terça-feira, 18 de agosto de 2026

A FILOSOFIA LEONÍSTICA

 




A FILOSOFIA LEONÍSTICA

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI

 

 

            A filosofia é a primeira pilastra que dá sustentação à edificação leonística.  Filosofia, no ensinamento dos nossos dicionaristas, é o “amor à sabedoria”.

 

            E filosofia leonística é o conjunto de princípios éticos e morais que fundamentam o movimento do Lions Internacional.  Mais do que uma simples prática de voluntariado, ela é definida como a própria filosofia de vida que busca o aperfeiçoamento do caráter humano através do serviço desinteressado à comunidade.

 

            Desde a fundação da nossa Associação, os associados de um Lions Clube, presumivelmente, são instruídos sobre a filosofia que deve nortear sua atuação dentro da nossa entidade.  Ou seja, sobre o conjunto de documentos, estudos ou considerações que reúnem uma ordem determinada de conhecimentos que servem de fundamento para o aprimoramento do nosso movimento.

 

            A preparação de um novo associado deve ser efetuada de tal modo que o neófito seja devidamente conscientizado do que significará, para ele, a condição de associado da maior organização de clubes de serviço do mundo, e não associado de um clube social ou esportivo existente aos milhares.

 

            Transmitir a filosofia leonística a um novo associado, no meu entender, deve constituir um verdadeiro processo de doutrinação.  Não é uma questão de proselitismo, mas uma questão de conscientização.   Isso não é tão difícil, desde que seu padrinho, ao escolhê-lo para indicação, já tenha detectado no mesmo as qualidades inerentes à sua condição de futuro Leão.

 

            Depois da posse, o padrinho não poderá deixar seu afilhado ou afilhada, e respectivo cônjuge, se casado, sozinhos e esquecidos.  É necessário e indispensável que o padrinho faça com que eles entendam seu papel, apresentando-lhes tudo o que se refere à filosofia tão extraordinária que nos foi deixada pelos nossos fundadores.

 

            E onde buscar esses ensinamentos?  Nos documentos que estão disponíveis a partir da integração do associado no Clube. 

 

            No COMPROMISSO DE POSSE DO LEÃO, que é uma promessa que o Leão assumiu quando do seu ingresso no Clube.  Com essa promessa, o associado passa a exercitar uma responsabilidade que o colocará ao lado dos demais componentes do Clube, no cumprimento das tarefas que lhe serão confiadas, no sentido de cumprir rigorosamente o Código de Ética, os Propósitos de Lions Internacional, os Estatutos e as ideias que fluem das letras formadas pela palavra Lions: Liberdade, Igualdade, Ordem. Nacionalismo e Serviço.

 

            No CÓDIGO DE ÉTICA DO LEÃO, que é a base moral da filosofia leonística, orientando o comportamento do Leão em diversos aspectos.  Dessa forma, a atuação do associado estará perfeitamente delineada, indicando-lhe o perfil de cidadão que o Clube espera dele:  ter fé nos méritos da sua profissão;  defender sua remuneração ou lucro, justamente merecidos;  ser leal com os clientes e sincero consigo mesmo;  decidir quando em dúvida contra sua própria pessoa; praticar a amizade como um fim e não como um meio; ter sempre presente seus deveres de cidadão, para com sua localidade, seu estado e seu país; ajudar os seus semelhantes em suas necessidades; ser comedido na crítica e generoso no elogio.

 

            Nos PROPÓSITOS DE LIONS INTERNACIONAL  A filosofia se traduz em ações práticas, mostrando ao Leão as finalidades para as quais o movimento leonístico se propõe, onde são destacados:  sua responsabilidade como cidadão; espírito de respeito e consideração entre os povos; estudo e prática dos princípios de boa cidadania; manutenção de um bom companheirismo e compreensão mútua; ativo interesse pelo bem estar cívico, cultural, social e moral da comunidade;  livre discussão de todos os assuntos de interesse público, exceto de política partidária e sectarismo religioso; promoção de valores éticos em seus negócios e profissões.

 

            Nos ESTATUTOS E REGULAMENTOS do seu Clube, do Distrito, do Distrito Múltiplo e de Lions Internacional. São documentos onde se encontram definidos os conceitos e práticas adotadas em nosso movimento, com indicação sobre as maneiras de atuar e buscando-se a harmonia entre todos os que dela participam.

