sexta-feira, 5 de junho de 2026

“SE ALGUÉM ESTÁ SENTADO À SOMBRA HOJE, É PORQUE ALGUÉM PLANTOU ÁRVORES ALGUM DIA”

 





“SE ALGUÉM ESTÁ SENTADO À SOMBRA HOJE, É PORQUE ALGUÉM PLANTOU ÁRVORES ALGUM DIA”

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

 

            O título que encima esta matéria é uma frase atribuída a Warren Buffett, grande investidor norte-americano, e que reflete perfeitamente a essência de Lions Internacional, onde o trabalho voluntário de hoje planta as sementes para o bem-estar das futuras gerações.

 

            Desde sua fundação, nossa Associação foca em ações sustentáveis a longo prazo!

 

            A frase sintetiza o impacto intergeracional dos associados do Lions!

 

            Ela tem um significado prático no leonismo:

 

·        Visão de longo prazo:  os projetos humanitários de hoje criam soluções permanentes para as próximas gerações.

 

·        Altruísmo puro:  O voluntário trabalha por melhorias que ele próprio talvez nunca venha a desfrutar diretamente.

 

·        Sustentabilidade do serviço:  Escolas, creches e hospitais construídos pelos Lions continuam servindo a sociedade por décadas.

 

·        Gratidão aos pioneiros:  Reconhece o esforço dos fundadores e antigos associados que estruturaram os clubes no passado.

 

            Tomo a liberdade de listar, a seguir, para apreciação dos eventuais interessados alguns dos maiores projetos históricos do Lions que exemplificam esse impacto duradouro em todo mundo:

 

 

           

 

A CRUZADA MUNDIAL CONTRA A CEGUEIRA (SighFirst)

 

            Teve início em 1925, quando a ativista Helen Keller desafiou os Leões a se tornarem os “paladinos dos cegos na cruzada contra a escuridão”.  O impacto foi que esse desafio gerou o programa SighFirst em 1990, que já arrecadou centenas de milhares de dólares.  O projeto financiou mais de 300.000 cirurgias de catarata apenas na Índia, construiu hospitais oftalmológicos ao redor do mundo e erradicou a cegueira (oncocercose) em vários países da América Latina e África.

 

            PARCERIA NA CRIAÇÃO DA ONU:

 

            O início foi em 1945.  O Lions foi uma das primeiras organizações não governamentais convidadas para ajudar a redigir a Carta das Nações Unidas.  O impacto foi que os Leões ajudaram a construir as bases da Seção de ONGs da ONU, focando em missões humanitárias globais e na paz mundial.  Essa cooperação histórica continua ativa até hoje por meio do evento anual “Lions Day” com as Nações Unidas.

 

            FUNDAÇÃO DE BANCOS DE OLHOS E A BENGALA BRANCA:

 

            Seu início foi na década de 1930, quando o Leão George Bonham pintou uma bengala de branco com uma cruz vermelha para ajudar pessoas com deficiência visual à atravessarem ruas com segurança.  O impacto foi que Lions internacionalizou o uso da bengala branca. Além disso, em 1944, os Leões ajudaram a criar o primeiro banco de olhos do mundo em Nova York.  Hoje, grande parte dos bancos de órgãos oculares do mundo é apoiada e patrocinada pelo Lions.

 

            CAMPANHAS GLOBAIS DE VACINAÇÃO (Lions Quest e Parcerias):

 

            O início foi diante das crises globais de saúde, quando a Fundação de Lions Clubs International Foundation (LCIF) uniu forças com a Fundação Bill e Melinda Gates e a GAVI Alliance.  Como impacto temos que o Lions investiu dezenas de milhões de dólares para proteger crianças contra o sarampo e a rubéola, viabilizando a aplicação de centenas de milhões de vacinas em comunidades carentes.

 

           

 

 

RESUMO DAS CAUSAS GLOBAIS ATUAIS:

 

            Hoje, a árvore plantada no passado transformou-se em oito causas globais que recebem suporto contínuo da LCIF:  Visão (rastreamento, tratamento e prevenção da cegueira); Câncer Infantil (Apoio clínico e psicossocial para famílias);  Diabetes (Campanhas de conscientização e diagnóstico precoce);  Fome (Programas de segurança alimentar e distribuição de refeições):  Meio Ambiente ((Projetos de reflorestamento e limpeza comunitária);  Alívio em Desastres (Envio imediato de verbas após terremotos e furacões);  Juventude (Desenvolvimento através do programa de liderança juvenil Leos Clubes); e Esforços Humanitários (Projetos locais de infraestrutura e saúde).

