segunda-feira, 5 de outubro de 2026

NOSTALGIA E FANTASIA SÃO SUBSTANTIVOS NÃO CONDIZENTES COM A PRÁTICA LEONÍSTICA

 




NOSTALGIA E FANTASIA SÃO SUBSTANTIVOS NÃO CONDIZENTES COM A PRÁTICA LEONÍSTICA

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI 

 

            “Nostalgia e fantasia são substantivos não condizentes com a prática leonística”.  Esta frase reflete o pragmatismo e o compromisso com o impacto real que definem o Lions Internacional.  No contexto do leonismo, essa afirmação serve como uma diretriz filosófica e prática: ela separa o saudosismo estéril (nostalgia) e o idealismo utópico (fantasia) da ação comunitária concreta, planejada e mensurável que a nossa Associação exige dos seus associados.

 

         Para compreender a fundo a afirmação, torna-se necessário analisar o impacto negativo que a nostalgia e a fantasia podem exercer sobre uma organização de serviços como a nossa:

 

·       O perigo da nostalgia:  A nostalgia evoca um apego excessivo ao passado (a uma “época de ouro” de um determinado clube, a métodos antigos de arrecadação ou a dinâmicas sociais que já não correspondem à realidade demográfica e tecnológica atual).  No leonismo, o saudosismo paralisa; ele impede a inovação, afasta as novas gerações e dificulta a adaptação dos clubes às novas mazelas sociais.  Ele se manifesta, também, quando alguns associados insistem em discursos como “antigamente o Lions era melhor” ou “o leonismo não é mais o mesmo”.  Esse apego excessivo ao passado e às velhas tradições pode travar a inovação, dificultar a modernização dos clubes e afastar novas lideranças jovens.  O lado positivo da nostalgia é que ela serve para ser usada como memória afetiva para resgatar o orgulho da herança e da história centenária de serviço social da nossa organização, servindo de base para continuar o trabalho.

 

·       O risco da fantasia:  A fantasia é interpretada como um estado de devaneio ou criação de expectativas irreais dentro de um Lions Clube.  Significa idealizar metas grandiosas, sonhar com projetos comunitários colossais ou planejar o crescimento do clube apenas “no papel”, sem traçar um plano de ação real ou sem os pés no chão.  E tem mais:  no leonismo, um líder que vive na “fantasia” pode se perder em vaidades, títulos ou no voluntariado puramente teórico, esquecendo-se da essência prática do nosso lema principal, que é o “Nós Servimos”.

 

          A prática leonística se fundamente em nosso lema internacional.  Para que esse lema se materialize, o nosso movimento substitui a nostalgia e a fantasia por dois pilares de gestão e ação social:

 

1.    Visão de futuro e inovação (contra a nostalgia).

2.    Planejamento estratégico e metas reais (contra a fantasia).

 

VISÃO DO FUTURO E INOVAÇÃO:

 

          O Lions Internacional sobrevive há mais de um século porque soube se modernizar.  O desenvolvimento das atividades locais exige que os Leões olhem para frente:

 

·       Renovação de lideranças:  Incentivo à entrada de jovens (através dos Leo Clubes) e diversificação dos quadros associativos.

 

·       Uso da tecnologia:  Digitalização de processos, relatórios na plataforma digital “Lion Portal” e captação de recursos via canais modernos.

 

·       Foco nas Causas Globais:  O direcionamento para as áreas críticas atuais (diabetes, visão, fome, meio ambiente ou câncer Infantil) exige abordagens científicas e contemporâneas, e não métodos obsoletos.

 

          PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E METAS REAIS:

 

         O leonismo não se apoia no assistencialismo improvisado, mas sim no empreendedorismo social.  As atividades são desenvolvidas com base em critérios rigorosos:

 

·       Estudo de necessidades locais:  Antes de lançar uma campanha, o clube realiza um diagnóstico real da comunidade.  Não se fantasia o que o povo precisa; descobre-se.

 

·       Apoio da LCIF:  A liberação de subsídios internacionais exige projetos técnicos pormenorizados, auditorias, cronogramas e relatórios de impacto.  A fantasia não resiste ao crivo técnico de uma das maiores fundações filantrópicas do mundo.

 

·       Resultados mensuráveis:  O sucesso de uma atividade leonística é medido pelo número de pessoas atendidas, exames realizados ou quilos de alimentos distribuídos, afastando qualquer subjetividade idealista.

 

          Concluindo-se, a frase em análise não anula o respeito à rica história do Lions (tradição) nem bloqueia a capacidade de sonhar com um mundo melhor (aspiração).  Pelo contrário; ela reposiciona esses sentimentos.  A tradição deve servir de alicerce inspirador (e não de âncora nostálgica).  O sonho deve se transformar em meta planejada (e não em fantasia inerte).

 

         Portanto, a prática leonística é essencialmente pés no chão, mãos à obra e olhos no futuro.  O verdadeiro Leão compreende que a dor e a necessidade das comunidades são reais e imediatas, exigindo, em resposta, uma dedicação igualmente concreta, técnica e despida de ilusões.

 

         Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.


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