 

            No PROTOCOLO LEONÍSTICO, onde se definem algumas regras sobre hierarquia, constituição de mesas de trabalho, representação nos eventos, uso dos símbolos leonísticos e nacionais, e outros elementos essenciais ao bom desempenho e boa apresentação dos Clubes e dos seus componentes.

 

            Afora esses documentos básicos, existem inúmeras publicações esclarecedoras, fruto do trabalho denodado de Leões que se dedicam a aprofundar o conhecimento do que recomenda a prática leonística para seus Leões, Domadoras e Leos.

 

            Assim, não se pode falar em falta de material didático para quem de fato quer conhecer a realidade do movimento leonístico contida em sua filosofia.

           

Existem ainda os eventos leonísticos em diversos níveis, como Comitês, Reuniões do Conselho Distrital, Convenções Distrital, do Distrito Múltiplo “L” e Internacional, além dos fóruns, seminários e palestras que são realizados frequentemente e que complementam os elementos fundamentais.

 

            Durante as assembleias ordinárias dos Clubes, a INSTRUÇÃO LEONÍSTICA faz parte da programação, constituindo-se num ponto de destaque da reunião.  E nessa ocasião que um Leão ou Domadora previamente designado(a) profere breve alocução tratando de assunto leonístico de relevância.

 

            Com o conhecimento adquirido, através desses documentos, juntamente com a participação nos eventos programados, aliado ao interesse que lhe foi despertado pelo seu padrinho, não existe dúvida que a pessoa do novo associado estará perfeitamente identificada com o perfil do Leão que se deseja para o fortalecimento e crescimento do leonismo.

 

            Sem esses conhecimentos, e diante de um eventual desinteresse do novo associado e do seu padrinho, fatalmente o primeiro dos pilares de sustentação da edificação leonística apresentará lesões que, com o tempo, poderá causar o desabamento da instituição.

 

            Ser Leão, dentro da filosofia leonística, significa viver o leonismo como uma postura constante.  Ela ensina que o associado do Lions é aquele que considera o compromisso com o clube e a comunidade como algo sagrado, agindo com humildade e dedicação.

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.


segunda-feira, 17 de agosto de 2026

NA AÇÃO HUMANITÁRIA, OS VERBOS “SERVIR” E “QUERER” SÃO OS EIXOS COORDENADOS QUE DEFINEM O SUCESSO DO LEONISMO

 

NA AÇÃO HUMANITÁRIA, OS VERBOS “SERVIR” E “QUERER” SÃO OS EIXOS COORDENADOS QUE DEFINEM O SUCESSO DO LEONISMO

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI 

 

            Existem, no movimento leonístico, dois verbos que fazem parte da dinâmica humanitária da nossa Associação: “servir” e “querer”.  Eles, porém, têm uma conotação diferenciada em sua aplicabilidade nas nossas ações.

 

            A diferenciação entre os verbos “servir” e “querer” reside essencialmente em seus significados (semântica) e nas suas estruturas gramaticais (regência e conjugação).  Enquanto “servir” foca em uma utilidade, assistência ou desempenho de uma função, “querer” expressa desejo, intenção ou afeto.

 

            Portanto, “servir” e “querer” são os pilares que representam AÇÃO e VONTADE dentro do nosso movimento.

 

            A trajetória do Lions Internacional é sustentada por uma dinâmica filosófica e prática que une a intenção à ação.  No cerne de todas as atividades desenvolvidas pelos Lions Clubes, destacam-se esses dois verbos fundamentais que operam de forma sinérgica: “querer” e “servir”.  Enquanto “querer” representa a força motriz voluntária, a determinação e a escolha consciente de transformar a realidade, o “servir” é a materialização concreta dessa vontade em benefício das comunidades locais e globais.  Juntos, esses verbos traduzem o lema oficial da nossa Associação, “Nós Servimos”, ilustrando como o desejo individual se converte em impacto coletivo organizado.

 

            No contexto leonístico, o verbo “querer” transcende o desejo superficial e assume o papel de compromisso ético e voluntariado puro.  Ninguém é obrigado a se tornar um Leão; a filiação a um Lions Clube nasce de um ato de livre vontade.  Esse “querer” se manifesta em três níveis essenciais:

 

1.     Vontade de transformação:  O inconformismo diante das mazelas sociais (como a fome, a cegueira evitável e a degradação ambiental) impulsiona os associados a desejarem a mudança;

 

2.     Disponibilidade de recursos:  O voluntário escolhe conscientemente doar o seu tempo, talento e recursos financeiros próprios para a nossa causa, sem expectativa de recompensas materiais.

