quarta-feira, 21 de outubro de 2026

A CURA QUE COMEÇA EM NÓS: CURAR, ACOLHER, PERTENCER E SERVIR


INSTRUÇÃO LEONÍSTICA




A CURA QUE COMEÇA EM NÓS: CURAR, ACOLHER, PERTENCER E SERVIR


Companheiro(a)s  Leão, LEOS, Leãozinhos e Domadoras do nosso grandioso e acolhedor DMLD!


Hoje, quero convidar cada um de vocês a refletir sobre uma palavra que carrega um significado profundo em nossas vidas: CURA.


Quando falamos em cura, nosso primeiro pensamento é a cura de uma enfermidade. Pensamos em nossos Companheiros Leão, familiares e amigos que enfrentam momentos difíceis, que aguardam um diagnóstico, passam por tratamentos ou encontram-se em um leito hospitalar, alimentando a esperança de recuperar a saúde.


A essas pessoas, queremos transmitir nosso carinho, nossa solidariedade e nossa presença. Que nunca lhes faltem mãos amigas, palavras de conforto e pessoas dispostas a caminhar ao seu lado. A cura de uma enfermidade nem sempre depende de nós, mas o acolhimento, a amizade e o apoio que oferecemos podem tornar essa caminhada menos dolorosa.


Às vezes, não temos o poder de curar o corpo de alguém, mas podemos ajudar a aliviar o peso que essa pessoa carrega no coração.


E é justamente aqui que começa a nossa reflexão leonística.


A cura da humanidade começa na maneira como tratamos o próximo


Vivemos em um mundo que precisa de cura. Cura para a indiferença, para a intolerância, para o egoísmo, para as palavras que machucam e para os julgamentos que afastam as pessoas.


Precisamos curar a dificuldade de ouvir, a pressa em condenar e a falta de disposição para compreender a realidade do outro.


Quantas amizades poderiam ser preservadas se houvesse mais diálogo? Quantas famílias encontrariam mais harmonia se existisse mais compreensão? Quantos companheiros continuariam caminhando juntos se, diante de uma divergência, escolhessem estender a mão em vez de virar as costas?


A humanidade não precisa apenas de grandes descobertas. Precisa também de pequenos gestos de humanidade.


Precisamos reaprender a respeitar, perdoar, acolher e reconhecer que ninguém é perfeito. Todos nós temos nossas dificuldades, nossas limitações e nossos momentos de fragilidade.


Curar a humanidade é devolver às relações humanas aquilo que nunca deveria ter sido perdido: o respeito, a empatia, a amizade e o amor ao próximo.


A cura da alma: quando precisamos olhar para dentro de nós


Meus queridos Companheiros e Companheiras!


Existe também uma cura silenciosa, aquela que acontece dentro de nós.


É a cura das mágoas que guardamos, das decepções que nos entristecem, das palavras que nos feriram e das situações que, mesmo depois de muito tempo, continuam ocupando espaço em nosso coração.


Muitas vezes, sorrimos diante das pessoas, mas carregamos preocupações que ninguém conhece. Por isso, precisamos desenvolver um olhar mais humano e sensível.


Não sabemos o que nosso companheiro está enfrentando em sua vida particular. Talvez aquele que está mais distante precise de uma aproximação. Talvez aquele que deixou de participar precise de uma conversa. Talvez aquele que parece desanimado esteja apenas esperando que alguém pergunte, com sinceridade: “Companheiro, como você está? Podemos ajudar?”


Não podemos permitir que a correria da vida nos faça esquecer de cuidar das pessoas.


E aqui precisamos compreender algo muito importante: a amizade não se demonstra apenas quando tudo está bem; ela se revela, principalmente, quando alguém precisa de nós.


Que possamos ser instrumentos de acolhimento, oferecendo apoio sem invadir, aconselhando sem humilhar e corrigindo sem destruir. Que saibamos estender uma mão amiga, porque, no movimento leonístico, ninguém deveria sentir-se sozinho.


A cura que o nosso DMLD também precisa promover


Companheiro(a)s, Leão, LEOS, e, se queremos falar de cura, precisamos olhar com carinho para dentro do nosso próprio Distrito Múltiplo DMLD.


