O Leão perfeito não mente, não bebe,
não briga, não discute, não erra
e... não existe!
PDG MJF ANTONIO DOMINGOS
ANDRIANI (*)
Esta
minha despretensiosa mensagem resume, de forma bem-humorada, uma verdade
universal: a perfeição humana é uma ilusão
Viver
tentando alcançar o “status de perfeito” é uma armadilha emocional. Quando exigimos que um parceiro, um amigo ou
nós mesmos operemos sem cometer deslizes, criamos relações superficiais e
baseadas na repressão de sentimentos.
Os
conflitos, os erros e os momentos de fragilidade não são defeitos de sistema;
eles são o próprio sistema. É através da
resolução de uma discussão ou do aprendizado após um erro que os laços se
fortalecem e o amadurecimento real acontece.
A
frase deste título tem alguns significados;
·
Desmistificação do ideal: O texto
descontrói a expectativa irreal de encontrar alguém sem falhas.
·
Aceitação da vulnerabilidade:
Errar, discutir e ter fraquezas são características intrínsecas da nossa
existência.
·
Alívio da autoconfiança: A
mensagem serve como um lembrete para não cobrarmos de nós mesmos uma conduta
impecável.
O Leão é um cidadão comum
que escolhe transformar a sua comunidade por meio do serviço voluntário, agindo
com empatia apesar das suas próprias imperfeições. Ser membro de um Lions Clube não exige
santidade, mas sim o compromisso de fazer a diferença.
A
realidade do voluntariado possui algumas situações específicas:
·
Cidadãos comuns: São
profissionais, pessoas comuns, pais, vizinhos e amigos com rotinas normais.
·
Limitações humanas: Possuem
falhas, dias ruins, cansaço e opiniões divergentes.
·
União pela causa: A força de um
Lions Clube surge da soma de diferentes qualidades e defeitos.
·
Foco de ação: O impacto
humanitário importa mais do que e perfeição individual.
Tendo nosso Código de Ética
como guia, Lions Internacional não exige perfeição, mas oferece um norte
claro:
·
Buscar o sucesso: Desejar o topo,
mas aceitar apenas o sucesso que for justo.
·
Praticar a empatia: Colocar a
ajuda ao próximo acima do ganho pessoal.
·
Construir pontes: Praticar a
amizade como um fim e não como um meio.
·
Lealdade cívica: Dar o seu melhor
pela comunidade e pela nação.
A
busca pela perfeição é uma armadilha psicológica que gera frustração e
paralisação. Como o provérbio ilustra,
tentar ser o “Leão perfeito” (alguém isento de erros, falhas ou emoções)
é incompatível com a natureza humana.
Abraçar nossa vulnerabilidade é o verdadeiro caminho para o crescimento
pessoal e relacionamentos autênticos.
A
sabedoria popular, ao descrever o “Leão perfeito” como uma criatura que
não mente, não bebe, não briga e não erra, nos presenteia com uma verdade
irrefutável: a perfeição é uma fantasia.
Em um mundo onde a pressão e as redes sociais frequentemente exigem
imagens impecáveis de sucesso e conduta, é fundamental descontruir esse mito
para garantir a nossa saúde mental e o nosso bem-estar.
Quando
exigimos de nós mesmos uma postura inabalável – onde a raiva nunca é expressa,
o erro nunca é cometido e a exaustão nunca é sentida – entramos em um círculo
de autossabotagem. A repressão de
emoções e a negação dos nossos limites naturais não nos tornam mais fortes;
pelo contrário, nos tornam mais vulneráveis ao adoecimento físico e
mental. A falha não é o oposto do
sucesso, mas sim uma etapa fundamental do processo de aprendizagem e da nossa
jornada humana.
O
conceito de que o Leão “não existe” nos liberta do peso de sermos
sobre-humanos. É exatamente na aceitação
de nossas imperfeições que reside a nossa humanidade. Quando nos permitimos errar, sentir e
discordar, abrimos espaço para o autoconhecimento e para a empatia. Relacionamentos verdadeiros, sejam pessoais
ou profissionais, são construídos sobre a base da vulnerabilidade e da
transparência, e não de uma fachada inalcançável.
Abraçar
a própria humanidade significa reconhecer que a excelência é um objetivo
saudável e alcançável, enquanto a perfeição é uma utopia tóxica. Em vez de gastarmos energia escondendo nossas
falhas ou tentando nos adequar a um padrão irreal, devemos canalizar nossos
esforços para a melhoria contínua.
Errar, aprender, perdoar e recomeçar são os
verdadeiros pilares de uma vida equilibrada e significativa.
Por
fim, aceitar que o “Leão perfeito não existe” é o primeiro passo para
assumir o controle da própria história, trocando a cobrança incessante pela
autocompaixão e pelo desenvolvimento real.
Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.
(*) Associado
do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista
Ex-Governador
1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)
Membro
do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6
Associado
da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil
Confrade
do APLIONS-Apaixonados por Lions
E-mail: andriani.ada@gmail.com

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