 

            OUTROS EXEMPLOS DE “ÁRVORES” PLANTADAS PELO LIONS:

 

·        Fundação Lions (LCIF):  Fornece subsídios que financiam infraestruturas de saúde pelo mundo todo.

 

·        Campanhas de visão:  Criação e construção de clínicas oftalmológicas fundadas há anos e que ainda evitam a cegueira de crianças até hoje.

 

·        Preservação ambiental:  Plantio real de mudas que garantirão sombra e ar limpo para o futuro das comunidades.

 

            Realmente, se alguém está sentado à sombra hoje, é porque alguém plantou árvores um dia.  Essa é a essência do leonismo!

 

            Um fraterno abraço a todas e a todos.

 

 


 

(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com


OS LIONS CLUBES PRECISAM SE RESGUARDAR PARA DESENVOLVER ALGUM DOS PROJETOS PREVISTO PELAS NOSSAS CAUSAS GLOBAIS



OS LIONS CLUBES PRECISAM SE RESGUARDAR PARA DESENVOLVER ALGUM DOS PROJETOS PREVISTO PELAS NOSSAS CAUSAS GLOBAIS

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

            É extraordinário, além de útil e necessário, quando um Lions Clube anuncia que vai desenvolver algum dos projetos previstos pelas Causas Globais de Lions Internacional.

            Só que, para esse mister, os Lions Clubes precisam adotar cautelas jurídicas, administrativas e financeiras para executar algum projeto das Causas Globais.

            Tomo a liberdade de listar abaixo, para apreciação dos eventuais interessados, um bloco com as principais diretrizes desse resguardo institucional:

  1. Regularidade jurídica e fiscal.
  2. Gestão de risco e compliance.
  3. Transparência financeira.
  4. Parcerias estratégicas.
  5. Monitoramento de impacto.

            Vou, modestamente, procurar apresentar a situação dessas diretrizes.

            REGULARIDADE JURÍDICA E FISCAL:

  • Estatuto atualizado:  Adequar o estatuto social do clube às leis nacionais e às diretrizes de Lions Internacional.
  • CNPJ ativo:  Manter a inscrição do CNPJ regularizado para poder firmar parcerias e receber doações.
  • Certidões negativas:  Emitir periodicamente certidões fiscais para comprovar a idoneidade do clube.
  • Atas registradas:  Registrar junto ao cartório competente todas as atas de eleição e posse da diretoria.

            GESTÃO DE RISCO E COMPLIANCE:

  • Termos de consentimento:  Coletar assinaturas em exames de saúde (diabetes e visão) e triagens médicas.
  • Proteção de dados:  Cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao manipular dados médicos e pessoais de assistidos.
  • Uso da marca:  Seguir o manual de identidade visual de Lions Internacional para evitar processos de direitos autorais.
  • Seguro de responsabilidade:  Contratar seguros para eventos públicos e mutirões, cobrindo eventuais acidentes.

            TRANSPARÊNCIA FINANCEIRA:

  • Contas separadas:  Dividir rigorosamente a conta administrativa (fundo dos associados) da conta de atividades (fundo público).
  • Prestação de contas:  Emitir relatórios financeiros detalhados para cada projeto executado.
  • Destinação de recursos:  Garantir que verbas de campanhas específicas revertam integralmente para a causa anunciada.

            PARCERIAS ESTRATÉGICAS:

  • Contratos formais:  Firmar termos de parcerias ou convênios com prefeituras, ONGs e empresas privadas.
  • Profissionais habilitados:  Exigir registro profissional ativo (CRM, CRF, CRN) de voluntários em ações técnicas.
  • Autorizações públicas:  Solicitar alvarás municipais e permissões sanitárias para eventos em locais públicos.

            MONITORAMENTO DE IMPACTO:

  • Relatórios no MyLion:  Registrar todas as atividades no sistema oficial de Lions Internacional.
  • Evidências fotográficas:  arquivar fotos e listas de presença, respeitando o direito de imagem dos envolvidos.

(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com 

segunda-feira, 1 de junho de 2026

O Leão perfeito não mente, não bebe, não briga, não discute, não erra e... não existe!

 



O Leão perfeito não mente, não bebe, não briga, não discute, não erra

e... não existe!

