quarta-feira, 9 de setembro de 2026

 


VIVER NÃO É ESPERAR A TEMPESTADE PASSAR.  É APRENDER A DANÇAR NA CHUVA

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI 




 

            A frase do título desta matéria serve como uma metáfora perfeita para o espírito de resiliência e proatividade.  Diante das adversidades globais e locais, a postura passiva de aguardar tempos melhores não transforma a realidade; é a ação direta e corajosa que reconstrói comunidades.  No cenário do terceiro setor, essa filosofia encontra sua tradução prática mais expressiva nas atividades desenvolvidas pelos Lions Clubes e pelo Lions Internacional, organizações que se dedicam a transformar crises em oportunidades de serviço humanitário.

 

            As “tempestades” do mundo contemporâneo manifestam-se de diversas formas: a fome crônica, as crises de saúde pública, a degradação ambiental, o avanço do diabetes e o impacto devastador do câncer infantojuvenil.  Em vez de recuar diante da magnitude desses problemas, o Lions Internacional estruturou suas frentes de trabalho exatamente onde as necessidades são mais agudas.

 

            Por meio de suas Causas Globais, os Leões não esperam que os governos ou o tempo resolvam as mazelas sociais.  Eles agem diretamente na chuva:

 

·        Alívio à fome:  Distribuição de alimentos e criação de bancos de alimentos em períodos de crises econômicas.

 

·        Meio ambiente:  Campanhas de plantio de árvores e despoluição, mitigando os efeitos das mudanças climáticas.

 

·        Visão:  O tradicional programa SightFirst que combate a cegueira evitável mesmo em regiões de extrema vulnerabilidade.

 

            Se há um momento em que a tempestade é literal e devastadora, é durante os desastres naturais.  Terremotos, enchentes e furacões deixam rastros de destruição que poderiam paralisar qualquer comunidade.  É nesse momento que a Fundação de Lions Clubs International (LCIF) entra em ação.

 

            A LCIF não aguarda o fim dos períodos de calamidade para planejar o auxílio.  Através de subsídios de emergência, os fundos são liberados imediatamente para que os Lions Clubes locais comprem água, alimentos, remédios e roupas.  Os Leões vestem seus coletes amarelos e vão para as ruas inundadas ou bairros destruídos.  Essa atuação imediata demonstra que o Lions aprendeu a “dançar na chuva”, transformando o desespero de quem perdeu tudo em esperança de recomeço.

 

            No âmbito local, cada Lions Clube funciona como um farol de resiliência.  Durante crises de desemprego ou isolamento social em uma comunidade, os clubes locais identificam as demandas invisíveis.  Elas mobilizam o comércio, organizam exames preventivos de diabetes e apoiam escolas públicas. 

 

            Mais do que ajuda material, o Lions desenvolve o potencial humano através do estímulo à liderança de jovens (por meio dos Clubes de LEO).  Ensinar a juventude a liderar em tempos difíceis é a garantia de que as próximas gerações também saberão como enfrentar suas próprias tempestades com altruísmo e resiliência.

 

            A essência do Lions, “Nós Servimos”, é a própria personificação do aprender a dançar na chuva.  Onde o cidadão comum enxerga uma barreira instransponível, o Leão enxerga uma oportunidade de estender a mão.  Ao longo de mais de um século de história, o Lions Internacional provou que a verdadeira liderança humanitária não se faz na calmaria, mas sim na capacidade de manter o sorriso, o companheirismo e o trabalho firme sob o pior temporal.

 

            Um fraterno abraço a todas e a todoa.


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