder firmar parcerias e receber doações.
  • Certidões negativas:  Emitir periodicamente certidões fiscais para comprovar a idoneidade do clube.
  • Atas registradas:  Registrar junto ao cartório competente todas as atas de eleição e posse da diretoria.

            GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE:

  • Termos de consentimento:  Coletar assinaturas em exames de saúde (diabetes e visão) e triagens médicas.
  • Proteção de dados:  Cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao manipular dados médicos e pessoais de assistidos.
  • Uso da marca:  Seguir o manual de identidade visual de Lions Internacional para evitar processos de direitos autorais.
  • Seguro de responsabilidade:  Contratar seguros para eventos públicos e mutirões, cobrindo eventuais acidentes.

            TRANSPARÊNCIA FINANCEIRA:

  • Contas separadas:  Dividir rigorosamente a conta administrativa (fundo dos associados) da conta de atividades (fundo público).
  • Prestação de contas:  Emitir relatórios financeiros detalhados para cada projeto executado.
  • Destinação de recursos:  Garantir que verbas de campanhas específicas revertam integralmente para a causa anunciada.

            PARCERIAS ESTRATÉGICAS:

  • Contratos formais:  Firmar termos de parcerias ou convênios com prefeituras, ONGs e empresas privadas.
  • Profissionais habilitados:  Exigir registro profissional ativo (CRM, CRF, CRN) de voluntários em ações técnicas.
  • Autorizações públicas:  Solicitar alvarás municipais e permissões sanitárias para eventos em locais públicos.

            MONITORAMENTO DE IMPACTO:

  • Relatórios no MyLion:  Registrar todas as atividades no sistema oficial de Lions Internacional.
  • Evidências fotográficas:  arquivar fotos e listas de presença, respeitando o direito de imagem dos envolvidos.

(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

O Leão perfeito não mente, não bebe, não briga, não discute, não erra e... não existe!

 



O Leão perfeito não mente, não bebe, não briga, não discute, não erra

e... não existe!

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

            Esta minha despretensiosa mensagem resume, de forma bem-humorada, uma verdade universal: a perfeição humana é uma ilusão

 

            Viver tentando alcançar o “status de perfeito” é uma armadilha emocional.  Quando exigimos que um parceiro, um amigo ou nós mesmos operemos sem cometer deslizes, criamos relações superficiais e baseadas na repressão de sentimentos.

 

            Os conflitos, os erros e os momentos de fragilidade não são defeitos de sistema; eles são o próprio sistema.  É através da resolução de uma discussão ou do aprendizado após um erro que os laços se fortalecem e o amadurecimento real acontece.

 

            A frase deste título tem alguns significados;

 

·        Desmistificação do ideal:  O texto descontrói a expectativa irreal de encontrar alguém sem falhas.

 

·        Aceitação da vulnerabilidade:  Errar, discutir e ter fraquezas são características intrínsecas da nossa existência.

 

·        Alívio da autoconfiança:  A mensagem serve como um lembrete para não cobrarmos de nós mesmos uma conduta impecável.

 

            O Leão é um cidadão comum que escolhe transformar a sua comunidade por meio do serviço voluntário, agindo com empatia apesar das suas próprias imperfeições.  Ser membro de um Lions Clube não exige santidade, mas sim o compromisso de fazer a diferença.

 

            A realidade do voluntariado possui algumas situações específicas:

 

·        Cidadãos comuns:  São profissionais, pessoas comuns, pais, vizinhos e amigos com rotinas normais.

 

·        Limitações humanas:  Possuem falhas, dias ruins, cansaço e opiniões divergentes.

 

·        União pela causa:  A força de um Lions Clube surge da soma de diferentes qualidades e defeitos.

 

·        Foco de ação:  O impacto humanitário importa mais do que e perfeição individual.

 

            Tendo nosso Código de Ética como guia, Lions Internacional não exige perfeição, mas oferece um norte claro: 

 

·        Buscar o sucesso:  Desejar o topo, mas aceitar apenas o sucesso que for justo.

 

·        Praticar a empatia:  Colocar a ajuda ao próximo acima do ganho pessoal.

 

·        Construir pontes:  Praticar a amizade como um fim e não como um meio.

 

·        Lealdade cívica:  Dar o seu melhor pela comunidade e pela nação.

 

            A busca pela perfeição é uma armadilha psicológica que gera frustração e paralisação.  Como o provérbio ilustra, tentar ser o “Leão perfeito” (alguém isento de erros, falhas ou emoções) é incompatível com a natureza humana.  Abraçar nossa vulnerabilidade é o verdadeiro caminho para o crescimento pessoal  e relacionamentos autênticos.

 

            A sabedoria popular, ao descrever o “Leão perfeito” como uma criatura que não mente, não bebe, não briga e não erra, nos presenteia com uma verdade irrefutável: a perfeição é uma fantasia.  Em um mundo onde a pressão e as redes sociais frequentemente exigem imagens impecáveis de sucesso e conduta, é fundamental descontruir esse mito para garantir a nossa saúde mental e o nosso bem-estar.

 

            Quando exigimos de nós mesmos uma postura inabalável – onde a raiva nunca é expressa, o erro nunca é cometido e a exaustão nunca é sentida – entramos em um círculo de autossabotagem.  A repressão de emoções e a negação dos nossos limites naturais não nos tornam mais fortes; pelo contrário, nos tornam mais vulneráveis ao adoecimento físico e mental.  A falha não é o oposto do sucesso, mas sim uma etapa fundamental do processo de aprendizagem e da nossa jornada humana.

 

            O conceito de que o Leão “não existe” nos liberta do peso de sermos sobre-humanos.  É exatamente na aceitação de nossas imperfeições que reside a nossa humanidade.  Quando nos permitimos errar, sentir e discordar, abrimos espaço para o autoconhecimento e para a empatia.  Relacionamentos verdadeiros, sejam pessoais ou profissionais, são construídos sobre a base da vulnerabilidade e da transparência, e não de uma fachada inalcançável.

 

            Abraçar a própria humanidade significa reconhecer que a excelência é um objetivo saudável e alcançável, enquanto a perfeição é uma utopia tóxica.  Em vez de gastarmos energia escondendo nossas falhas ou tentando nos adequar a um padrão irreal, devemos canalizar nossos esforços para a melhoria contínua.  Errar, aprender, perdoar e recomeçar são     os verdadeiros pilares de uma vida equilibrada e significativa.

 

            Por fim, aceitar que o “Leão perfeito não existe” é o primeiro passo para assumir o controle da própria história, trocando a cobrança incessante pela autocompaixão e pelo desenvolvimento real.

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com