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

            Esta minha despretensiosa mensagem resume, de forma bem-humorada, uma verdade universal: a perfeição humana é uma ilusão

 

            Viver tentando alcançar o “status de perfeito” é uma armadilha emocional.  Quando exigimos que um parceiro, um amigo ou nós mesmos operemos sem cometer deslizes, criamos relações superficiais e baseadas na repressão de sentimentos.

 

            Os conflitos, os erros e os momentos de fragilidade não são defeitos de sistema; eles são o próprio sistema.  É através da resolução de uma discussão ou do aprendizado após um erro que os laços se fortalecem e o amadurecimento real acontece.

 

            A frase deste título tem alguns significados;

 

·        Desmistificação do ideal:  O texto descontrói a expectativa irreal de encontrar alguém sem falhas.

 

·        Aceitação da vulnerabilidade:  Errar, discutir e ter fraquezas são características intrínsecas da nossa existência.

 

·        Alívio da autoconfiança:  A mensagem serve como um lembrete para não cobrarmos de nós mesmos uma conduta impecável.

 

            O Leão é um cidadão comum que escolhe transformar a sua comunidade por meio do serviço voluntário, agindo com empatia apesar das suas próprias imperfeições.  Ser membro de um Lions Clube não exige santidade, mas sim o compromisso de fazer a diferença.

 

            A realidade do voluntariado possui algumas situações específicas:

 

·        Cidadãos comuns:  São profissionais, pessoas comuns, pais, vizinhos e amigos com rotinas normais.

 

·        Limitações humanas:  Possuem falhas, dias ruins, cansaço e opiniões divergentes.

 

·        União pela causa:  A força de um Lions Clube surge da soma de diferentes qualidades e defeitos.

 

·        Foco de ação:  O impacto humanitário importa mais do que e perfeição individual.

 

            Tendo nosso Código de Ética como guia, Lions Internacional não exige perfeição, mas oferece um norte claro: 

 

·        Buscar o sucesso:  Desejar o topo, mas aceitar apenas o sucesso que for justo.

 

·        Praticar a empatia:  Colocar a ajuda ao próximo acima do ganho pessoal.

 

·        Construir pontes:  Praticar a amizade como um fim e não como um meio.

 

·        Lealdade cívica:  Dar o seu melhor pela comunidade e pela nação.

 

            A busca pela perfeição é uma armadilha psicológica que gera frustração e paralisação.  Como o provérbio ilustra, tentar ser o “Leão perfeito” (alguém isento de erros, falhas ou emoções) é incompatível com a natureza humana.  Abraçar nossa vulnerabilidade é o verdadeiro caminho para o crescimento pessoal  e relacionamentos autênticos.

 

            A sabedoria popular, ao descrever o “Leão perfeito” como uma criatura que não mente, não bebe, não briga e não erra, nos presenteia com uma verdade irrefutável: a perfeição é uma fantasia.  Em um mundo onde a pressão e as redes sociais frequentemente exigem imagens impecáveis de sucesso e conduta, é fundamental descontruir esse mito para garantir a nossa saúde mental e o nosso bem-estar.

 

            Quando exigimos de nós mesmos uma postura inabalável – onde a raiva nunca é expressa, o erro nunca é cometido e a exaustão nunca é sentida – entramos em um círculo de autossabotagem.  A repressão de emoções e a negação dos nossos limites naturais não nos tornam mais fortes; pelo contrário, nos tornam mais vulneráveis ao adoecimento físico e mental.  A falha não é o oposto do sucesso, mas sim uma etapa fundamental do processo de aprendizagem e da nossa jornada humana.

 

            O conceito de que o Leão “não existe” nos liberta do peso de sermos sobre-humanos.  É exatamente na aceitação de nossas imperfeições que reside a nossa humanidade.  Quando nos permitimos errar, sentir e discordar, abrimos espaço para o autoconhecimento e para a empatia.  Relacionamentos verdadeiros, sejam pessoais ou profissionais, são construídos sobre a base da vulnerabilidade e da transparência, e não de uma fachada inalcançável.

 

            Abraçar a própria humanidade significa reconhecer que a excelência é um objetivo saudável e alcançável, enquanto a perfeição é uma utopia tóxica.  Em vez de gastarmos energia escondendo nossas falhas ou tentando nos adequar a um padrão irreal, devemos canalizar nossos esforços para a melhoria contínua.  Errar, aprender, perdoar e recomeçar são     os verdadeiros pilares de uma vida equilibrada e significativa.