 

3.     Alinhamento global:  O “querer” individual conecta-se a uma vontade coletiva global, onde mais de 1,4 milhões de associados compartilham dos mesmos ideais de paz e entendimento mundial.

 

            Portanto, o “querer” é a energia potencial do leonismo; sem ele, nossa estrutura organizacional seria inanimada.

 

            Se o “querer” é a intenção, o “servir” é a ação.  Nosso lema não é uma mera frase de efeito, mas o norte operacional de Lions Internacional.  O verbo “servir” ganha vida nas chamadas Causas Globais da nossa instituição, que organizam a atuação dos clubes em frentes críticas.

 

            Servir, para os Lions Clubes, significa aplicar o trabalho humanitário diretamente onde a necessidade é mais urgente, seja por meio de pequenas ações comunitárias ou de grandes projetos financiados pela Fundação de Lions Clubs International (LCIF) em casos de catástrofes naturais.

 

            A eficácia do Lions Internacional reside no equilíbrio perfeito entre o desejar (querer) e o executar (servir).  O “servir” sem o “querer” resultaria em uma atividade mecânica, desprovida de empatia, liderança genuína e sustentabilidade a longo prazo.  Por outro lado, o “querer” sem o “servir” não passaria de utopia ou retórica vazia.

 

            Nos Lions Clubes, essa fusão cria o conceito de “liderança servidora”.  Nossos dirigentes (desde o Presidente de um clube local até o Presidente Internacional) querem assumir responsabilidades administrativas para que a engrenagem do servir continue operando com transparência e eficiência.  A motivação interna (querer) qualifica e humaniza a entrega externa (servir).

 

            Em suma, “servir” e “querer” são os eixos coordenados que definem a identidade e o sucesso histórico do Lions Internacional.  O “querer” mobiliza o coração e a mente do associado, enquanto o “servir” estende as mãos para aliviar o sofrimento humano e desenvolver as comunidades.  Ao longo de mais de um século de história, nossa Associação provou que quando os indivíduos legitimamente QUEREM fazer a diferença, o ato de servir torna-se uma força imparável capaz de transformar o mundo.


52º CONCURSO NACIONAL DE PUBLICAÇÕES LEONISTICAS - BRASIL - 2026

 


Mensagem proferida no Encontro de Editores e Premiação do 52o. CNPL

Inicio com um trecho da poesia de Gabriela Mistral: “Toda a natureza é um serviço. Serve a nuvem, serve o vento, serve a chuva. Onde haja uma árvore para plantar, plante-a você. Onde haja um erro para corrigir, corrija-o você.”

No Ano Leonístico 1974–1975, o Lions Clube de Lorena, sob a liderança do CL Rubem Botelho Guimarães, instituiu o I Concurso Nacional de Boletins, que evoluiu até receber a denominação atual de Concurso Nacional de Publicações Leonísticas. No primeiro certame, 32 boletins participaram, sendo vencedor o “Urro do Riacho”, do LC São Bernardo do Campo – Riacho Grande. Os boletins eram avaliados pelos inscritos e a partir do segundo concurso passou a ser coordenado pelo vencedor do anterior.

Ao longo de 52 anos, o concurso construiu uma trajetória marcante chegando atingir 345 inscrições Houve a criação do Encontro Nacional de Editores; momentos memoráveis, como o II Encontro em Poços de Caldas, MG, com capas de boletins afixadas em painéis no Centro de Convenções, atraindo a atenção dos convencionais, mudança no nome "Encontro Nacional de Publicações Leonísticas" a divisão por periodicidade,a inclusão das edições digitais.

O Concurso despertava interesse ao ponto dos Encontros nas Convenções Nacionais/CNG, a pedido dos editores, serem conduzidos por Governadores em mandato e que tivessem empatia com a comunicação leonística.

Com o avanço da tecnologia, o redistritamento, o abandono das máquinas de datilografia, a diminuição do entusiasmo entre os Dirigentes, Leões, máquinas de datilografia foram aposentadas e a corrida ao computador não foi intensa.

Apesar disso, um grupo resiliente de homens e mulheres manteve firme a chama da comunicação. Graças a esse espírito ultrapassamos cinco décadas ultrapassando intempéries e transformações. Continuamos registrando a voz dos clubes, dos distritos, dos múltiplos, de LCI, LCIF e da sociedade.

