“BOI PRETO CONHECE BOI PRETO”
PDG MJF ANTONIO DOMINGOS
ANDRIANI
O título que encima esta mensagem é
um ditado popular brasileiro que significa que pessoas com as mesmas
características, vícios ou segredos conseguem se reconhecer facilmente, mesmo
que tentem esconder essas qualidades do resto do mundo.
Embora
use uma metáfora rural, a frase não tem origem comprovada no meio
campestre. Ela foi amplamente
popularizada pelo famoso estilista Clodovil Hernandes (nasceu em 17 de junho de
1937 e faleceu em 17 de março de 2009, aos 71 anos). Ele a utilizava, inicialmente, para se
referir ao radar que homoxessuais têm para identificar outros. Uma das citações mais famosas ocorreu em uma
entrevista à revista Veja em 2006, onde ele utilizou o termo como uma “metáfora
zoológica” para dizer que sabia identificar seus iguais.
Depois
daquela passagem, e com o passar do tempo, o uso da expressão se expandiu para
além da questão de gênero e passou a ser aplicada em diversos contextos sociais
e políticos: a) Malandragem (indica que
um trambiqueiro ou “esperto” reconhece outro à distância; b) Afinidade de caráter (é usada para dizer
que pessoas de má índole ou que compartilham interesses escusos tendem a se
identificar e se agrupar; c)
Identificação de grupos (em um sentido mais neutro, pode significar apenas que
pessoas que compartilham uma mesma vivência ou nicho se entendem sem precisar
de muitas palavras).
A
frase se assemelha a outros ditados amplamente conhecidos, como: “olha com
quem tu andas, que eu te direi quem és” ou “farinha do mesmo saco”,
reforçando a ideia de que os semelhantes se atraem e se reconhecem.
Mas,
neste ponto, eu paro com essas subjetividadesç para indagar: esse ditado brasileiro “boi preto conhece
boi preto” pode ser enquadrado dentro do movimento leonístico?
Esse
ditado popular refere-se à identificação imediata entre as pessoas que
compartilham as mesmas características, valores ou propósitos. No contexto do leonismo, essa expressão pode
ser enquadrada através de três pilares fundamentais:
1. Identidade e propósito comum.
2. O companheirismo como reconhecimento.
3. Fortalecimento da rede do bem.
Nosso movimento reúne
pessoas com o espírito de servir (“Nós Servimos”). Assim como no ditado, um Leão reconhece
outro não apenas pelo “pin” na lapela, mas pela disposição intrínseca de
ajudar a comunidade. É a identificação
por meio de um “DNA solidário” compartilhado.
Dentro
do ambiente de um Lions Clube, o ditado ilustra o forte laço de amizade. Só quem vive a rotina do voluntariado entende
os desafios e as gratificações dessa escolha.
Esse reconhecimento mútuo facilita a colaboração, pois os associados
sabem que estão cercados por pares que operam na mesma frequência ética e
operacional.
O
enquadramento também passa pela confiança.
No Lions, a expressão ganha um tom positivo de credibilidade: você
confia em outro Leão para um projeto porque reconhece nele os mesmos princípios
de liderança e serviço que você pratica.
É a ideia de que “quem é do bem, reconhece quem é do bem”.
Para o Lions, o ditado simboliza a
afinidade eletiva que une voluntários em torno de uma causa maior, criando uma
unidade de ação baseada na semelhança de ideais.
Um
fraterno abraço leonistico a todas e a todos.

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