Ilusões e devaneios de outono...
QUANTOS SIMBOLISMOS PODERÍAMOS
EXPRESSAR DIANTE DA LETRA “L”
DO EMBLEMA DO LIONS ?
PDG MJF ANTONIO DOMINGOS
ANDRIANI (*)
Todos
sabem que a letra “L” existente no emblema da nossa
Associação representa o nome da sua estrutura jurídica oficial: “LIONS”.
ISSO
É UM FATO REAL!
Apesar disso, sempre
tive curiosidade de tentar imaginar, simbolizar ou até mesmo me envolver em
devaneios tentando desvendar que outras expressões seriam possíveis de advir
daquela letra “L” tão vigorosa e significativa em
nosso movimento. Poderia ser “Liberdade”? Ou
“Lealdade”? Talvez a “Liderança” tão utilizada
em nosso movimento? Ou mesmo a “Lei” que deve estar sempre
acima de tudo?
Após
pesquisa elaborada, vou procurar divagar ou mesmo refletir sobre a realidade
desses quatro inimagináveis e ilusórios simbolismos que poderiam representar
aquela letra “L”, que reconheço ser tão somente abstratos:
LIBERDADE:
Dentro
da filosofia de Lions Internacional a palavra liberdade não é apenas um
conceito abstrato, mas um dos pilares fundamentais que sustentam a própria
identidade da nossa organização.
Para
entender a liberdade sob a ótica leonística, é preciso analisa-la através de
três dimensões;
1. Liberdade como autodeterminação e
democracia.
2. Liberdade em relação às pessoas
(liberdade para servir).
3. Liberdade através da promoção da
autonomia.
No contexto de Lions a
liberdade está intrinsicamente ligada ao respeito pelas instituições
democráticas e pela soberania. A
filosofia leonística entende que o serviço humanitário floresce melhor em
ambientes onde há: a) Liberdade de
pensamento: O incentivo ao debate ético e a troca de ideias entre os
associados; b) Cidadania ativa: A crença
de que um individuo livre tem o dever moral de contribuir para o bem estar da
sua comunidade, sem ser coagido por qualquer órgão público, mas por iniciativa
própria.
Provavelmente
o aspecto mais profundo da filosofia leonística seja a distinção entre “liberdade
de” para “liberdade para”.
Não é o egoísmo (A liberdade do Lions não é o direito de ignorar o
próximo). É o compromisso voluntário (é
a escolha consciente de abdicar de parte do seu tempo e recursos em favor dos
desvalidos. Como diz o Código de Ética
do Leão: “Duvidar da retidão de qualquer amizade que, por uma vantagem
pessoal, possa ser sacrificada”. Aqui,
a liberdade é exercida através do desprendimento.
Nosso
movimento não vê a liberdade apenas como um conceito político, mas como uma
condição prática para que o serviço social procura restaurar. Quando o Lions trabalha em causas como visão
ou combate à fome, ele está procurando libertar o desvalido de suas
limitações: a) Libertar da cegueira:
Proporcionar visão é dar autonomia de movimento e escolha: b) Libertar da necessidade: O alívio da fome
permite que uma pessoa recupere sua dignidade e capacidade de decidi seu
próprio futuro.
No
leonismo, a liberdade é o solo onde a inteligência (conhecimento) e a segurança
(estabilidade social) são plantadas para gerar o fruto do serviço. É uma liberdade com responsabilidade,
sintetizada no lema “Nós Servimos”.
A
liberdade leonística é, em resumo, a convicção de que somos livres para
construir um mundo onde ninguém seja escravo da pobreza, da doença ou da falta
de oportunidades.
LEALDADE:
No
movimento leonístico a lealdade não é vista apenas como um sentimento de
fidelidade cega, mas como um pilar ético fundamental que sustenta o serviço
comunitário e a coesão do grupo. Ela
está intrinsecamente ligada ao Código de Ética do Leão e aos Propósitos
de Lions Internacional.
A lealdade pode ser entendida sob
três perspectivas principais:
1. Lealdade dos princípios e objetivos.
2. Lealdade interpessoal
(companheirismo).
3. Lealdade à comunidade e à Pátria.
Em nosso movimento, a
lealdade começa com a missão de servir, ou seja: a) Integridade no serviço: Agir de forma
altruísta, garantindo que o bem comum esteja sempre acima de interesses
pessoais ou políticos; b) Solidariedade
com companheirismo: Apoiar os outros associados do clube, cultivando um
ambiente de confiança mútua; c) Crítica construtiva versus lealdade: Ser leal
não significa concordar com tudo, mas sim expressar a discordância de forma
ética e interna, defendendo a unidade do clube perante comunidade externa.
O
Código de Ética do Leão menciona explicitamente a lealdade para com o país, o
estado e a comunidade, detalhando: a)
Cidadania ativa: O Leão é incentivado a ser um cidadão exemplar, sendo leal às
instituições democráticas e trabalhando para o progresso da sua
localidade; b) Responsabilidade social:
É a fidelidade à promessa de não ignorar a necessidade dos desamparados.
