terça-feira, 26 de maio de 2026

“O HOMEM CONSTRUIU A BOMBA ATÔMICA, MAS NENHUM RATO DO MUNDO CONSTRUIRIA UMA RATOEIRA”

 


“O HOMEM CONSTRUIU A BOMBA ATÔMICA, MAS NENHUM RATO DO MUNDO CONSTRUIRIA UMA RATOEIRA”

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

 

            Albert Einstein (1879-1955) foi um físico alemão amplamente reconhecido como um dos maiores cientistas de todos os tempos.  Ele revolucionou a ciência ao desenvolver a “Teoria da Relatividade”, que transformou radicalmente a nossa compreensão sobre o espaço, o tempo, a massa e a gravidade.

 

            A frase que intitula esta matéria é atribuída a ele.  Embora dita com um certo sarcasmo, ela reflete sobre a autodestruição humana e a ausência de malícia na natureza, contrastando a inteligência técnica do homem com sua falta de sabedoria moral.

 

            Mas que raios a frase tem haver com o leonismo!  Vou tentar justificar!

 

            Dentro da filosofia de Lions Internacional, que é a maior organização de clubes de serviço do mundo, essa citação serve como um “contraexemplo” e um chamado à ação, conectando-se exatamente com essa filosofia de humanitarismo, paz e responsabilidade social da nossa Associação.

 

            A crítica de Einstein assegura que a bomba atômica simboliza o ápice da hostilidade, do egoísmo nacionalista e da destruição em massa.  Na visão do Lions um dos objetivos fundamentais da nossa entidade é “criar e fomentar um espírito de compreensão entre os povos do mundo”.  Enquanto a humanidade cria “ratoeiras” para si mesma através de guerras, os Leões trabalham para desarmar esses conflitos invisíveis através da diplomacia civil, do intercâmbio cultural e do socorro mútuo global.

 

            A crítica de Einstein apregoa que o intelecto humano foi desviado para criar uma armadilha mortal contra a sua própria espécie.  Na visão do Lions, seu Código de Ética preconiza “ajudar o próximo desinteressadamente” e “construir e não destruir”.  A filosofia leonística direciona a capacidade inventiva e a liderança humana para o desenvolvimento comunitário (construindo hospitais e escolas, por exemplo), agindo como o oposto exato da terrível bomba citada.

 

            A crítica de Einstein lembra que rato não constrói a própria armadilha porque age por instinto de sobrevivência;  já o homem, racional, cria mecanismos que ameaçam sua própria existência.  Na visão do Lions, nosso lema é “Nós Servimos”.  Diante da capacidade humana de gerar sofrimentos (seja por guerras, negligência ou desigualdade), o Lions responde com voluntariado organizado.  Nossa entidade canaliza a inteligência e os recursos humanos para mitigar as “ratoeiras” da vida real, como, por exemplo, a fome, a cegueira evitável, o diabetes e o câncer infantil.

 

            A critica de Einstein diz que a ciência sem consciência moral é perigosa.  Na visão do Lions, nossa organização busca desenvolver líderes comunitários que possuam não apenas competência técnica, mas, acima de tudo, sensibilidade social.  A filosofia da Associação dita que o verdadeiro progresso de uma comunidade não é medido por sua tecnologia ou poder de coerção, mas pelo grau de amparo conferido aos seus membros mais vulneráveis.

 

            Resumindo, para Lions Internacional a frase de Einstein é um lembrete severo do que acontece quando a liderança e o intelecto se despem de empatia.  Os Lions Clubes existem justamente para garantir que a engenhosidade humana seja usada para salvar vidas, e nunca para criar armadilhas para a própria humanidade.

 

            Um fraterno abraço leonistico a todas e a todos.

 

 

(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com


sexta-feira, 15 de maio de 2026

COMO FORTALECER O SENSO DE PERTENCIMENTO DE UM ASSOCIADO AO SEU LIONS CLUBE


COMO FORTALECER O SENSO DE PERTENCIMENTO DE UM

ASSOCIADO AO SEU LIONS CLUBE

 

 

PDG MJF ANTONIO DOMINGOS ANDRIANI  (*)

 

 

            Para fortalecer o senso se pertencimento em um Lions Clube, é essencial transformar o associado de “um mero espectador de reuniões” em “um protagonista da nossa causa”.  O pertencimento nasce quando o associado sente que sua presença faz diferença e que ele é parte fundamental de uma rede de apoio mútua.