Precisamos perguntar a nós mesmos: como está a saúde dos nossos Lions Clubes? Como está a frequência às reuniões? Como está o entusiasmo dos nossos associados? Como estamos acolhendo aqueles que chegam e cuidando daqueles que já caminham conosco há tantos anos?


Não basta termos uma história bonita. Precisamos continuar escrevendo essa história juntos!


Um Lions Clube saudável é aquele que reúne seus associados, promove companheirismo, desenvolve projetos e transforma boas intenções em serviços concretos à comunidade.


Por isso, precisamos curar o desânimo, combater o afastamento e recuperar a alegria de participar.


Que nossas reuniões não sejam apenas compromissos registrados em uma agenda. Que sejam encontros de amizade, oportunidades de aprendizado, espaços de diálogo e momentos em que cada associado sinta que sua presença faz diferença.


Uma reunião sem participação perde força. Um projeto sem união perde alcance. E um clube sem companheirismo corre o risco de perder justamente aquilo que o mantém vivo: as pessoas.


Precisamos incentivar nossos Companheiros e Companheiras a comparecer às reuniões, participar das decisões, apresentar ideias e assumir responsabilidades. Não por obrigação, mas porque compreendem o valor de pertencer.


E, quando alguém começar a se afastar, que nossa primeira atitude não seja a cobrança, mas a aproximação.


Antes de perguntar por que um companheiro não está vindo, precisamos perguntar se ele está bem. Antes de criticar sua ausência, precisamos oferecer motivos para que ele queira voltar.


A frequência se fortalece quando existe acolhimento, propósito e alegria em estar juntos.


Curar o desânimo com novos projetos e mais serviço voluntário


O nosso DMLD precisa continuar crescendo, inovando e criando oportunidades para servir.


Precisamos de novos projetos, novas parcerias e novas ideias que mobilizem nossos associados e atendam às necessidades reais das comunidades.


Projetos de combate à fome, de apoio às crianças, de atenção aos idosos, de promoção da saúde, de proteção ao meio ambiente e de auxílio às famílias em situação de vulnerabilidade.


Precisamos olhar para as nossas oito Causas Globais e compreender que cada uma delas representa uma oportunidade de transformar vidas.


Mas não basta criar projetos no papel. É preciso envolver pessoas, dividir responsabilidades e colocar as mãos à obra.


Que cada Lions Clube encontre novas maneiras de servir, respeitando sua realidade, valorizando seus talentos e trabalhando em união.


Que nossos associados sintam orgulho de dizer: “Eu faço parte deste clube. Minha participação tem valor. Meu trabalho ajuda alguém. Eu pertenço a este movimento!”


É assim que curamos o desânimo: oferecendo propósito.


É assim que curamos a distância: construindo amizade.


É assim que curamos a falta de participação: mostrando que cada pessoa é necessária.


E é assim que fortalecemos o nosso lema: NÓS SERVIMOS!


Pertencimento: a cura para a indiferença e o afastamento


Neste Ano Leonístico 2026–2027, sob a inspiração do PERTENCIMENTO, com o nosso Presidente do DMLD, CC Paulo Roberto Maffessoni, e a CaL Magaly, temos uma grande oportunidade de aprofundar essa reflexão.


Pertencer não significa apenas ter um nome na lista de associados. Pertencer significa sentir-se acolhido, respeitado, valorizado e necessário.


Significa saber que nossa voz é ouvida, que nossas ideias podem contribuir e que nossas mãos fazem parte de uma grande corrente de solidariedade.


Um associado que se sente pertencente encontra mais razões para participar, colaborar e permanecer. Um companheiro valorizado percebe que sua experiência é importante, assim como o entusiasmo de quem acaba de chegar.


Não podemos permitir que a experiência dos mais antigos seja desprezada, nem que as ideias dos mais novos sejam ignoradas.


Precisamos unir gerações, compartilhar conhecimentos e compreender que ninguém constrói sozinho o futuro de um Lions Clube.


PERTENCIMENTO É CUIDAR DE QUEM JÁ ESTÁ, ACOLHER QUEM ESTÁ CHEGANDO E BUSCAR QUEM, POR ALGUMA RAZÃO, COMEÇOU A SE AFASTAR.


Essa precisa ser uma das nossas grandes missões neste ano leonístico.


