LIDERAR NO LIONS É ACENDER NOS OUTROS
A MESMA PAIXÃO VOLUNTARIA QUE CARREGAMOS NO PEITO
PDG MJF ANTONIO DOMINGOS
ANDRIANI
No
conceito do Lions Internacional, a liderança se distancia dos modelos
corporativos tradicionais ou autocráticos; ela se fundamenta na motivação
intrínseca, no exemplo pessoal e na empatia.
Lions
Internacional consolida-se há mais de um século como um farol de esperança e
transformação social sob seu lema universal “Nós Servimos”. No cerne desse impacto global está o
voluntariado puro: indivíduos que doam seu tempo, talento e recursos sem
esperar qualquer recompensa. Governar ou
guiar um grupo com essas características impõe um desafio singular. A liderança no Lions não emana de hierarquias
formais ou de poderes punitivos e remuneratórios, mas sim da capacidade de
conectar propósitos. Assim, liderar no
movimento leonístico traduz-se no ato de transferir entusiasmo, transformando a
chama individual de um Leão em um incêndio comunitário de solidariedade.
Para
compreender a profundidade da frase que intitula este artigo é preciso, antes
de mais nada, analisar a natureza do trabalho voluntário. O maior patrimônio de um Lions Clube é a
motivação de seus associados.
Diferente de uma empresa, onde contratos e salários garantem a execução das
tarefas, no Lions o combustível é estritamente emocional e cívico.
Quando
um líder assume um cargo (seja como Presidente de Clube, Governador de Distrito
ou Diretor Internacional), sua principal missão é combater o desânimo e a
rotina que podem esvaziar os clubes.
Comandar não funciona. É preciso
inspirar. “Acender nos outros a mesma
paixão” significa fazer com que cada Leão enxergue o valor real de cada
campanha de visão, de combate à fome, de preservação do meio ambiente ou de
apoio ao câncer pediátrico. O líder de
sucesso á aquele que consegue resgatar o motivo primordial que fez o associado
se filiar ao clube.
A
paixão voluntária não é transmissível por decretos ou relatórios; ela é
contagiosa. No contexto leonístico, o
contágio ocorre pelo exemplo prático:
·
Presença na linha de frente: O
líder que carrega caixas de alimentos, que organiza exames de acuidade visual
em escolas carentes e que abraça a comunidade é o mesmo que consegue mobilizar
dezenas de voluntários para a próxima ação.
·
Liderança servidora: No Lions, o
topo da hierarquia serve à base. O
prestígio do cargo deve se converter em responsabilidade ampliada. Quando os liderados percebem o brilho nos
olhos de seus dirigentes e a sua entrega desinteressada, a “paixão carregada no
peito” se espalha naturalmente. O
compromisso gera compromisso!
“Acender nos outros” também
carrega uma forte conotação de continuidade e sustentabilidade histórica. O Lions não opera para o presente imediato,
mas para as próximas gerações. Essa
transferência de paixão se materializa de forma nítida no apadrinhamento dos
Clubes LEO.
Ao
capacitar os jovens, os líderes seniores do Lions funcionam como mentores que
passam a tocha adiante. Ensinar os
jovens a liderar através do serviço comunitário garante que a chama do leonismo
permaneça viva. Uma liderança leonística
eficaz não cria seguidores dependentes, mas forma novos líderes tão ou mais
apaixonados dos que os atuais.
Em
suma, a frase analisada define a liderança no Lions como uma relação de
ressonância humana. Diante das
crescentes mazelas sociais e de isolamento do mundo moderno, o movimento
leonístico necessita de gestores que compreendam que sua principal ferramenta
de trabalho é o coração. Ao acender no
próximo a chama do serviço desinteressado, o líder leonístico cumpre o papel
supremo da nossa Associação: multiplicar as mãos que servem, ampliar o alcance
da solidariedade e provar que o amor ao próximo, quando compartilhado com
paixão, tem a força necessária para transformar o mundo.
Um
fraterno abraço leonístico a todas e a todos.