 

            O senso de pertencimento é o que transforma um grupo de voluntários em uma unidade coesa e resiliente.  Quando os Leões se sentem acolhidos, eles se tornam mais motivados, colaborativos e dispostos a desafiar o “status quo” pelo bem da comunidade.

 

            Para que esse vínculo seja fortalecido em um Lions Clube, há necessidade de os dirigentes considerarem algumas estratégicas básicas:

 

1.     Integração e acolhimento personalizado

2.     Protagonismo e participação ativa

3.     Cultura de reconhecimento e valorização.

4.     Desenvolvimento de liderança

5.     Melhoria do ambiente e convivência

 

            O acolhimento inicial define a trajetória do novo associado no clube.  O vínculo começa no primeiro contato.  Um processo de integração falho é uma das maiores causas de desânimo.  Por isso, devem os dirigentes:

 

·        Promover um rito de posse significativo.  Realizar uma cerimônia que ressalte a importância do novo associado, fazendo-o sentir que sua etrada é um evento relevante para toda a comunidade.

 

·        Utilizar o “Programa de Leão Orientador”, para que veteranos guiem novos membros nos primeiros passos, garantindo que eles compreendam a cultura e as tradições do clube.

 

·        Realizar sessões de orientação claras, apresentando a estrutura do distrito e as oportunidades de serviço, para que o associado veja onde ele se encaixa no panorama global.      

 

·        Entregar ao novo associado materiais que gerem orgulho, como o “pin”, o certificado de afiliação atualizado, a pasta de iniciação e um manual prático sobre as atividades do clube.

 

            Ninguém se sente parte de algo onde não tem utilidade.  O associado precisa, logo de cara, ser instado a colocar a “mão na massa”.  Os dirigentes precisam:

 

·        Logo na entrada, descobrir quais são as habilidades profissionais ou “hobbies” do novo associado (exemplos: marketing, contabilidade, culinária) dando a ele uma tarefa específica onde esse seu talento possa brilhar.

 

·        Em vez de esperar meses, convidar o novo associado a participar de uma ação social logo na primeira semana.  O impacto do serviço humanitário é o maior combustível para o pertencimento.

 

·        Evitar que os mesmos cargos sejam ocupados pelas mesmas pessoas por anos seguidos.  O rodizio em comitês permite que novos associados desenvolvam liderança e sintam-se como se donos dos projetos.

 

            O ser humano busca validação.  No Lions, o reconhecimento público fortalece os laços emocionais.  Por isso:

 

·        Reserve cinco minutos de cada assembleia para agradecer publicamente o esforço de algum associado em um projeto específico.

 

·        Não esqueça aniversários e conquistas profissionais.  Mostrar que o clube se importa com o individuo além do associado cria conexões profundas.

 

·        Utilize o “Guia de Satisfação do Associado do Lions” para ouvir as opiniões e ajustar o que não está funcionando.

 

            Oferecer caminhos para o crescimento pessoal mantém os associados engajados.  Nesse sentido, devem os dirigentes dos clubes:

 

·        Incentivar a participação em “Institutos de Desenvolvimento de Liderança”.  Ao investir no desenvolvimento do associado, o clube demonstra que se interessa com o futuro do mesmo.

 

·        Delegar funções específicas ou coordenação de comitês para que cada associado sinta que sua contribuição é vital para o sucesso coletivo.

 

            Reuniões cansativas e burocráticas geralmente afastam as pessoas.  E o Lions Clube deve ser um lugar de prazer.

 

·        Promova jantares ou passeios onde o objetivo seja apenas a amizade, sem qualquer pauta de trabalho.

 

·        No início das reuniões, utilize perguntas simples para que os membros conheçam curiosidades uns dos outros, combatendo a formação de “panelinhas”.

 

·        Produza reuniões dinâmicas.  Traga palestrantes externos ou faça “dropes” de conhecimento leonístico para manter o interesse intelectual dos associados.

 

            Para aprofundar o tema, os dirigentes podem consultar recursos oficiais de Lions Internacional como a “Abordagem Global do Quadro Associativo” ou o “Kit de Ferramentas da Equipe Global de Liderança.

 

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.

 


(*)           Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro do Conselho de Ex-Governadores do Distrito LC-6

                Associado da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com