VIVER NÃO É ESPERAR A TEMPESTADE
PASSAR. É APRENDER A DANÇAR NA CHUVA
PDG MJF ANTONIO DOMINGOS
ANDRIANI
A
frase do título desta matéria serve como uma metáfora perfeita para o espírito
de resiliência e proatividade. Diante
das adversidades globais e locais, a postura passiva de aguardar tempos
melhores não transforma a realidade; é a ação direta e corajosa que reconstrói
comunidades. No cenário do terceiro
setor, essa filosofia encontra sua tradução prática mais expressiva nas
atividades desenvolvidas pelos Lions Clubes e pelo Lions Internacional,
organizações que se dedicam a transformar crises em oportunidades de serviço
humanitário.
As
“tempestades” do mundo contemporâneo manifestam-se de diversas formas: a fome
crônica, as crises de saúde pública, a degradação ambiental, o avanço do
diabetes e o impacto devastador do câncer infantojuvenil. Em vez de recuar diante da magnitude desses
problemas, o Lions Internacional estruturou suas frentes de trabalho exatamente
onde as necessidades são mais agudas.
Por
meio de suas Causas Globais, os Leões não esperam que os governos ou o tempo
resolvam as mazelas sociais. Eles agem
diretamente na chuva:
·
Alívio à fome: Distribuição de
alimentos e criação de bancos de alimentos em períodos de crises econômicas.
·
Meio ambiente: Campanhas de
plantio de árvores e despoluição, mitigando os efeitos das mudanças climáticas.
·
Visão: O tradicional programa
SightFirst que combate a cegueira evitável mesmo em regiões de extrema
vulnerabilidade.
Se há um momento em que a
tempestade é literal e devastadora, é durante os desastres naturais. Terremotos, enchentes e furacões deixam
rastros de destruição que poderiam paralisar qualquer comunidade. É nesse momento que a Fundação de Lions Clubs
International (LCIF) entra em ação.
A
LCIF não aguarda o fim dos períodos de calamidade para planejar o auxílio. Através de subsídios de emergência, os fundos
são liberados imediatamente para que os Lions Clubes locais comprem água,
alimentos, remédios e roupas. Os Leões
vestem seus coletes amarelos e vão para as ruas inundadas ou bairros
destruídos. Essa atuação imediata
demonstra que o Lions aprendeu a “dançar na chuva”, transformando o desespero
de quem perdeu tudo em esperança de recomeço.
No
âmbito local, cada Lions Clube funciona como um farol de resiliência. Durante crises de desemprego ou isolamento
social em uma comunidade, os clubes locais identificam as demandas invisíveis. Elas mobilizam o comércio, organizam exames
preventivos de diabetes e apoiam escolas públicas.
Mais
do que ajuda material, o Lions desenvolve o potencial humano através do
estímulo à liderança de jovens (por meio dos Clubes de LEO). Ensinar a juventude a liderar em tempos
difíceis é a garantia de que as próximas gerações também saberão como enfrentar
suas próprias tempestades com altruísmo e resiliência.
A
essência do Lions, “Nós Servimos”, é a própria personificação do aprender a
dançar na chuva. Onde o cidadão comum
enxerga uma barreira instransponível, o Leão enxerga uma oportunidade de
estender a mão. Ao longo de mais de um
século de história, o Lions Internacional provou que a verdadeira liderança
humanitária não se faz na calmaria, mas sim na capacidade de manter o sorriso,
o companheirismo e o trabalho firme sob o pior temporal.
Um
fraterno abraço a todas e a todoa.

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