 

            Por fim, aceitar que o “Leão perfeito não existe” é o primeiro passo para assumir o controle da própria história, trocando a cobrança incessante pela autocompaixão e pelo desenvolvimento real.

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com

 

 


terça-feira, 26 de maio de 2026

“O HOMEM CONSTRUIU A BOMBA ATÔMICA, MAS NENHUM RATO DO MUNDO CONSTRUIRIA UMA RATOEIRA”

 


“O HOMEM CONSTRUIU A BOMBA ATÔMICA, MAS NENHUM RATO DO MUNDO CONSTRUIRIA UMA RATOEIRA”

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

 

            Albert Einstein (1879-1955) foi um físico alemão amplamente reconhecido como um dos maiores cientistas de todos os tempos.  Ele revolucionou a ciência ao desenvolver a “Teoria da Relatividade”, que transformou radicalmente a nossa compreensão sobre o espaço, o tempo, a massa e a gravidade.

 

            A frase que intitula esta matéria é atribuída a ele.  Embora dita com um certo sarcasmo, ela reflete sobre a autodestruição humana e a ausência de malícia na natureza, contrastando a inteligência técnica do homem com sua falta de sabedoria moral.

 

            Mas que raios a frase tem haver com o leonismo!  Vou tentar justificar!

 

            Dentro da filosofia de Lions Internacional, que é a maior organização de clubes de serviço do mundo, essa citação serve como um “contraexemplo” e um chamado à ação, conectando-se exatamente com essa filosofia de humanitarismo, paz e responsabilidade social da nossa Associação.

 

            A crítica de Einstein assegura que a bomba atômica simboliza o ápice da hostilidade, do egoísmo nacionalista e da destruição em massa.  Na visão do Lions um dos objetivos fundamentais da nossa entidade é “criar e fomentar um espírito de compreensão entre os povos do mundo”.  Enquanto a humanidade cria “ratoeiras” para si mesma através de guerras, os Leões trabalham para desarmar esses conflitos invisíveis através da diplomacia civil, do intercâmbio cultural e do socorro mútuo global.

 

            A crítica de Einstein apregoa que o intelecto humano foi desviado para criar uma armadilha mortal contra a sua própria espécie.  Na visão do Lions, seu Código de Ética preconiza “ajudar o próximo desinteressadamente” e “construir e não destruir”.  A filosofia leonística direciona a capacidade inventiva e a liderança humana para o desenvolvimento comunitário (construindo hospitais e escolas, por exemplo), agindo como o oposto exato da terrível bomba citada.

 

            A crítica de Einstein lembra que rato não constrói a própria armadilha porque age por instinto de sobrevivência;  já o homem, racional, cria mecanismos que ameaçam sua própria existência.  Na visão do Lions, nosso lema é “Nós Servimos”.  Diante da capacidade humana de gerar sofrimentos (seja por guerras, negligência ou desigualdade), o Lions responde com voluntariado organizado.  Nossa entidade canaliza a inteligência e os recursos humanos para mitigar as “ratoeiras” da vida real, como, por exemplo, a fome, a cegueira evitável, o diabetes e o câncer infantil.

 

            A critica de Einstein diz que a ciência sem consciência moral é perigosa.  Na visão do Lions, nossa organização busca desenvolver líderes comunitários que possuam não apenas competência técnica, mas, acima de tudo, sensibilidade social.  A filosofia da Associação dita que o verdadeiro progresso de uma comunidade não é medido por sua tecnologia ou poder de coerção, mas pelo grau de amparo conferido aos seus membros mais vulneráveis.

 

            Resumindo, para Lions Internacional a frase de Einstein é um lembrete severo do que acontece quando a liderança e o intelecto se despem de empatia.  Os Lions Clubes existem justamente para garantir que a engenhosidade humana seja usada para salvar vidas, e nunca para criar armadilhas para a própria humanidade.

 

            Um fraterno abraço leonistico a todas e a todos.

 

 

(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com


sexta-feira, 15 de maio de 2026

COMO FORTALECER O SENSO DE PERTENCIMENTO DE UM ASSOCIADO AO SEU LIONS CLUBE


COMO FORTALECER O SENSO DE PERTENCIMENTO DE UM

ASSOCIADO AO SEU LIONS CLUBE

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

 

            Para fortalecer o senso se pertencimento em um Lions Clube, é essencial transformar o associado de “um mero espectador de reuniões” em “um protagonista da nossa causa”.  O pertencimento nasce quando o associado sente que sua presença faz diferença e que ele é parte fundamental de uma rede de apoio mútua.