Diante da inquietação causada pelo número reduzido de inscritos nos últimos anos, fazemos um apelo para que todos aceitem o desafio e se aproximem daqueles editores que encerraram atividades e juntem-se aos novos com vocação para relações públicas, marketing e comunicação. É hora de promover a revitalização do símbolo maior da comunicação leonística. O Lions necessita de divulgação e de memória.

Retorno com Gabriela Mistral: “Onde haja um trabalho e todos se esquivam, aceite-o você. Seja o que remove a pedra do caminho".

PDG Aristóteles Falcão - Editor do Boletim Centro Avante 1o. lugar 52o. CNPL





51a. SEMANA DE PORTINARI - PINTURA MURAL 15 DE AGOSTO DE 2.026

 





















domingo, 16 de agosto de 2026

LC DE RIB. PRETO CENTRO OBTEVE SUBSIDIO EMERGENCIAL DE LCIF - $ 15.000

     


    Ribeirão Preto e região,  sofreram no dia 24/07/26 uma forte catástrofe climatica.            Chuvas e  ventos de até 120 km/h devastaram a região dessa metrópole causando centenas de  quedas de árvores de grande porte, que destruiu grande parte da rede elétrica,  destelhamento de inúmeras residencias,  centros comerciais e perda total da lavoura em diversas cidades vizinhas. 

    Ruas e avenidas ficaram bloqueadas e vários bairros ficaram sem energia elétrica e sem Internet. Realmente um acontecimento devastador para inúmeras famílias. 

    O Lions Clube Ribeirão Preto Centro elaborou em tempo recorde, um projeto visando a obtenção de Subsídio Emergencial de LCIF (Lions Clube Internacional Fundacion), que pode ser destinado às vítimas de catástrofes naturais. Tal projeto, no valor de 15 mil dólares, foi aprovado em 24horas. 

    Devido a grande devastação ocorrida na região, Ribeirão Preto socorreu também com telhas, madeiramento e cestas básicas, as cidades de Guariba e Dumont, através dos Lions Clubes dessas cidades. 

    Foram contempladas com cestas básicas, cobertores, telhas e madeiramento para telhado, 40 famílias do assentamento Mário Lago, 30 famílias da comunidade Recreio Anhanguera e vários casos isolados.  Toda essa ajuda emergencial só foi possível devido a contribuição de associados de Lions junto a LCIF....


    "Onde há necessidade, o LIONS está presente"...

                                    NÓS SERVIMOS!


MJF SILVIA HELENA CAMPOS SAMARA

Presidente de Região D - LC 6


























































quinta-feira, 13 de agosto de 2026

A METAMORFOSE DO LEONÍSMO ATRAVÉS DA SUA EXISTÊNCIA

 

A METAMORFOSE DO LEONÍSMO

ATRAVÉS DA SUA EXISTÊNCIA

 



PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI 

 

            A história do Lions Internacional é uma crônica de adaptação humanitária.  Desde a sua fundação, em Chicago, nos Estados Unidos, a nossa entidade migrou de um modelo focado em interesses comerciais e networking de negócios para se consolidar como a maior organização de clubes de serviço do mundo.  Vou procurar, a seguir, descrever, resumidamente, as principais fases, transformações estruturais e a evolução filosófica do leonismo ao longo de mais de um século de existência.

 

            No início do século XX os Estados Unidos vivenciavam a proliferação de “clubes de negócios”, circuitos fechados de empresários focados no benefício financeiro mútuo.

 

            Uma assembleia constituinte realizada no ano de 1917 fundou o Lions.  Contudo, a verdadeira metamorfose ideológica ocorreu na Convenção realizada em Dallas, no Texas, em outubro daquele mesmo ano.  Naquela ocasião, foram aprovados os Objetivos do Leonismo e o Código de Ética.  Este documento trouxe uma cláusula revolucionária para a época: nenhum clube teria como objetivo o enriquecimento financeiro de seus membros.  Esse corte umbilical com o corporativismo converteu o Lions em uma instituição puramente filantrópica.

 

            Na sequência, a internacionalização do movimento impôs a necessidade de uma identidade global e maleável a diferentes culturas:

 

·         1920:  A fundação do Clube de Windsor, em Ontário, no Canadá, internacionalizou nossa Associação.

 

·         1925:  Durante a Convenção de Ohio, Helen Keller desafiou os Leões a se tornarem “Cavaleiros dos cegos na cruzada contra a escuridão”.  Este evento alterou permanentemente o foco central de serviços da nossa organização, elegendo a visão como a bandeira mestre do leonismo.

