quinta-feira, 9 de abril de 2026

COMO UM CLUBE DE PEQUENO PORTE PODE DESENVOLVER UM PROJETO DE AÇÃO GLOBAL

 

COMO UM CLUBE DE PEQUENO PORTE PODE DESENVOLVER UM PROJETO

DE AÇÃO GLOBAL


 

 

            Para um Lions Clube de pequeno porte, o segredo do sucesso não está na quantidade de associados, mas na focalização e no impacto estratégico.  Como os recursos humanos são limitados, qualquer plano de ação deve ser realista e altamente organizado.

 

            Vou tentar explicar, nesta mensagem, o contraste e a conexão entre a capacidade operacional limitada de uma unidade local e a ambição de gerar impacto em grande escala dentro daquilo que é proposto por Lions Internacional.

 

            O objetivo central é o alinhamento estratégico de como um clube de pequeno porte pode transformar recursos modestos em mudanças significativas através de planejamento real.

 

            A realidade de um clube nessas condições refere-se às limitações práticas relacionadas com poucos associados, verbas restritas e sua atuação em uma comunidade específica.  É o pé no chão das dificuldades cotidianas de gestão e voluntariado.

 

            A realização de um plano de ação em uma unidade com essa qualificação, representa um planejamento das suas metas.  Não basta querer ajudar sua comunidade; o clube precisa estruturar como, quando e com quem irá atuar para que a ideia pretendida saia do papel.

 

            A idealização de uma meta global é o destino final.  O foco de Lions Internacional é a realização de uma das suas causas globais (como visão, combate à fome, diabetes, câncer infantil, meio ambiente e outras).  Seguindo as diretrizes internacionais, a ação local de um clube de pequeno porte contribui diretamente para metas humanitárias mundiais.

 

            No seu planejamento para realizar a execução de uma das causas globais, o clube de pequeno porte precisa seguir um roteiro estruturado;

 

·        O primeiro passo é o clube entender sua própria realidade e a realizada da comunidade a que será atendida.  Exemplos:  1) Existe uma escola pública com crianças que não conseguem ler o quadro?;  2)  Existe um asilo onde os idosos perderam a autonomia por catarata?

 

·        Há necessidade de fazer um mapeamento de talentos.  Quais profissões ou habilidades seus associados possuem?  Se há entre eles um enfermeiro, a causa do diabetes pode ganhar força.  Se há um agrônomo, a global meio ambiente pode ser considerada.  E assim sucessivamente.

 

·        Analisar qual a maior necessidade da sua comunidade.  Qual o problema mais visível da sua cidade?  Não adianta plantar árvores se a comunidade local sofre com a fome aguda!

 

·        Como definição de meta, escolher apenas uma causa global para ser executada durante o ano leonístico.

 

·        Estruturar o plano de ação com um objetivo específico.  Fugir de metas vagas como “precisamos ajudar os pobres”.  Exemplo:  “Este ano vamos realizar 20 testes de glicemia e distribuir 50 cestas básicas para as famílias residentes do bairro X, durante o período de ..... a ......”.  Outro exemplo: “Este ano vamos colaborar com o projeto da visão”.  Seja específico: “Este ano vamos realizar triagem visual em 100 alunos da escola municipal X e viabilizar 20 óculos de grau até o final do mês de ............”.

 

·        Dividir o projeto planejado em três fases: 1) Pré-evento: arrecadação, compra de materiais, busca de parcerias e divulgação;  2) O evento: estabelecer o período para execução da ação propriamente dita;  3) Pós-evento: prestação de contas, relatório do MyLion e agradecimentos aos parceiros.

 

·        Gerir recursos e parcerias.  Para clubes de pequeno porte, a parceria é o multiplicador de força: 1) Onde buscar: comércio e indústria locais, outras ONGs, postos de saúde ou escolas;  2) Recursos: se o clube não tem verba, o plano deve focar em campanhas de arrecadação prévias.

 

·        Na matriz de responsabilidade, mesmo que o clube tenha poucos associados, todos devem ter uma função clara no projeto, para evitar a sobrecarga de poucos.

 

·        Algumas sugestões para os clubes de pequeno porte:  1) Qualidade sobre quantidade: É melhor fazer uma ação de visão (exemplo: doar 10 óculos) que transforme vidas de verdade do que dez ações pequenas e invisíveis.  Outra realidade: Não tente abraçar o mundo sem ter mãos suficientes.  É melhor entregar 10 óculos com excelência e acompanhamento do que prometer 100 e não terminar o projeto por falta de verba ou tempo;  2) Usem sempre a marca Lions: Ande sempre com o uniforme do clube.  Em cidades pequenas, o prestígio da marca ajuda a abrir portas para patrocícios;  3) Relatórios são vitais:  Se você não reportar no MyLion a atividade não existiu para Lions Internacional.  Além disso, os dados enviados podem ajudar a conseguir subsídios da LCIF no futuro.

 

            Elaborar um plano tático para um Lions Clube de pequeno porte exige foco e pé no chão.  Em clubes menores, o maior desafio não é a falta de vontade, mas sim a limitação de braços e recursos financeiros.  O segredo passa da “VONTEDE DE AJUDAR” para a “EXECUÇÃO COORDENADA”.

           

            Um fraterno abraço leonístico a todas e a todos.

 

 

(*)          Associado do Lions Clube de Ribeirão Preto-Jardim Paulista

                Ex-Governador 1997-1988 do Distrito L-17 (atual LC-6)

                Membro da AGDL-Associação dos Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil

                Confrade do APLIONS-Apaixonados por Lions

                E-mail:  andriani.ada@gmail.com