 

            O senso de pertencimento é o que transforma um grupo de voluntários em uma unidade coesa e resiliente.  Quando os Leões se sentem acolhidos, eles se tornam mais motivados, colaborativos e dispostos a desafiar o “status quo” pelo bem da comunidade.

 

            Para que esse vínculo seja fortalecido em um Lions Clube, há necessidade de os dirigentes considerarem algumas estratégicas básicas:

 

1.     Integração e acolhimento personalizado

2.     Protagonismo e participação ativa

3.     Cultura de reconhecimento e valorização.

4.     Desenvolvimento de liderança

5.     Melhoria do ambiente e convivência

 

            O acolhimento inicial define a trajetória do novo associado no clube.  O vínculo começa no primeiro contato.  Um processo de integração falho é uma das maiores causas de desânimo.  Por isso, devem os dirigentes:

 

·        Promover um rito de posse significativo.  Realizar uma cerimônia que ressalte a importância do novo associado, fazendo-o sentir que sua etrada é um evento relevante para toda a comunidade.

 

·        Utilizar o “Programa de Leão Orientador”, para que veteranos guiem novos membros nos primeiros passos, garantindo que eles compreendam a cultura e as tradições do clube.

 

·        Realizar sessões de orientação claras, apresentando a estrutura do distrito e as oportunidades de serviço, para que o associado veja onde ele se encaixa no panorama global.      

 

·        Entregar ao novo associado materiais que gerem orgulho, como o “pin”, o certificado de afiliação atualizado, a pasta de iniciação e um manual prático sobre as atividades do clube.

 

            Ninguém se sente parte de algo onde não tem utilidade.  O associado precisa, logo de cara, ser instado a colocar a “mão na massa”.  Os dirigentes precisam:

 

·        Logo na entrada, descobrir quais são as habilidades profissionais ou “hobbies” do novo associado (exemplos: marketing, contabilidade, culinária) dando a ele uma tarefa específica onde esse seu talento possa brilhar.

 

·        Em vez de esperar meses, convidar o novo associado a participar de uma ação social logo na primeira semana.  O impacto do serviço humanitário é o maior combustível para o pertencimento.

 

·        Evitar que os mesmos cargos sejam ocupados pelas mesmas pessoas por anos seguidos.  O rodizio em comitês permite que novos associados desenvolvam liderança e sintam-se como se donos dos projetos.

 

            O ser humano busca validação.  No Lions, o reconhecimento público fortalece os laços emocionais.  Por isso:

 

·        Reserve cinco minutos de cada assembleia para agradecer publicamente o esforço de algum associado em um projeto específico.

 

·        Não esqueça aniversários e conquistas profissionais.  Mostrar que o clube se importa com o individuo além do associado cria conexões profundas.

 

·        Utilize o “Guia de Satisfação do Associado do Lions” para ouvir as opiniões e ajustar o que não está funcionando.

 

            Oferecer caminhos para o crescimento pessoal mantém os associados engajados.  Nesse sentido, devem os dirigentes dos clubes:

 

·        Incentivar a participação em “Institutos de Desenvolvimento de Liderança”.  Ao investir no desenvolvimento do associado, o clube demonstra que se interessa com o futuro do mesmo.

 

·        Delegar funções específicas ou coordenação de comitês para que cada associado sinta que sua contribuição é vital para o sucesso coletivo.

 

            Reuniões cansativas e burocráticas geralmente afastam as pessoas.  E o Lions Clube deve ser um lugar de prazer.

 

·        Promova jantares ou passeios onde o objetivo seja apenas a amizade, sem qualquer pauta de trabalho.

 

·        No início das reuniões, utilize perguntas simples para que os membros conheçam curiosidades uns dos outros, combatendo a formação de “panelinhas”.

 

·        Produza reuniões dinâmicas.  Traga palestrantes externos ou faça “dropes” de conhecimento leonístico para manter o interesse intelectual dos associados.

 

            Para aprofundar o tema, os dirigentes podem consultar recursos oficiais de Lions Internacional como a “Abordagem Global do Quadro Associativo” ou o “Kit de Ferramentas da Equipe Global de Liderança.

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.

 


(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com