 

·         1926:  A expansão da Associação chegou à América Latina, através de Cuba.  E na década de 1950 espalhou-se de forma robusta pela América do Sul, com forte penetração no Brasil (o primeiro clube brasileiro foi fundado no Rio de Janeiro, em 1952, por Armando Fajardo).

 

            Durante a Segunda Guerra Mundial, o Lions demonstrou alto valor geopolítico.  Seus membros atuaram fortemente na assistência civil e no suporte a refugiados.  O prestígio acumulado fez com que o Lions Internacional fosse convidado, em 1945, a ajudar a redigir a seção de Organizações Não Governamentais (ONGs) da Carta das Nações Unidas (ONU), mantendo até hoje o status consultivo junto àquela instituição.

 

            Conforme nossa organização crescia em número de associados, as demandas comunitárias exigiam um braço financeiro robusto que ultrapassasse as mensalidades locais.  Em 1968, foi criada a Fundação de Lions Clubs International (LCIF).

 

            A metamorfose aqui foi estrutural.  A LCIF permitiu centralizar doações multimilionárias e canalizá-las para catástrofes humanitárias, campanhas de vacinação em massa e projetos de estruturas médicas de grande porte.  A fundação transformou o Lions de uma rede de clubes de ajuda mútua local em um player de peso no cenário do desenvolvimento socioeconômico global, estabelecendo parcerias com entidades como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Fundação Bill & Melinda Gates (com destaque para a iniciativa de erradicação do sarampo).

 

            Por sete décadas o leonismo foi uma organização exclusivamente masculina.  As mulheres atuavam nos bastidores ou em clubes auxiliares conhecidos como “Lionesses” (Domadoras, no Brasil).

 

            Em 1987, a Convenção Internacional aprovou a admissão de mulheres como associadas plenas do Lions.  Essa transição demográfica oxigenou a nossa instituição e alterou a dinâmica de liderança.  O ápice dessa evolução ocorreu na Convenção de Las Vegas, em 2018, quando Gudrum Yngvadottir, da Islândia, tomou posse como a primeira Presidente Internacional da história da Associação, seguida posteriormente por outras lideranças femininas de destaque, como Patti Hill.

 

            A transição para o século XXI exigiu que o Lions modernizasse sua plataforma de metas.  O assistencialismo pontual deu lugar a metas mensuráveis e alinhadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU.  Nossa organização unificou forças em torno das suas principais Causas Globais:

 

·         Visão:  Continuidade do combate à cegueira evitável (Programa SightFirst);

 

·         Diabetes:  Conscientização, triagem e apoio a portadores de uma das doenças crônicas que mais crescem no mundo.

 

·         Fome:  Distribuição de alimentos e programas de segurança alimentar em comunidades vulneráveis.

 

·         Meio ambiente:  Plantio de árvores, preservação de recursos hídricos e reciclagem.

 

·         Câncer infantil:  Suporte psicossocial e financeiro a crianças em tratamento e suas famílias.

 

            Esta transição para causas específicas permitiu uma comunicação mais clara com as gerações mais jovens e deu foco estratégico às ações locais.

 

            O leonismo enfrenta atualmente o desafio de se manter relevante na era digital e atrair novas gerações.  A resposta da nossa Associação tem sido pautada em dois pilares:

 

·         Tecnologia:  A transição dos antigos livros de registro e relatórios em papel para ecossistemas digitais, como o portal MyLions.  Esse aplicativo e plataforma unificada permitem que Leões do mundo inteiro reportem suas horas de serviço, compartilhem projetos e meçam o impacto real em tempo real.

 

·         Novos modelos de Clubes:  Diante da escassez de tempo das novas gerações, o Lions flexibilizou sua estrutura rígida.  Surgiram os clubes virtuais, clubes universitários e clubes de interesse especial (centrados em uma atividade comum, como maratonistas ou ecologistas).  Os Distritos investem fortemente nos Clubes LEO, o braço juvenil da nossa organização, que prepara lideranças jovens desde a adolescência.

 

            A metamorfose do leonismo demonstra uma transição adaptativa contínua.  Nossa organização que nasceu para conectar comerciantes em Chicago converteu-se em uma força humanitária global com mais de 1,4 milhão de associados presentes em mais de 200 países e áreas geográficas.  Ao preservar o seu lema original adotado em 1954 (“Nós Servimos”) e, simultaneamente, revolucionar suas políticas de gênero, ferramentas tecnológicas e causas humanitárias, o Lions Internacional prova que a tradição e a modernidade podem coexistir no voluntariado internacional.

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.