A
síntese do Código de Ética, que traz um dos pontos mais emblemáticos sobre a
lealdade na filosofia leonística diz: “Ser leal com meus semelhantes e
sincero comigo mesmo”. Esta frase
resume que a lealdade externa (com os outros) é impossível sem a integridade
interna. Se um Leão não é fiel aos seus
próprios valores morais, ele não poderá ser verdadeiramente leal ao seu clube
ou à causa humanitária.
Por
que a lealdade é vital para o leonismo?
Porque clubes leais retém associados por mais tempo e evitam divisões
internas! Por que a comunidade confia no
Lions porque vê uma organização unida e fiel aos seus propósitos! Porque os projetos humanitários complexos
exigem que todos os envolvidos sejam leais ao cronograma e aos objetivos
traçados!
LIDERANÇA:
Dentro
da filosofia de Lions Internacional, a liderança não é vista como um cargo de
prestígio ou uma posição de poder hierárquico, mas sim como uma ferramenta de
serviço. Nosso lema mundial é a base
sobre a qual todo o conceito de liderança leonística é construído.
Pode-se
entender a liderança no movimento leonístico através de três pilares
fundamentais:
1. Liderança servidora (O líder que
serve).
2. Desenvolvimento do potencial humano.
3. Ética e Integridade.
No Lions, o líder não é
quem manda, mas quem viabiliza. A
filosofia baseia-se no conceito de que a maior honra de um líder é a capacidade
de remover obstáculos para que seus companheiros possam servir a comunidade de
forma mais eficiente. Ele precisa: a) Ter empatia: Entender as necessidades da comunidade antes
de propor soluções; b) Ter humildade:
Reconhecer que o sucesso de um projeto é do clube, enquanto a responsabilidade
pelos desafios é dividida.
Uma
das marcas registradas do movimento leonístico é a crença de que liderança se
aprende. O Lions funciona como uma
escola de líderes através de: a)
Capacitação: O Instituto de Liderança de Lions (como o ELLI e o ALLI) oferece
treinamentos estruturados de oratória, gestão de tempo, resolução de conflitos
e planejamento estratégico; b) Rotatividade: O sistema de mandatos anuais
garante que diferentes associados assumam responsabilidades, impedindo a
estagnação e promovendo a renovação constante de ideias; c) Mentoria: Os Leões mais experientes tem o
dever filosófico de preparar os novos associados para o comando, garantindo a
sustentabilidade do nosso movimento.
A
liderança leonística é indissociável da conduta moral. Um líder dentro do Lions deve seguir os
Propósitos e o Código de Ética, que pregam:
a) Lealdade: Ser fiel aos princípios do nosso movimento e à Pátria; b) Amizade: Promover o companheirismo como um
fim em si mesmo, entendendo que laços fortes entre os associados geram melhores
serviços; c) Incorruptibilidade:
Praticar a liderança com transparência absoluta, especialmente na gestão de
fundos públicos e doações.
Em
resumo, a liderança no Lions é a ponte entre a boa vontade e o resultado
prático. Sem liderança, o desejo de
ajudar permanece apenas como um sentimento;
com liderança, esse sentimento se transforma em projetos estruturados,
parcerias sólida e transformação social.
“A
maior recompensa de um líder leonístico não é o título que carrega, mas a
satisfação de ver uma necessidade atendida graças à união de esforços que ele
ajudou a coordenar.”
LEI:
O
conceito de lei, dentro da filosofia do leonismo, transcende a ideia de um
código jurídico punitivo ou de um conjunto de regras burocráticas. A lei, no movimento leonístico, é entendida
como um compromisso ético, uma bússola moral e um pacto de convivência.
Para
compreender essa visão, é preciso analisar três pilares fundamentais que já
estão arraigados no leonismo: o Código de Ética do Leão, os Propósitos de Lions
Internacional e o espírito do “Nós Servimos”.
No
leonismo, a lei maior é o seu Código de Ética.
Ele não dita o que é proibido, mas sim o que é esperado das pessoas em
sua vida pública e privada, estabelecendo:
a) Integridade profissional (A lei leonística exige que o sucesso não
seja procurado a qualquer preço. O lucro
ou a ascensão social somente são legítimos se forem obtidos de forma
digna); b) A regra de ouro (“Não se
pode ir muito longe se não se começar a fazer algo por outrem”. Esta é a lei fundamental da reciprocidade
humana que norteia nosso movimento).
Diferente
de correntes filosóficas anarquistas ou puramente individualistas, o leonismo
prega o respeito incondicional às leis do país e às normas da comunidade.
“O
SERVIÇO É O ALUGUEL QUE PAGAMOS PELO ESPAÇO QUE OCUPAMOS NA TERRA”. Esta máxima resume como a lei leonística
transforma o dever em prazer através da coletividade.
Um
fraterno abraço leonístico a todas e a todos.
(*) Associado do Lions Clube de Ribeirão
Preto-Jardim Paulista
Ex-Governador 1997-1988 do
Distrito L-17 (atual LC-6)
Membro da AGDL-Associação dos
Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil
Confrade do APLIONS-Apaixonados
por Lions
E-mail: andriani.ada@gmail.com

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