OS ASSOCIADOS DE UM
LIONS CLUBE QUE SÃO FALTOSOS
PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI
É difícil encontrarmos um Lions Clube onde não se diz que, ali,
é sempre aquela “meia dúzia que segura as
pontas e não deixa a peteca cair”.
É comum, também, entre o grupo dos mais abnegados, vez ou outra ouvirmos
um deles dizer que “vai acabar largando
tudo e ir embora para casa”.
São situações comuns, corriqueiras, que atualmente vemos no dia-a-dia de
um Lions Clube.
E o que falar daqueles
associados que, atualmente, têm faltado e se ausentado constantemente das
nossas atividades?
Mesmo sendo um tanto
quanto difícil trazermos os acomodados para uma participação mais direta em
nossas atividades, devemos sempre avaliar e compreender o posicionamento de
cada um, nunca deixando de dar a atenção que todos merecem.
Por que os associados de
um Lions Clube são faltosos?
O absenteísmo ou a falta
de participação dos associados em reuniões, assembleias ou atividades do clube
refletem, geralmente, uma desconexão entre a gestão da entidade e os interesses
ou necessidades dos seus membros.
Alguns fatores acentuam
as causas desse fenômeno:
1. Ausência de sentimento e
pertencimento. Para que haja
engajamento, o associado precisa sentir que faz parte de uma entidade real e
que sua voz tem peso nas decisões.
Quando a comunicação é unidirecional (apenas a liderança fala), o
vínculo enfraquece e a motivação para comparecer a eventos diminui.
2.
Descredito nos benefícios e
resultados. A participação em nossa
associação requer o entendimento do que se espera alcançar individual e
coletivamente. Se o associado não percebe
benefícios tangíveis, como networking, capacitação ou representatividade
eficaz, ele tende a se afastar, priorizando outras atividades do seu
cotidiano. (Observação do articulista: “networting” refere-se à prática
de estabelecer e cultivar uma rede de contatos pessoais para troca de
informações, conhecimentos e oportunidades.
Baseia-se na reciprocidade e na construção de relacionamentos genuínos a
longo prazo, e não apenas em pedir favores em momentos de necessidade.)
3.
Falhas na comunicação e
segmentação. Muitas entidades falham ao
não segmentar seu público por faixa etária ou localização, enviando mensagens
genéticas que não despertam interesse. A
comunicação ineficaz ou complexa impede que o associado compreenda a
importância da sua presença.
4.
Sobrecarga de fatores externos. O absenteísmo também pode ser causado por
fatores práticos e organizacionais: a)
Problemas de logística: horários inadequados ou locais de difícil acesso; b) Sobrecarga de trabalho: O excesso de
compromissos do associado impede sua dedicação a atividades associativas; c) Falta de inovação: reuniões excessivamente
burocráticas ou desatualizadas em relação às novas tecnologias de participação
remota.
5.
Gestão centralizadora ou
intransparente. A transparência é a base
de confiança em uma entidade. Se o
associado percebe que as decisões já foram tomadas “nos bastidores” ou que não
há clareza no uso dos recursos, ele se torna faltoso por considerar sua
participação irrelevante.
Quando se diz que os associados são faltosos, o texto aponta
para uma crise de engajamentos. Isso
sinaliza que o Clube precisa rever sua estratégia de valor, melhorar sua
comunicação, e humanizar a relação com os seus associados para que eles voltem
a enxergar propósito na participação ativa.
Além disso, existe
melhor coisa a fazer do que seguir o exemplo de Cristo?
No Evangelho de João,
capítulo 2, versículo 25, o apóstolo explica porque Jesus não se confiava a
todas as pessoas que diziam crer Nele.
Ele afirma que Jesus não precisava do testemunho de ninguém sobre o ser
humano, justamente “porque ELE sabia o que havia no homem”. O apóstolo utilizou essa frase para
destacar a onisciência de Jesus. O texto
mostra que o Cristo não se impressionava apenas com demonstrações exteriores de
fé ou empolgação superficial de multidões.
ELE possuía a capacidade divina de sondar diretamente as reais
intenções, pensamentos e o coração da natureza humana.
É uma verdade divina. Jesus não
ignorava o que existia no homem, mas nunca se deixou impressionar
negativamente.
Sabia que a usura morava
com Zaqueu, contudo, trouxe-o da sovinice para a benemerência.
Não desconhecia que
Madalena era possuía pelos gênios do mal, entretanto, renovou-a para o amor
puro.
Reconheceu a vaidade
intelectual de Nicodemos, mas deu-lhe novas concepções da grandeza e da
excelsitude da vida.
Identificou a fraqueza
de Simão Pedro, todavia, pouco a pouco, instala no coração do discípulo a
fortaleza espiritual que faria dele o sustentáculo do Cristianismo nascente.
Vê as dúvidas de Tomé, sem desampara-lo.
Conhece a sombra que
habita em Judas, sem negar-lhe o culto da afeição.
Jesus preocupou-se,
acima de tudo, em proporcionar a cada alma uma visão da vida e em aquinhoar
cada espírito com eficientes recursos de renovação para o bem.
Não devemos, por isso,
condenar o próximo porque nele observamos a inferioridade e a imperfeição.
A exemplo de Cristo,
devemos ajudar em tudo o que podemos!
O Amigo Divino sabe o
que existe em nós. ELE não desconhece a
nossa pesada e escura bagagem do pretérito, nas dificuldades do nosso presente,
recheado de hesitações e de erros, mas nem por isso deixa de estender-nos
amorosamente Suas mãos.
Nossos Lions Clubes
contam com associados faltosos? Será que
não está há hora de lhes estendermos as mãos e a eles dedicarmos um pouco da
nossa melhor atenção? Vamos pensar
nisso?
Um fraterno abraço
leonístico a todas e a todos.