Que o DMLD continue se fortalecendo com a fundação de novos Lions Clubes, com a chegada de novos associados e com a ampliação de nossas ações voluntárias.


Cada novo clube representa uma oportunidade de levar o leonismo a outras comunidades. Cada novo associado representa mais mãos, mais talentos, mais ideias e mais corações dispostos a servir.


Entretanto, nosso crescimento não pode ser medido apenas pelo número de clubes fundados ou de associados admitidos.


Precisamos também cuidar da permanência, da participação e da satisfação daqueles que já fazem parte da nossa caminhada.


Queremos novos clubes nascendo, novos companheiros chegando e nossos clubes atuais cada vez mais unidos, ativos e comprometidos.


Queremos crescer sem esquecer de cuidar.


Queremos expandir sem perder a amizade.


Queremos conquistar novos espaços sem abandonar aqueles que ajudaram a construir a nossa história.


E queremos, acima de tudo, que nenhum companheiro pense em deixar o movimento leonístico por sentir-se esquecido, desvalorizado ou sozinho, sem que antes alguém tenha procurado ouvi-lo, compreendê-lo e oferecer-lhe uma oportunidade de reencontrar a alegria de pertencer.


A decisão de permanecer é pessoal, mas o acolhimento é uma responsabilidade coletiva.


Nossa missão é curar através do servir


Meus queridos Companheiros e Companheiras!


Talvez não possamos curar todas as enfermidades que atingem nossos amigos e familiares. Talvez não consigamos eliminar todas as injustiças do mundo, todas as tristezas da humanidade ou todas as dificuldades que encontramos em nossos clubes.


Mas podemos fazer alguma coisa. E fazer alguma coisa, juntos, já é um grande começo.


Podemos visitar quem está enfermo.


Podemos apoiar quem enfrenta dificuldades.


Podemos ouvir quem precisa desabafar.


Podemos reconciliar amizades.


Podemos fortalecer nossos clubes.


Podemos desenvolver projetos que alimentem esperanças.


Podemos receber de braços abertos cada novo associado.


Podemos procurar aquele companheiro que deixou de frequentar as reuniões.


Podemos transformar uma crítica em conversa, uma divergência em aprendizado e uma dificuldade em oportunidade de união.


E podemos lembrar, todos os dias, que o leonismo não é apenas aquilo que fazemos nas reuniões. É aquilo que levamos para a vida, para nossas famílias e para as comunidades que esperam por nosso trabalho.


Que o nosso DMLD seja cada vez mais reconhecido não apenas pela quantidade de clubes e associados, mas pela qualidade das relações humanas, pela força dos projetos e pela alegria de servir.


Que sejamos um Distrito onde as pessoas queiram chegar, sintam prazer em permanecer e encontrem motivos para continuar fazendo o bem.


Que cada Lions Clube seja um espaço de amizade, respeito, acolhimento e transformação.


E que cada Companheiro e Companheira compreenda que sua presença não é apenas mais um nome: é uma história, uma experiência, um talento e um par de mãos que pode fazer a diferença.


Porque o mundo precisa de cura. A humanidade precisa de compreensão. Nossas almas precisam de paz. E o nosso movimento leonístico precisa, cada vez mais, de união, participação e pertencimento.


Que possamos curar as distâncias com a amizade, curar o desânimo com novos projetos, curar a indiferença com o serviço voluntário e curar o afastamento com o acolhimento.


Que nunca nos faltem coragem para recomeçar, humildade para reconhecer nossos erros, sabedoria para cuidar uns dos outros e entusiasmo para continuar servindo.


E que, ao olharmos para o nosso grandioso DMLD, possamos dizer com orgulho:


Aqui, ninguém é apenas mais um associado.


Aqui, cada pessoa tem valor.


Aqui, cada mão faz falta.


Aqui, cada coração tem lugar.


Aqui, nós crescemos juntos, cuidamos uns dos outros e servimos com pertencimento.


PERTENCER É AMAR. SERVIR É CUIDAR. E CUIDAR TAMBÉM É AJUDAR A CURAR!


Um fraterno abraço leonístico a todos os Companheiros e Companheiras do nosso querido DMLD.


CL Vilnei Lenz

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