COMO UM CLUBE DE PEQUENO PORTE PODE
DESENVOLVER UM PROJETO
DE AÇÃO GLOBAL
Para
um Lions Clube de pequeno porte, o segredo do sucesso não está na quantidade de
associados, mas na focalização e no impacto estratégico. Como os recursos humanos são limitados,
qualquer plano de ação deve ser realista e altamente organizado.
Vou
tentar explicar, nesta mensagem, o contraste e a conexão entre a capacidade
operacional limitada de uma unidade local e a ambição de gerar impacto em
grande escala dentro daquilo que é proposto por Lions Internacional.
O
objetivo central é o alinhamento estratégico de como um clube de pequeno porte
pode transformar recursos modestos em mudanças significativas através de
planejamento real.
A
realidade de um clube nessas condições refere-se às limitações práticas
relacionadas com poucos associados, verbas restritas e sua atuação em uma
comunidade específica. É o pé no chão
das dificuldades cotidianas de gestão e voluntariado.
A
realização de um plano de ação em uma unidade com essa qualificação, representa
um planejamento das suas metas. Não
basta querer ajudar sua comunidade; o clube precisa estruturar como, quando e
com quem irá atuar para que a ideia pretendida saia do papel.
A
idealização de uma meta global é o destino final. O foco de Lions Internacional é a realização
de uma das suas causas globais (como visão, combate à fome, diabetes, câncer
infantil, meio ambiente e outras).
Seguindo as diretrizes internacionais, a ação local de um clube de
pequeno porte contribui diretamente para metas humanitárias mundiais.
No
seu planejamento para realizar a execução de uma das causas globais, o clube de
pequeno porte precisa seguir um roteiro estruturado;
·
O primeiro passo é o clube entender sua própria realidade e a realizada
da comunidade a que será atendida.
Exemplos: 1) Existe uma escola
pública com crianças que não conseguem ler o quadro?; 2)
Existe um asilo onde os idosos perderam a autonomia por catarata?
·
Há necessidade de fazer um mapeamento de talentos. Quais profissões ou habilidades seus
associados possuem? Se há entre eles um
enfermeiro, a causa do diabetes pode ganhar força. Se há um agrônomo, a global meio ambiente
pode ser considerada. E assim
sucessivamente.
·
Analisar qual a maior necessidade da sua comunidade. Qual o problema mais visível da sua
cidade? Não adianta plantar árvores se a
comunidade local sofre com a fome aguda!
·
Como definição de meta, escolher apenas uma causa global para ser
executada durante o ano leonístico.
·
Estruturar o plano de ação com um objetivo específico. Fugir de metas vagas como “precisamos
ajudar os pobres”. Exemplo: “Este ano vamos realizar 20 testes de
glicemia e distribuir 50 cestas básicas para as famílias residentes do bairro
X, durante o período de ..... a ......”.
Outro exemplo: “Este ano vamos colaborar com o projeto da visão”. Seja específico: “Este ano vamos realizar
triagem visual em 100 alunos da escola municipal X e viabilizar 20 óculos de
grau até o final do mês de ............”.
·
Dividir o projeto planejado em três fases: 1) Pré-evento: arrecadação,
compra de materiais, busca de parcerias e divulgação; 2) O evento: estabelecer o período para
execução da ação propriamente dita; 3)
Pós-evento: prestação de contas, relatório do MyLion e agradecimentos
aos parceiros.
·
Gerir recursos e parcerias. Para
clubes de pequeno porte, a parceria é o multiplicador de força: 1) Onde buscar:
comércio e indústria locais, outras ONGs, postos de saúde ou escolas; 2) Recursos: se o clube não tem verba, o
plano deve focar em campanhas de arrecadação prévias.
·
Na matriz de responsabilidade, mesmo que o clube tenha poucos associados,
todos devem ter uma função clara no projeto, para evitar a sobrecarga de
poucos.
·
Algumas sugestões para os clubes de pequeno porte: 1) Qualidade sobre quantidade: É melhor fazer
uma ação de visão (exemplo: doar 10 óculos) que transforme vidas de verdade do
que dez ações pequenas e invisíveis.
Outra realidade: Não tente abraçar o mundo sem ter mãos
suficientes. É melhor entregar 10 óculos
com excelência e acompanhamento do que prometer 100 e não terminar o projeto
por falta de verba ou tempo; 2) Usem
sempre a marca Lions: Ande sempre com o uniforme do clube. Em cidades pequenas, o prestígio da marca
ajuda a abrir portas para patrocícios;
3) Relatórios são vitais: Se você
não reportar no MyLion a atividade não existiu para Lions
Internacional. Além disso, os dados
enviados podem ajudar a conseguir subsídios da LCIF no futuro.
Elaborar um plano tático
para um Lions Clube de pequeno porte exige foco e pé no chão. Em clubes menores, o maior desafio não é a
falta de vontade, mas sim a limitação de braços e recursos financeiros. O segredo passa da “VONTEDE DE AJUDAR” para a
“EXECUÇÃO COORDENADA”.
Um
fraterno abraço leonístico a todas e a todos.
(*) Associado do Lions Clube de Ribeirão
Preto-Jardim Paulista
Ex-Governador 1997-1988 do
Distrito L-17 (atual LC-6)
Membro da AGDL-Associação dos
Governadores dos Distritos Múltiplos “L” Brasil
Confrade do APLIONS-Apaixonados
por Lions
E-mail: andriani.ada@gmail.com
