NOSTALGIA E FANTASIA SÃO SUBSTANTIVOS
NÃO CONDIZENTES COM A PRÁTICA LEONÍSTICA
PDG MJF ANTONIO DOMINGOS
ANDRIANI
“Nostalgia e fantasia são
substantivos não condizentes com a prática leonística”. Esta frase reflete o pragmatismo e o compromisso com o
impacto real que definem o Lions Internacional.
No contexto do leonismo, essa afirmação serve como uma diretriz
filosófica e prática: ela separa o saudosismo estéril (nostalgia) e o idealismo
utópico (fantasia) da ação comunitária concreta, planejada e mensurável que a
nossa Associação exige dos seus associados.
Para
compreender a fundo a afirmação, torna-se necessário analisar o impacto
negativo que a nostalgia e a fantasia podem exercer sobre uma organização de
serviços como a nossa:
· O perigo da nostalgia: A nostalgia evoca um apego excessivo ao
passado (a uma “época de ouro” de um determinado clube, a métodos antigos de
arrecadação ou a dinâmicas sociais que já não correspondem à realidade
demográfica e tecnológica atual). No
leonismo, o saudosismo paralisa; ele impede a inovação, afasta as novas
gerações e dificulta a adaptação dos clubes às novas mazelas sociais. Ele se manifesta, também, quando alguns
associados insistem em discursos como “antigamente o Lions era melhor”
ou “o leonismo não é mais o mesmo”. Esse
apego excessivo ao passado e às velhas tradições pode travar a inovação,
dificultar a modernização dos clubes e afastar novas lideranças jovens. O lado positivo da nostalgia é que ela serve
para ser usada como memória afetiva para resgatar o orgulho da herança e da
história centenária de serviço social da nossa organização, servindo de base
para continuar o trabalho.
·
O risco da fantasia: A fantasia é
interpretada como um estado de devaneio ou criação de expectativas irreais
dentro de um Lions Clube. Significa
idealizar metas grandiosas, sonhar com projetos comunitários colossais ou
planejar o crescimento do clube apenas “no papel”, sem traçar um plano de ação
real ou sem os pés no chão. E tem
mais: no leonismo, um líder que vive na “fantasia”
pode se perder em vaidades, títulos ou no voluntariado puramente teórico,
esquecendo-se da essência prática do nosso lema principal, que é o “Nós
Servimos”.
A prática leonística se
fundamente em nosso lema internacional.
Para que esse lema se materialize, o nosso movimento substitui a
nostalgia e a fantasia por dois pilares de gestão e ação social:
1. Visão de futuro e inovação (contra a
nostalgia).
2. Planejamento estratégico e metas
reais (contra a fantasia).
VISÃO DO FUTURO E INOVAÇÃO:
O Lions Internacional
sobrevive há mais de um século porque soube se modernizar. O desenvolvimento das atividades locais exige
que os Leões olhem para frente:
· Renovação de lideranças: Incentivo à entrada de jovens (através dos
Leo Clubes) e diversificação dos quadros associativos.
·
Uso da tecnologia: Digitalização
de processos, relatórios na plataforma digital “Lion Portal” e captação de
recursos via canais modernos.
·
Foco nas Causas Globais: O
direcionamento para as áreas críticas atuais (diabetes, visão, fome, meio
ambiente ou câncer Infantil) exige abordagens científicas e contemporâneas, e
não métodos obsoletos.
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E
METAS REAIS:
O
leonismo não se apoia no assistencialismo improvisado, mas sim no
empreendedorismo social. As atividades
são desenvolvidas com base em critérios rigorosos:
· Estudo de necessidades locais: Antes de lançar uma campanha, o clube realiza
um diagnóstico real da comunidade. Não
se fantasia o que o povo precisa; descobre-se.
·
Apoio da LCIF: A liberação de
subsídios internacionais exige projetos técnicos pormenorizados, auditorias,
cronogramas e relatórios de impacto. A
fantasia não resiste ao crivo técnico de uma das maiores fundações
filantrópicas do mundo.
·
Resultados mensuráveis: O sucesso
de uma atividade leonística é medido pelo número de pessoas atendidas, exames
realizados ou quilos de alimentos distribuídos, afastando qualquer
subjetividade idealista.
Concluindo-se, a frase em
análise não anula o respeito à rica história do Lions (tradição) nem bloqueia a
capacidade de sonhar com um mundo melhor (aspiração). Pelo contrário; ela reposiciona esses
sentimentos. A tradição deve servir de
alicerce inspirador (e não de âncora nostálgica). O sonho deve se transformar em meta planejada
(e não em fantasia inerte).
Portanto,
a prática leonística é essencialmente pés no chão, mãos à obra e olhos no
futuro. O verdadeiro Leão compreende que
a dor e a necessidade das comunidades são reais e imediatas, exigindo, em
resposta, uma dedicação igualmente concreta, técnica e despida de ilusões.
Um
fraterno abraço leonístico a todas e a todos.




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